A avaliação internacional de qualidade promovida pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) atestou a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul como tendo alcançado desempenho máximo nas análises forenses realizadas pela Divisão de Química e Toxicologia ao longo de três ciclos consecutivos do programa, entre os anos de 2023 e 2025.
A avaliação integra o ICE (International Collaborative Exercise), no âmbito do IQAP (International Quality Assurance Programme), iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas) que verifica, de forma independente, a capacidade técnica de laboratórios forenses responsáveis pela identificação de drogas e substâncias controladas a partir de materiais apreendidos.
No caso da PCiMS, a participação ocorreu por meio da Divisão de Química e Toxicologia, unidade vinculada ao IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), que obteve êxito absoluto em todas as amostras encaminhadas, sem registro de inconsistências ou divergências analíticas nos relatórios de avaliação.
Segundo o perito criminal Evandro Rodrigo Pedon, chefe da divisão, a repetição do resultado ao longo dos anos demonstra a solidez dos procedimentos adotados.
“Alcançar 100% de acerto por três anos consecutivos em um programa internacional de proficiência evidencia que os métodos aplicados são confiáveis e que a equipe está tecnicamente preparada para responder a demandas complexas”, afirmou.
Como funciona
Os exercícios internacionais de proficiência consistem na análise de amostras desconhecidas, preparadas a partir de apreensões reais, contendo diferentes substâncias ilícitas e compostos associados. Os laboratórios participantes devem identificar corretamente todos os analitos presentes, observando protocolos e critérios reconhecidos internacionalmente.
Desde 1995, mais de 400 laboratórios de cerca de 110 países participaram, recebendo amostras de teste (simulando apreensões reais ou urina) duas vezes ao ano.
O objetivo é garantir que os laboratórios nacionais possam identificar com precisão drogas apreendidas e metabólitos em amostras biológicas. Os resultados são tratados confidencialmente, com cada laboratório recebendo um código para avaliar seu próprio desempenho.
Além dos testes, o UNODC oferece diretrizes de validação de métodos, treinamento para pessoal de laboratório e materiais de referência para substâncias controladas.
A avaliação também ajuda os laboratórios a identificar Novas Substâncias Psicoativas (NPS).
A avaliação
Nos ciclos avaliados, a Divisão de Química e Toxicologia da Polícia Científica identificou corretamente substâncias como cocaína, heroína, anfetamina, metanfetamina, ketamina, etizolam, MDPV, além de adulterantes comumente encontrados em materiais apreendidos, como cafeína e procaína, obtendo avaliação máxima em todos os parâmetros analisados, conforme os relatórios oficiais do programa ICE/UNODC.

