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Ônibus bate com carreta e mata 26 pessoas em SC

Ônibus bate com carreta e mata 26 pessoas em SC

G1 e Terra

05/03/2011 - 13h39
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Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, e as cidades vizinhas, como Santa Rosa e Porto Vera Cruz, estão se mobilizando para identificar as vítimas do acidente ocorrido na madrugada deste sábado (5) de carnaval e dar apoio às famílias que ficaram na cidade. Até as 10h40, 26 mortes estavam confirmadas pela Polícia Rodoviária Federal e pelo hospital para onde foram encaminhadas as vítimas.


Os passageiros do ônibus que bateu em um caminhão que transportava madeiras na BR-282, na região de Descanso, Oeste em Santa Catarina, eram, na sua maioria da comunidade Linha Salto, localidade do interior de Santo Cristo. “São diversas famílias, e morreram alguns casais”, diz Adelaine Catarina Sezer, primeira-dama e vereadora do município.


A prefeitura de Santo Cristo decretou luto facultativo por três dias. O prefeito da cidade, José Luís Sezer, seguiu de avião para o local do acidente, acompanhado de outras autoridades, como o secretário de saúde e o delegado de polícia.


Perto das 11h30, a vereadora e o vice-prefeito, Aloísio João Reis, seguiam para Linha Salto. “Os familiares estão concentrados no pavilhão da Sociedade Esportiva Tiradentes”, disse Adelaine. “Encaminhamos equipes e ambulâncias para dar assistência, porque muitas pessoas passaram mal. A polícia está dando assistência no trânsito, porque há uma grande concentração de pessoas no local.”

O pavilhão deve abrigar um velório coletivo. Santo Cristo tem 14.349 habitantes.
O ônibus seguia para Marechal Cândido Rondon, Oeste do Paraná, onde parte dos passageiros participaria de um evento esportivo de bolão – um esporte típico da região e semelhante ao boliche.
 

A prefeitura de Santo Cristo enviou um caminhão com câmara fria para fazer o traslado dos corpos, mas ainda não há previsão da chegada das vítimas a Linha Salto. “Estamos tendo auxílio do prefeito de Santa Rosa, Orlando Desconsi, e da prefeita de Porto Vera Cruz, Vanice de Matos, que inclusive tinha parentes no ônibus”, relata Adelaine.
 

Os feridos foram encaminhados para hospitais da região em que ocorreu o acidente. Cinco feridos foram transferidos para o Hospital São Miguel, em São Miguel do Oeste, em Santa Catarina. De acordo com a instituição, todos estavam conscientes e nenhum deles corria risco de morte.
 

O Hospital Regional do Extremo Oeste Terezinha Gaio Basso, também em São Miguel do Oeste, recebeu 16 pacientes. Às 10h40, a instituição informou que 12 deles passavam bem, mas 4 haviam falecido. Com isso, o número de mortos no acidente subiu para 26.

Histórico


Em outubro de 2007, outra tragédia aconteceu na mesma BR-282, também perto de Descanso, matando 27 pessoas. Na ocasião, um ônibus que viajava de Chapecó (SC) para São José do Cedro (SC) com cerca de 40 pessoas chocou-se com uma carreta.
 

O ônibus e a carreta atingiram outro caminhão, e os três veículos caíram em uma ribanceira. Duas horas depois, outro caminhão acabou atingindo os veículos parados na pista, inclusive as equipes de resgate.

 

Lista dos Passageiros

1. Adelmo Miguel Kraemmer 
2. Alceu Jose Kraemmer 
3. Alcides Kraemmer
4. Aline Hammes 
5. Almiro Jose Maders 
6. Antonio Sessi
7. Ari Weimer
8. Charles Esiquel Kraemmer
9. Claudino João Bocorni
10. Claudio Schuster
11. Clovis Luis Schuster
12. Dionisio Frohlich
13. Eloi Bocorni
14. Euclides João Meinerz
15. Fernando Luis Diel
16. Ildo Jose Schmidt
17. Jair Dos Santos
18. Jilvani Dos Santos
19. João Irineu Bamberg
20. João Marcelo Da Silva
21. Jose Lauri Schuster
22. Jussara Lamel Dos Santos Schuster
23. Keli Regina Kraemmer
24. Laurindo Miguel Artus
25. Leonardo Weimer
26. Liane Lucia Loebens Bocorni
27. Magnus Joel Schmidt
28. Maikel Jose Schmidt
29. Marcelo Luiz Seger 
30. Maria Teresinha Eich da Silva 
31. Marilei Ester Escher 
32. Marlene Puhl Bocorni 
33. Marli Angela Ickert 
34. Marlise Schmidt 
35. Moacir Jose Kramer 
36. Nivea Andreia Lisenfeld
37. Nolar Odilo Loebens 
38. Paulo Cezar Bocorni 
39. Rosangela Klein Schuster 
40. Senir Maria Loebens Schmidt 
41. Sidinei Rodrigo Kensy 
42. Silvino Diel 
43. Vandeerlei Jose Kuhn 
44. Wilibaldo Reichert  

negacionismo

Pensilvânia enfrenta o maior surto de sarampo das últimas décadas

São mais de mil casos somente nas últimas semanas, com cinco mortes. Menos de 1% das vítimas tomou as vacinas que previnem a doença

06/10/2026 06h54

Vacinação previne a doença. Prova disso é que menos de 1% das vítimas nos EUA tomaram todas as doses

Vacinação previne a doença. Prova disso é que menos de 1% das vítimas nos EUA tomaram todas as doses

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O estado da Pensilvânia registra o maior surto de sarampo das últimas três décadas nos Estados Unidos, com mais de mil casos, cinco mortes e quase 200 internações neste ano, além de cerca de cem casos somente na última semana. De todos os casos registrados, menos de 1% recebeu todas as vacinas necessárias para prevenir a doença.

"No que vai de 2026, foram confirmados 1.004 casos de sarampo em 39 condados da Pensilvânia", indicaram as autoridades estaduais, que relatam 106 novos casos na última semana, incluindo 27 desde a última sexta-feira. Até o momento, ocorreram cinco "mortes associadas ao sarampo".

A maioria das infecções, assim como todas as mortes, ocorreu desde o mês de abril, de acordo com os dados divulgados pelo estado, nos quais se destaca a proporção de casos entre menores de idade: 32%, quase um terço. As informações divulgadas revelam, além disso, que menos de 1% das pessoas infectadas estavam "totalmente vacinadas".

Enquanto isso, o Departamento de Saúde da Pensilvânia afirma estar trabalhando "de forma proativa com os residentes, organizações comunitárias e prestadores de serviços de saúde para combater o surto de sarampo no estado, facilitando o acesso a informações baseadas em dados e à vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR, na sigla em inglês)", conhecida como vacina tripla.

Nesse sentido, o departamento de saúde informou que "a equipe dos centros de saúde estaduais administrou mais de 5.700 doses da vacina MMR em 192 clínicas de vacinação temporárias instaladas nas comunidades afetadas desde o início do surto, no final de abril", além de estar prevista a instalação de "dezenas de clínicas de vacinação adicionais nas próximas semanas e meses, de acordo com o interesse e as necessidades da comunidade".

A Pensilvânia já distribuiu, entre clínicas temporárias e centros de saúde estaduais, "mais de 8.800 doses da vacina MMR a residentes de todo o estado em 2026". Além disso, destacou-se "um aumento do interesse" da população em receber a vacina, com taxas de aplicação da MMR que dobraram os números habituais tanto em agosto quanto em setembro, chegando a cerca de 50.000 vacinas.

"A melhor proteção contra o sarampo continua sendo a vacinação completa. A vacina tripla, administrada em duas doses, fortalece o sistema imunológico e oferece uma proteção de 97% para toda a vida", enfatizaram as autoridades sanitárias estaduais.

NOVA YORK DECLARA EMERGÊNCIA

Paralelamente, o estado de Nova York, vizinho à Pensilvânia, declarou emergência em nível estadual também devido a um surto de sarampo, embora com números menores: 92 casos desde meados de julho, 108 no total do ano.

De qualquer forma, considerando o caráter "altamente contagioso" do sarampo, bem como suas complicações "frequentes", somados aos "92 casos notificados desde 15 de julho em comunidades rurais com níveis insuficientes de imunização" e à situação na Pensilvânia, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, declarou emergência estadual, considerando que "os governos locais afetados não conseguem responder adequadamente"

Hochul, que lembrou que o sarampo pode ser prevenido com a vacina MMR, "a única forma confiável de prevenir a doença", ordenou "a implementação do Plano Estadual Integral de Gestão de Emergências", autorizando "todas as agências estaduais pertinentes a tomar as medidas adequadas para auxiliar os governos locais e os particulares, a fim de prestar a ajuda necessária para proteger a saúde, o bem-estar e a segurança públicas".

Cultura dos Trilhos

Uso de IA derruba todos os projetos de edital cultural em Campo Grande

Fundac inabilitou todas as propostas do Cultura dos Trilhos após identificar uso de Inteligência Artificial, falta de ineditismo e outras falhas nos projetos.

05/10/2026 20h01

Artistas trabalham na produção de mural em Campo Grande; edital Cultura dos Trilhos teve todas as propostas inabilitadas pela Fundac.

Artistas trabalham na produção de mural em Campo Grande; edital Cultura dos Trilhos teve todas as propostas inabilitadas pela Fundac. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

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Todos os projetos inscritos no edital Cultura dos Trilhos, lançado pela Prefeitura de Campo Grande para transformar o viaduto da linha férrea na Rua Maracaju por meio de intervenções artísticas, foram inabilitados pela comissão responsável pela seleção.

Entre os problemas identificados estão o uso de Inteligência Artificial (IA) sobrepondo-se à produção autoral dos artistas, ausência de ineditismo, referências consideradas pouco relacionadas à identidade da Capital, falta de comprovação de experiência em muralismo e baixa qualidade estética.

A decisão consta em ata da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), publicada nesta segunda-feira (5) em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

O documento registra que a comissão decidiu, de forma colegiada, pela “inabilitação de todos os projetos inscritos”, por descumprimento dos requisitos e critérios estabelecidos no edital.

O Cultura dos Trilhos previa a escolha de dois projetos inéditos de muralismo, com investimento total de R$ 120 mil, R$ 60 mil para cada proposta selecionada.

Os trabalhos seriam executados no viaduto ferroviário da Rua Maracaju e deveriam dialogar diretamente com a história, o patrimônio e a identidade cultural de Campo Grande.

A reprovação de todas as propostas obriga agora a administração municipal a reiniciar o processo de seleção. A expectativa é de publicação de um novo edital, permitindo que artistas interessados apresentem projetos reformulados. 

Inteligência Artificial entre os motivos

Um dos pontos que mais chama atenção no parecer é o uso de ferramentas de Inteligência Artificial na concepção ou produção das propostas.

Segundo a comissão gestora, foram identificados casos em que a tecnologia se sobrepôs ao "processo autoral e artistico humamno exigido" pelo edital.

O documento oficial, porém, não individualiza quais concorrentes recorreram à ferramenta nem informa quantos projetos foram eliminados especificamente por esse motivo. 

O Diário Oficial também não detalha de que forma a Inteligência Artificial foi utilizada em cada proposta nem esclarece se havia vedação total ao uso da tecnologia.

O que o documento registra é que a utilização identificada pela comissão teria ultrapassado o limite considerado compatível com o caráter autoral e artístico exigido na seleção.

A exigência está relacionada à própria natureza do edital, voltado à escolha de projetos de muralismo que posteriormente seriam executados fisicamente em espaço público.

Por isso, além da concepção visual, a comissão também avaliou aspectos como originalidade, qualidade estética, domínio técnico e experiência prévia na execução de murais.

Pantanal não bastou para representar Campo Grande

Outro problema apontado foi a inadequação temática das propostas. O edital cobrava relação com a identidade cultural, histórica, territorial e simbólica de Campo Grande.

A comissão, entretanto, considerou que parte dos trabalhos apresentou referências genéricas a Mato Grosso do Sul, sem demonstrar vínculo suficiente com a Capital. O parecer publicado no Diário Oficial cita expressamente a falta de correspondência com a identidade campo-grandense. 

Segundo o documento, referências à fauna pantaneira, isoladamente, não foram consideradas suficientes para representar a identidade específica de Campo Grande.

Também houve questionamentos quanto à representação de povos indígenas. A comissão apontou o uso inadequado de elementos culturais de grupos e comunidades, sem a devida contextualização ou reconhecimento de origem.

Projetos já publicados também foram encontrados

A exigência de ineditismo foi outro ponto que pesou contra os participantes. A comissão informou ter identificado conteúdos, imagens ou obras anteriormente publicados ou divulgados, contrariando a determinação de que os trabalhos apresentados fossem inéditos. 

Também foram encontradas deficiências na comprovação de experiência profissional. Como a execução envolveria muralismo em espaço público, os candidatos deveriam apresentar portfólio e registros capazes de demonstrar atuação anterior na área.

Segundo o documento publicado no Diário Oficial, porém, houve ausência ou insuficiência de documentação e fotografias que comprovassem experiência prévia na execução de murais.

Apropriação cultural e baixa qualidade estética

A lista de problemas apontados pela comissão ainda inclui apropriação cultural. O parecer registra que foram identificados usos considerados inadequados de elementos culturais pertencentes a grupos e comunidades, sem contextualização ou reconhecimento adequado de sua origem. 

A avaliação artística também pesou. De acordo com o documento, parte das propostas não atingiu o nível considerado satisfatório em aspectos como legibilidade, criatividade, harmonia da composição, unidade visual e originalidade.

Com isso, a reprovação não ficou concentrada em um único aspecto técnico ou burocrático. O resultado revela uma combinação de problemas relacionados à autoria, ao conceito artístico, à identidade cultural da cidade e à capacidade de execução dos trabalhos.

Cronograma também entrou na reprovação

A comissão também apontou problemas no planejamento da execução dos murais. Segundo o parecer publicado no Diário Oficial, houve propostas com previsão de realizar a totalidade ou a maior parte das atividades aos fins de semana, o que, na avaliação do grupo, poderia comprometer a logística e o acompanhamento operacional. 

O ponto chama atenção porque, na divulgação oficial do edital, a própria Prefeitura de Campo Grande informou que a execução dos murais poderia ocorrer somente aos sábados, domingos e feriados, por causa do fluxo de veículos e pedestres na região do viaduto da Rua Maracaju.

O cronograma deveria ser previamente aprovado pela Fundac e alinhado com a Agetran.

A diferença entre o que foi divulgado inicialmente e o motivo posteriormente apontado para a inabilitação abre questionamento sobre quais atividades, exatamente, a comissão entendeu como inadequadas quando previstas para os fins de semana.

Novo edital poderá ser lançado

Com nenhuma proposta habilitada, os R$ 120 mil previstos para os dois murais não serão destinados aos projetos apresentados nesta etapa.

O Diário Oficial de Campo Grande confirma a inabilitação de todas as propostas, mas não informa qual será o próximo procedimento adotado pela Fundac após o resultado.

Com a seleção encerrada sem projetos habilitados, a administração municipal deverá definir os próximos passos para viabilizar a execução da proposta Cultura dos Trilhos, que previa intervenções de muralismo em Campo Grande.

O caso também chama atenção para a adoção de critérios relacionados ao uso de Inteligência Artificial em editais culturais.

No parecer, a comissão registrou que identificou ferramentas de IA sendo utilizadas de forma a se sobrepor ao processo autoral e artístico humano exigido na seleção. 

A Inteligência Artificial, porém, não foi o único motivo para a reprovação. A comissão também apontou inadequação temática, ausência de ineditismo, falta de comprovação de experiência em muralismo, apropriação cultural, baixa qualidade estética e inviabilidade no cronograma de execução.

O Correio do Estado procurou a Fundação Municipal de Cultura (Fundac) para obter esclarecimentos sobre a inabilitação dos projetos e os critérios adotados no edital, mas, até o fechamento desta matéria, não havia recebido retorno. O espaço permanece aberto para manifestação. 

 

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