Cidades

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Oferta de asilo à iraniana condenada à morte por apedrejamento vira tema de campanha eleitoral

Oferta de asilo à iraniana condenada à morte por apedrejamento vira tema de campanha eleitoral

Redação

18/08/2010 - 03h45
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     A oferta de asilo à viúva iraniana, condenada à morte por apedrejamento, virou tema da campanha eleitoral. Depois de assumir a defesa da mulher e criticar o governo do Irã, o candidato à Presidência da República, José Serra, pela coligação O Brasil Pode Mais (PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B), pediu ontem (17) que a candidata do PT, Dilma Rousseff, se manifeste sobre o assunto. Segundo Serra, a relação do Brasil com o Irã não agrada à população brasileira.
                        
                        Para Serra, as últimas críticas de integrantes do governo à posição assumida pelo o Irã tem ?interesse eleitoral?. ?Para mim tem um interesse eleitoral?, disse o candidato tucano, ao ser perguntado sobre as críticas do ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que ontem (16) chamou o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad de ?ditador? e criticou a forma como o governo do presidente Lula trata o caso da iraniana.
                        
                        ?Ele [Vannuchi] tinha que explicar porque o governo disse que tinha carinho e amizade pelo [Mahmoud] Ahmadinejad. Eu acho que isso é puramente eleitoral. Nunca duvido das posições pessoais do Paulo Vannuchi. O fato é que o Brasil manifestou durante todo esse tempo carinho, amizade e confiança pelo Irã?, disse.
                        
                        O candidato afirmou que Dilma também deve se manifestar sobre a situação da viúva Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, acusada de adultério e posteriormente de assassinato. Mãe de dois filhos, ela e a família negam as acusações. Serra afirmou que o eleitor não aprova a relação do Brasil com o Irã.
                        
                        ?Como isso pega mal para a opinião pública, e nós estamos numa eleição, convém não confundir de novo a opinião pública. Tem que perguntar pro Vannuchi sobre Cuba, ele não falou sobre Cuba. Aliás, ela [Dilma] é quem tem que explicar porque nunca reclamou do Irã. Agora [para o governo Lula] o Irã é uma ditadura. Ela nunca disse uma palavrinha áspera com relação àquela ditadura fascista e feroz?, afirmou Serra.
                        
                        Depois de fazer uma série de críticas ao governo federal e à candidata petista, Serra não quis responder a perguntas sobre a propaganda eleitoral e às pesquisas de opinião. Segundo ele, é para evitar que a campanha eleitoral se transforme em ?tititi? e ?bastidores?. ?Se a gente não toma cuidado, a campanha eleitoral vira bastidores e 'tititi'?, disse o candidato do PSDB.
                        
                        José Serra participou ontem do 20º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília, organizado pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB).
                        
                        Anteriormente, Serra reclamou que pelo menos sete projetos apresentados por ele, ao longo da campanha eleitoral, foram ?copiados? por Dilma, entre eles, o Mãe Paulistana. Segundo Serra, é ?normal? um político pegar o exemplo de programas que dão certo e adotar. Mas ele se queixou de não haver ?respeito ao direito autoral?. ?Se eleito presidente, não faria uma lei proibindo cópias?, brincou o candidato. ?Mas ficaria mais elegante dar o crédito sobre a autoria?, completou.

 

Mudança

Lei federal estabelece novas regras para desmembramento de municípios no Brasil

Nova legislação, com regras mais rígidas, organiza os processos de alteração de limites entre municípios no país

16/04/2026 16h45

Lei federal estabelece novas regras para desmembramento de municípios no Brasil

Lei federal estabelece novas regras para desmembramento de municípios no Brasil Foto: Divulgação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei Complementar nº 230, publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, que estabelece normas gerais para o desmembramento de áreas de municípios com objetivo de incorporação a cidades limítrofes.

A medida regulamenta o tema com base no § 4º do artigo 18 da Constituição Federal e define critérios mais rigorosos para esse tipo de alteração territorial. De acordo com o texto, o desmembramento não poderá resultar na criação de novos municípios.

A legislação também determina que as regras não se aplicam a conflitos de natureza interestadual. Outro ponto importante é o prazo: os processos deverão respeitar um intervalo de 15 anos, contados a partir da data de publicação da lei. A iniciativa para o desmembramento caberá às Assembleias Legislativas dos estados, que deverão conduzir o processo conforme as constituições estaduais e normas regimentais.

Entre as etapas obrigatórias está a elaboração do Estudo de Viabilidade Municipal (EVM), documento que deverá analisar aspectos econômicos, financeiros, fiscais, além de impactos administrativos, sociais e urbanísticos da mudança.

Após a conclusão do estudo e sua ampla divulgação, a proposta será submetida à consulta popular por meio de plebiscito, envolvendo os municípios afetados. A realização do plebiscito ficará sob responsabilidade do Tribunal Regional Eleitoral, preferencialmente em datas coincidentes com eleições gerais ou municipais.

O resultado será considerado válido se aprovado pela população das duas cidades envolvidas, em votação conjunta. Caso a população aprove a proposta, o processo será concluído com a aprovação de lei estadual que definirá os novos limites territoriais.

A legislação também estabelece que os estudos devem conter identificação georreferenciada das áreas envolvidas, garantindo maior precisão na definição dos limites. Outro ponto previsto é a suspensão de processos de desmembramento no período de um ano antes da realização do Censo Demográfico de 2030, podendo ser retomados após a divulgação dos resultados oficiais.

A participação de órgãos federais poderá ser regulamentada pelo Executivo, com destaque para o apoio técnico da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A nova lei também trata dos impactos financeiros decorrentes das mudanças territoriais. A redistribuição de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e de outras transferências constitucionais só ocorrerá no exercício financeiro seguinte à definição oficial dos novos limites.

Em caráter excepcional, para as eleições de 2026, o prazo mínimo para aprovação do decreto legislativo que autoriza o plebiscito será reduzido para 60 dias antes do pleito. A lei entrou em vigor na data de sua publicação.

A medida busca trazer maior segurança jurídica e padronização aos processos de reorganização territorial no país, tema que historicamente gera debates entre estados, municípios e a população diretamente afetada.

MATO GROSSO DO SUL

Governo propõe escola gratuita no Pantanal para atender famílias da região

Projeto apresentado durante a Expogrande prevê ensino gratuito no bioma e integra pacote de ações discutidas entre governo e setor produtivo

16/04/2026 16h30

A iniciativa prevê a instalação de um centro educacional no bioma, com estrutura a ser construída pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar)

A iniciativa prevê a instalação de um centro educacional no bioma, com estrutura a ser construída pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar) Divulgação

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A criação de uma escola gratuita no Pantanal, voltada ao ensino regular e à permanência de famílias na região, foi um dos principais temas discutidos nesta quinta-feira (16) durante a 86ª Expogrande, em Campo Grande. A proposta integra um conjunto de ações debatidas entre o Governo do Estado e representantes do setor produtivo para fortalecer as cadeias do agronegócio em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa prevê a instalação de um centro educacional no bioma, com estrutura a ser construída pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar). O objetivo é ampliar o acesso à educação de qualidade em uma região marcada por desafios logísticos, além de contribuir para a fixação de moradores no território pantaneiro.

Segundo o governador Eduardo Riedel, a proposta vai além da oferta de ensino. "É um convênio transformador, que leva infraestrutura e reforça a permanência de famílias, especialmente crianças, por meio da educação. Também representa a valorização da cultura pantaneira", afirmou.

A pauta foi discutida durante reunião realizada no estande da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), que reuniu 13 entidades do agro estadual. No encontro, também foram assinados protocolos de intenções envolvendo as secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e de Educação (SED), além das instituições do setor.

Na ocasião, o segmento produtivo entregou ao governo um documento com as principais demandas do agronegócio sul-mato-grossense, consolidando propostas voltadas à competitividade e ao desenvolvimento do setor.

Além do projeto educacional, outro tema tratado foi a criação de uma ferramenta tecnológica para agilizar a regularização fundiária em áreas de fronteira. A proposta prevê o uso de inteligência artificial para leitura e análise automática de documentos, incluindo reconhecimento de texto e validação de assinaturas.

De acordo com Riedel, a tecnologia deve reduzir significativamente o tempo necessário para a ratificação de títulos. "São cerca de 10 mil processos que poderiam levar mais de dois anos e meio. Com o uso de inteligência artificial, a expectativa é concluir em quatro ou cinco meses", explicou.

Ainda durante a agenda, representantes da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) apresentaram dados atualizados da safra. Até o dia 10 de abril, o Estado já havia colhido aproximadamente 4,5 milhões de toneladas de soja.

A região sul lidera os trabalhos, com 99,3% da área colhida, seguida pelas regiões centro (91,7%) e norte (82,7%). O preço médio da saca foi de R$ 110,23.

As discussões ocorreram no contexto da Expogrande, que reúne lideranças políticas e representantes do setor produtivo para debater estratégias de crescimento econômico e geração de emprego e renda no Estado.

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