Cidades

Campo Grande

Olarte, esposa e mais dois são presos pelo Gaeco em ação contra lavagem de dinheiro

Além das prisões, seis mandados de busca e apreensão são cumpridos

ALINY MARY DIAS

15/08/2016 - 09h11
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O prefeito afastado Gilmar Olarte, a mulher dele Andréia Olarte, o corretor de imóveis Ivamil Rodrigues e Evandro Farinelli, foram presos na manhã desta segunda-feira em operação do Grupo Armado de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), seis mandados de busca e apreensão e outros quatro de prisão temporária estão sendo cumpridos desde o início do dia.

Além da casa de Gilmar e Andréia Olarte, a empresa da ex-primeira dama, Casa da Esteticista, a casa e o escritório do corretor de imóveis Ivamil, a casa e a empresa de Evandro também são alvos das equipes do Gaeco.

A ação é desdobramento da Operação ADNA, deflagrada ano passado, quando Olarte ainda estava à frente da prefeitura e foi denunciado por usar cheques em branco para financiar suposta compra de votos de vereadores para cassação do prefeito Alcides Bernal (PP).

Segundo o Gaeco, nesta operação são apurados crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica. De março de 2014 até agosto de 2015, período em que Olarte permaneceu como prefeito por conta da cassação de Bernal, a esposa dele, André Olarte, teria adquirido vários imóveis na Capital.

“Alguns em nome de terceiros, com pagamentos iniciais em elevadas quantias, fazendo o pagamento ora em dinheiro vivo, ora utilizando-se de transferências bancárias e depósitos, os quais, a princípio, são incompatíveis com a renda do casal”, informa o Gaeco.

O corretor Ivamil era, segundo a investigação, braço direito da família Olarte nas compras fraudulentas. O quarto preso hoje, Evandro Farinelli, era o laranja que cedia o nome para que os imóveis fossem comprados por Andréia Olarte.

Ao Portal Correio do Estado, por mensagem, a ex-primeira dama afirmou que tudo não passa de politicagem. "Hoje, último dia de candidatura", disse Andréia, que deve se lançar ao cargo de vereadora pelo PROS.

ESCLARECIMENTOS

Agesul descarta gasto milionário em pontes privatizadas

Licitação prevê até R$ 17,2 milhões para fazer diagnóstico em cerca de 300 pontes, mas o certame será por demanda e não em todas as que aparecem no edital, garante a autarquia

28/07/2026 11h50

Embora a ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, esteja incluída no edital, isso não significa que fará parte do diagnóstico, esclarece a Agesul

Embora a ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, esteja incluída no edital, isso não significa que fará parte do diagnóstico, esclarece a Agesul

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Depois de publicar edital prevendo até R$ 12,7 milhões para fazer um diagnóstico em 301 pontes e seis viadutos espalhados por rodovias estaduais, incluindo em torno de 30 estruturas instaladas em rodovias que foram ou serão privatizadas, a Agesul publicou esclarecimentos nesta terça-feira (27), informando que a contratação será por demanda.

Os esclarecimentos foram publicados depois que duas empresas solicitaram explicações relativas a divergências sobre o número de estruturas em diferentes páginas do edital e do termo de referência da licitação.

“A divergência apontada no quantitativo decorre do fato de que os sete viadutos atualmente sob regime de concessão não foram considerados na contabilização apresentada”, diz trecho da publicação feita nesta segunda-feira (27). Mas, em uma tabela na qual aparecem todas as rodovias, elas estão inclusas no pacote. 

“Ressalta-se, entretanto, que a presente contratação possui natureza sob demanda, em razão da dinâmica inerente à malha rodoviária estadual, a qual está sujeita a alterações decorrentes, entre outros fatores, da estadualização de novas rodovias, da incorporação de novas Obras de Arte Especiais (OAEs), da execução de obras de recuperação, restauração ou substituição de estruturas, bem como de outras demandas supervenientes”, segue o esclarecimento.

Ou seja, explica a Agesul, “a inclusão das OAEs e dos viadutos na Planilha de Orçamento tem caráter estimativo e visa conferir flexibilidade à execução contratual, não implicando a obrigatoriedade de emissão da Ordem de Serviço para todas as estruturas relacionadas”. Ou seja, emboras as pontes em rodovias privatizadas estejam na planilha, não significa que receberão o investimento, segundo o testo anexado ao certame nesta segunda-feira. 

Os pedidos de esclarecimento deixam claro que as empresas não haviam entendido que a licitação era por demanda, tanto que solicitaram explicações sobre o número exato de pontes e viadutos.

Levando em consideração que o edital destina até R$ 17,2 milhões para fazer o diagnóstico de 307 pontes e viadutos, o valor médio é da ordem de R$ 56 mil por estrutura.

E como cerca de 30 delas estão em rodovias que já foram ou serão privatizadas possivelmente ainda neste ano, a administração estadual estaria destinando em torno de R$ 1,6 milhão para estruturas que não estão mais sob sua responsabilidade.

Além disso, o edital inclui rodovias recém-concluídas, como a MS-345 e a MS-320, onde as pontes são novas e, em tese, não necessitam deste diagnóstico. O edital inclui, além disso, a ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, que está recebendo investimento de R$ 3,3 milhões para recuperação de sua estrutura.

A rodovia MS-345, que serve como uma das principais ligações entre a região de Campo Grande e Bonito, foi entregue há cerca de dois anos. E, além da ponte sobre o Rio Miranda, que está em uso desde 1967, existem outras 14 pontes ou vazantes. Em tese, por serem novas, estão em boas condições, mas mesmo assim cada uma delas vai consumir, de acordo com o edital original, em média, R$ 56 mil, totalizando cerca de R$ 780 mil. 

Na relação publicada no edital e que, em tese, receberiam o investimento público, estão dez estruturas na MS-306, que está sob responsabilidade da iniciativa privada desde abril de 2020. A cobrança de pedágio começou um ano depois. Caso passassem por este diagnóstico, o gasto seria da ordem de  R$ 560 mil.

Ao longo de 230 quilômetros da MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, e da MS-395, existem outras dez pontes, sendo duas delas sobre o Rio Pardo. Uma tem 120 metros e a outra, 261 metros de extensão. Esta última está localizada próximo a Bataguassu e é a maior de todas as pontes em rodovias estaduais. 

Tanto a MS-040 quanto a MS-395 estão nas mãos da concessionária Caminhos da Celulose desde fevereiro deste ano e o contrato prevê que elas cobrem pedágio a partir de fevereiro do próximo ano.

Outra rodovia privatizada é a MS-112, na região leste do Estado. No trecho de 200 quilômetros constam somente uma ponte e um viaduto. A rodovia foi privatizada no início de 2023 e em fevereiro do ano seguinte começou a cobrança de pedágio.

Na lista das rodovias com pontes que supostamente passariam pelo diagnóstico também estão a MS-377 e a MS-240, que devem ser privatizadas ainda neste ano, conforme previsão do Governo do Estado.

Os estudos técnicos das condições das rodovias e das pontes já foram realizados e a previsão é de que o leilão ocorra em dezembro, possivelmente antes da assinatura do contrato para o início do estudo que vai analisar a saúde das pontes Nestas duas rodovias existem pelo menos sete pontes, sendo uma delas sobre o Rio Sucuriú, com 135 metros de extensão.

A previsão é de que as propostas das empresas interessadas no edital sejam apresentadas no próximo dia 5. O certame está dividido em dois lotes, de R$ 8.603.921,86 (Campo Grande) e de R$ 8.616.058,60 (Corumbá) 
 

CARGA CONTRABANDEADA

Dallas diz que avião de empresário não foi apreendido junto com ouro

Uma carga com 189 kg de ouro foi interceptada no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, na aeronave registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo

28/07/2026 10h45

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro DTV 8.1

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O Grupo Dallas Alimentos emitiu uma nota para esclarecer a apreensão de barras de ouro em um avião que pertence ao dono da empresa, Valdir Zorzo. Segundo o comunicado, "a aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial.

Além disso, o grupo também informou que o veículo não foi apreendido e encontra-se em território brasileiro, sem estar sujeito a qualquer medida de apreensão.

O Grupo Dallas informou que só se posicionará em momento oportuno, respeitando o sigilo das investigações em curso.

Apreensão

Autoridades bolivianas interceptaram uma carga com 189 kg de ouro no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, na aeronave registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo, do Grupo Dallas Alimentos.

O material, avaliado pelas autoridades locais em aproximadamente US$ 25 milhões, teria como destino final Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O ouro estava distribuído em quatro malas e seria transportado em um voo fretado. Um homem identificado como Ádrian Lema Roca, de 22 anos, foi apontado como responsável pela carga. 

Após passar por audiência, ele teve a prisão preventiva decretada pelo período de 150 dias e foi encaminhado ao complexo penitenciário de Palmasola, em Santa Cruz de La Sierra.

Nota do Dallas Alimentos

Diante das publicações que mencionam o Sr. Valdir José Zorzo e o Grupo Dallas, esclarecemos:

A aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial. Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes.

A informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão.

O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior.

O Sr. Valdir Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos.

Em respeito ao sigilo das investigações em curso, o Grupo Dallas se posicionará em momento oportuno.
 

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