Cidades

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Obras do Pólo das Moreninhas serão lançadas na segunda-feira

Obras do Pólo das Moreninhas serão lançadas na segunda-feira

Redação

28/08/2010 - 21h00
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O prefeito Nelson Trad Filho lança na próxima segunda-feira, dia 30, às 10h30 - no Trevo Três Barras, localizado no anel rodoviário na BR 040 - as obras do Pólo Empresarial Sul Wilmar Lewandowsky.

Projeto que transformará a vida de milhares de pessoas por meio do desenvolvimento econômico e social, o núcleo industrial está em fase de implantação na região urbana do Córrego Bandeira, próximo às Moreninhas, uma das maiores concentrações populacionais da Capital. "O início das obras marca uma nova era no desenvolvimento de Campo Grande", garante o prefeito Nelson Trad Filho.

O projeto do Pólo Empresarial Sul foi lançado em julho de 2009 e sua execução avança neste ano. A ação é o cumprimento de mais uma das 15 metas assumidas pelo prefeito perante a população. Com seu lançamento, a Capital passa a contar com cinco pólos empresariais, nos quais foram investidos mais de R$ 804 milhões e promovida a geração de mais de 11.200 empregos diretos.

Gente e Renda

A previsão é que o Pólo Empresarial Sul gere cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos por meio da implantação de empresas diversas. Com área total de 52 hectares, o local tem posição estratégica. Situado às margens do anel rodoviário, nas proximidades da saída para Três Barras, funcionará como eixo fundamental para a interligação dos sistemas rodoviário e ferroviário de Campo Grande com as BRs 163, 262 e 060.

A proximidade com as Moreninhas facilitará o desenvolvimento econômico do conglomerado de bairros e ainda fornecerá qualidade de vida a milhares de trabalhadores com acesso ao local de trabalho a menos de 2 km de casa. "A região tem um dos maiores contingentes de trabalhadores e grande potencial econômico. Sempre recebemos pedidos de criar mais um pólo na região das Moreninhas e a partir de agora conseguiremos preencher esta lacuna", lembrou o prefeito.

Moradia

As famílias da região ainda serão beneficiadas com novas unidades habitacionais que vão ser construídas pela Emha (Empresa Municipal de Habitação). Serão disponibilizados 800 lotes individuais de 10m x 20m.

A cessão da área para as novas casas faz parte da contrapartida exigida pela Prefeitura Municipal no acordo de utilização do local para a implantação do Pólo, chamado operação urbana consorciada. Prevista no Plano Diretor de Campo Grande, a operação urbana consorciada tem objetivo de envolver iniciativa privada e poder público em prol da execução de projetos de interesse social.

Infraestrutura e Investimentos

A implantação do Pólo Industrial Sul contará com investimentos das empresas que irão se instalar no local. Serão construídos vias, ciclovias e acessos, drenagem e pavimentação asfáltica, redes de água e esgoto e energia elétrica. A Sedesc (secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio) coordena os estudos para definir o perfil da atividade industrial que vai ser desenvolvida no novo pólo.

O ponto de partido dos estudos é que as indústrias trabalhem com responsabilidade sócio-ambiental, já que a área é próxima a um dos mananciais da cidade (o Lageado). A área dispõe de licença prévia para construção já aprovada pela Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). O total de 52 hectares poderá ser dividido entre 66 lotes de 5 mil m² ou 165 lotes de 2 mil m².

O projeto do loteamento a ser desenvolvido no Pólo Industrial tem prazo de aprovação estimado em 30 dias. A previsão é que a área onde será construído o Pólo, bem como o terreno onde serão edificadas as casas da Emha, estejam disponíveis à população dentro do prazo de oito meses.

Realizando sonhos

Ainda não é possível estimar os tremendos lucros que serão gerados para Campo Grande com o funcionamento do Pólo Industrial Sul, mas a comunidade do entorno já afirma que a implantação representa a realização de um sonho. A região do córrego Bandeira é a maior beneficiada. Formada pelos bairros Carlota, Doutor Albuquerque, Jardim Paulista, Maria Aparecida Pedrossian, Moreninhas, Rita Vieira, São Lourenço, Tiradentes, TV Morena, Universitário e Vilas Boas, somam juntas mais de 100 mil habitantes.

Só o complexo Moreninhas, formado por 10 bairros, tem 70 mil habitantes. "Lutamos para que a região tenha seu próprio Pólo Industrial há mais de 15 anos porque sabemos o quanto trabalhar em um setor especializado faz diferença para o crescimento econômico e qualidade de vida das famílias. Somos muito gratos à administração do prefeito Nelson Trad Filho que possibilitou que este sonho se tornasse realidade", diz o presidente do conselho da Região Urbana do Bandeira, Jurandir Domingues de Oliveira.

Para ele, os benefícios para o trabalhador das Moreninhas serão imensos e diversos. "Hoje em dia contabilizamos mais de 30 mil pessoas que se deslocam todos os dias das Moreninhas para a região central e outros bairros para trabalhar. Isso representa um gasto de 20% a 30% do salário somente em transporte urbano e alimentação, o que é absurdo".

Para Jurandir, a implantação do Pólo Industrial Sul vai, inclusive, diminuir o número de acidentes no trânsito na BR 163 e Avenida Gury Marques. "A distância percorrida do trabalho até em casa será muito menor, permitindo o deslocamento até a pé ou de bicicleta. Com certeza o Pólo vai mudar a vida de muita gente para melhor e até unir mais as famílias".

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio, Natal Meira Barros, ainda cita outro ponto importante no advento do núcleo industrial: a qualificação do trabalhador. "Indústrias especializadas atraem salários com valores altos, o que eleva o nível de renda, fazendo crescer investimentos na região, oferta de emprego e, conseqüentemente, qualidade de vida para a população do entorno do Pólo. Com o aumento do consumo de alimentos, itens do vestuário e outros bens, a economia se mantém viva e forte".

Meio ambiente preservado

Para que o desenvolvimento não afete o meio ambiente do entorno do Pólo Industrial Sul, a Prefeitura de Campo Grande vai construir o Parque Linear do Córrego Lageado, um dos principais mananciais de abastecimento da região do Anhanduizinho. O córrego margeia a Avenida Guaicurus, indo dos bairros Lageado a Alves Pereira.

Estão previstas a pavimentação e drenagem do Lageado, com investimentos estimados em R$ 47.160.341,21, sendo aproximadamente R$ 42 milhões de recursos do Governo Federal. A população terá acesso aos benefícios de obras do entorno do córrego, como pistas de caminhada e área de lazer, bem como a mata ciliar preservada.

O acesso à região também será facilitado. A Prefeitura Municipal prevê construir novo acesso às Moreninhas. Os investimentos giram em torno de R$ 61.302.740,33, sendo aproximadamente R$ 57 milhões de recursos Governo Federal. O entorno do Pólo Industrial Sul também ganhará melhorias e nova organização com a construção de pequenos e grandes anéis e rotatórias de acesso.

PRISÃO

Criminosos levam cinco dias para furtar arsenal de armas em casa no Coophasul

Os policiais recuperaram munições, além de outros itens da casa e apreenderam 660g de cocaína avaliada em R$15 mil

16/04/2026 11h20

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF), prendeu os criminosos que furtaram um arsenal de armas de fogo e munições, no bairro Coophasul. O furto durou cinco dias consecutivos, já que os moradores estavam fora da residência.

Após a prisão inicial de dois homens, de 37 e 20 anos, os suspeitos confessaram ter invadido o imóvel e arrombado um cofre que continha armas de grosso calibre, munições e outros itens da casa.

Durante as investigações, os policiais identificaram que parte das armas e objetos haviam sido repassados para um terceiro envolvido, de 38 anos. Ao chegarem na residência do suspeito, encontraram um fogão cooktop furtado da vítima.

Em buscas no imóvel, também foram localizadas munições de calibres 9mm e .22 escondidas em buracos de tijolos. No terreno aos fundos, os policiais perceberam que a terra estava remexida e, ao escavarem, encontraram um balde enterrado contendo 660g de cocaína, avaliada em aproximadamente R$ 15 mil.

Na busca em outros endereços, os policiais recuperaram dois ares-condicionados, mesas, cadeiras, grill, ferramentas e bebidas. Um homem de 44 anos foi preso em flagrante pelo crime de receptação. Egresso do sistema prisional há pouco tempo, o suspeito possui extenso histórico criminal com condenações por tráfico, homicídio e porte ilegal de arma.

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Última Ratio

PF pede indiciamento de 7 desembargadores por venda de sentenças

Relatório, concluído em 20 de março pelo delegado Marcos André Araújo Damato e encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça e ao MPF

16/04/2026 11h00

MARCELO VICTOR

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A Polícia Federal concluiu que há indícios de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e recomendou ao Ministério Público Federal a denúncia de sete desembargadores, um juiz e um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Eles podem responder por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, apuração que integra o inquérito da Operação Ultima Ratio, deflagrada em outubro de 2024.

A PF propõe seis ações penais contra os desembargadores Sérgio Fernandes Martins, único ainda na ativa; Alexandre Aguiar Bastos e Marcos José de Brito Rodrigues, afastados; além de Divoncir Schreiner Maran, Júlio Roberto Siqueira Cardoso e Sideni Soncini Pimentel, aposentados. Também são citados o conselheiro do TCE Osmar Domingues Jeronymo e o juiz Paulo Afonso de Oliveira, afastado da 2ª Vara Cível de Campo Grande.

O relatório foi concluído em 20 de março pelo delegado Marcos André Araújo Damato e encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça e ao MPF. No documento, a PF propões as ações penais com base nas evidências reunidas ao longo da investigação.

Segundo a investigação, decisões judiciais teriam sido negociadas em processos que envolvem propriedades rurais de alto valor. Entre os casos, está a Fazenda Paulicéia, em Maracaju, avaliada em R$ 85 milhões, e a Fazenda Vai Quem Quer, em Corumbá, estimada em R$ 24 milhões.

No caso da Fazenda Paulicéia, a PF aponta que Osmar Jeronymo e seus sobrinhos, Diego e Danillo Moya Jeronymo, podem ser denunciados por corrupção, falsificação de escritura pública, organização criminosa e a prática de extorsão ao obrigar Gerson Pieri e seu advogado a assinar, em julho de 2018, um acordo desistindo da disputa judicial da Fazenda Paulicéia. Desembargadores também teriam participado da suposta venda de decisões relacionadas ao caso, com intermediação do advogado Félix Jayme Nunes da Cunha.

Vendas de decisões

O relatório do inquérito também identificou suspeitas de negociação de decisões em julgamento realizado em abril de 2024, envolvendo a Fazenda Santo Antônio. De acordo com o documento, o pagamento de R$ 1 milhão teria sido feito pela advogada Renata Gonçalves Pimentel, filha do desembargador Sideni Soncini Pimentel.

Outro episódio envolve a Fazenda Vai Quem Quer, cuja decisão dos magistrados manteve a validade do contrato de permuta da propriedade localizada em Corumbá. De acordo com a PF, as decisões judiciais favoráveis foram obtidas mediante pagamento indevido. O fazendeiro responde a ação penal por suposta fraude e recusou acordo para devolução do imóvel. O caso envolve os desembargadores Alexandre Bastos, Sideni Pimentel e Vladimir Abreu e o produtor rural Lydio de Souza Rodrigues.

Já no caso das fazendas Montanha e San Diego, o entendimento da PF é que houve o crime de corrupção passiva pela venda das decisões proferidas em abril de 2019, tendo como autores os desembargadores Sergio Fernandes Martins, Divoncir Schreiner Maran, Marcos José de Brito Rodrigues e os advogados Felix Jayme Nunes da Cunha e Paulo Ricardo Fenner.

No caso das notas promissórias falsas, causado contra um engenheiro aposentado, a PF aponta que o juiz Paulo Afonso de Oliveira e o desembargador Julio Roberto Siqueira Cardoso "foram corrompidos para favorecer indevidamente a advogada Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, esposa do magistrado aposentado Aldo Ferreira da Silva Júnior, na obtenção indevida de mais de R$ 5 milhões.

Em um dos pontos do relatório, a PF aponta possível lavagem de dinheiro por parte do desembargador aposentado Júlio Roberto Siqueira Cardoso, que teria utilizado conta bancária de um familiar para adquirir um imóvel na Bahia com dinheiro em espécie.

Considerada a maior investigação envolvendo magistrados em Mato Grosso do Sul, a Operação Ultima Ratio resultou, à época, no afastamento de cinco desembargadores, com uso de tornozeleira eletrônica. Posteriormente, as medidas cautelares foram revogadas. Parte dos investigados segue afastada por decisão do Conselho Nacional de Justiça, enquanto outros se aposentaram.

O caso agora está sob análise do Ministério Público Federal, que decidirá sobre o oferecimento das denúncias.

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