Cidades

Crime ambiental

Onça encontrada morta no Rio Paraguai indica caça predatória no Estado

Crimes contra a fauna sul-mato-grossense cresceram 20% em relação ao primeiro semestre de 2021

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Uma onça foi encontrada morta às margens do Rio Paraguai nesta segunda-feira (4) no município de Ladário, a 432 km de Campo Grande. O animal tinha marca de um ferimento à bala na cabeça, e conforme fontes ouvidas pelo Correio do Estado, tudo indica que foi morta por ação humana. 

Ao Correio do Estado, o Tenente Coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Ednilson Queiroz, disse que caso a ação possua um culpado, este pode pegar entre seis meses e 1 ano e meio de reclusão, além de pagar uma multa de R$5 mil, pela espécie estar em extinção.

De acordo com a PMA, em casos como este, onde há a possibilidade de caça predatória, as infrações são conduzidas pela polícia civil e encaminhadas à Polícia Militar Ambiental e posteriormente julgadas (se necessário)  pela justiça criminal. 

“Nós trabalhamos na prevenção de casos como esse. Dada a região da morte, o animal pode ter sido morto por uma pessoa local, assim como indivíduos da Bolívia, região próxima de Ladário”, pontuou Queiroz.

Conforme o tenente, ações como estas em áreas de fronteira, naturalmente tendem a coibir posturas mais expressivas de denúncias, uma vez que segundo ele os denunciantes não querem se expor por medo de represálias. 

“Nestes casos, encontrar um culpado é muito difícil. Exige prova testemunhal, ou mesmo a localização do projétil balístico. Acredito que a onça esteja nestas condições entre cinco e sete dias, sendo identificada hoje”, concluiu Queiroz. 

 

Caça predatória

A Polícia Militar Ambiental (PMA-MS), identificou um buraco na cabeça da fêmea, ação que evidencia a possibilidade de caça predatória em Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o balanço semestral divulgado pela Polícia Militar Ambiental de MS, a fauna do estado foi o único setor que apresentou aumento (54 infrações) em relação aos números divulgados pela pasta no primeiro semestre de 2021, período com 45 infrações, aumento de 20% no período.

Conforme a PMA, nos seis primeiros meses do ano foram arrecadados R$718,3 mil somente  em infrações contra a fauna estadual.  Até o fim de junho, a PMA indicou 571 infrações envolvendo a fauna, flora, pesca e a poluição no estado, arrecadando cerca de R$11,6 milhões de reais. 

Neste momento, os crimes cometidos contra a fauna sul-mato-grossense representam cerca de 50% de todas as infrações de 2021 no estado, ano com 114 crimes contra a vida animal.

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Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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