Cidades

Expurgo

Operação da PF mira tráfico de cocaína do PCC através de "mulas" na fronteira de MS

Investigação começou após prisão de 15 bolivianos que engoliram cápsulas de cocaína para entrar no Brasil; foram cumpridos 36 mandados

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Expurgo, para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de organização criminosa que atua no tráfico internacional de drogas, com alvos em Corumbá.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal. Além de Corumbá, todos os demais mandados foram cumpridos no Estado de São Paulo, nas cidades de Piracicaba, Limeira, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Botucatu e na capital.

De acordo com a PF, a investigação começou em janeiro de 2025, após a apreensão de cerca de 17 quilos de cocaína em Limeira.

Na ocasião, houve a prisão em flagrante de 15 pessoas, que transportavam a droga em seus organismos, através da ingestão de cápsulas. Entre os detidos, estavam dois adolescentes, com documentos falsos, e uma gestante.

A investigação apontou que os criminosos traziam a droga de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e entravam no Brasil através da fronteira em Corumbá. Os imigrantes informaram que recebiam aproximadamente R$ 2 mil para engolir pelo menos 50 cápsulas de cocaína.

A cocaína era acondicionada em cápsulas, que eram ingeridas por pessoas que faziam o trabalho de "mula", termo utilizado no caso de pessoas que transportam drogas no corpo.

De lá, elas seguiam de ônibus até São Paulo (SP), de onde eram levadas de carro para chácaras no interior do estado, onde expeliam a droga, que era distribuída aos pontos de venda.

Ainda segundo a PF, alguns dos integrantes da organização criminosa são membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua dentro e fora dos presídios.

Parte dos envolvidos, que não tiveram os nomes divulgados, já estão presos em razão de mandados de prisão preventiva, flagrantes e condenações definitivas por tráfico de drogas anteriores.

"Mulas"

O tráfico de drogas através de "mulas" é comum na região de fronteira.

Recentemente, conforme reportagem do Correio do Estado, duas bolivianas, de 17 e 20 anos, foram presas ao tentar entrar no Brasil com 102 cápsulas, cada uma, de pasta de base de cocaína no estômago. O flagrante aconteceu no dia 14 de janeiro, no Posto Esdras da Receita Federal, em Corumbá.

De acordo com a Receita Federal, durante fiscalização de rotina na fronteira com a Bolívia, fiscais abordaram um táxi clandestino, com placas do país vizinho, que tentava entrar no Brasil.

As bolivianas eram passageiras e demonstraram nervosismo durante a abordagem. Um delas passou mal e vomitou uma cápsula de substância análoga à pasta base de cocaína.

Diante da situação, ambas foram encaminhadas à Santa Casa de Corumbá, onde um exame de raio-x constatou que havia várias cápsulas do entorpecente no organismo. Elas confessaram terem engolido, cada uma, 102 cápsulas, para fazer o trabalho de "mula".

A droga retirada foi aprendida e totalizou 2,2 quilos de pasta base de cocaína. Não há informações sobre qual seria o destino da droga, nem quantos elas receberiam pelo transporte.

No dia 14 de janeiro, bolivianas foram presos com 102 cápsulas de cocaína no estômagoNo dia 14 de janeiro, bolivianas foram presos com 102 cápsulas de cocaína no estômago (Foto: Divulgação / Receita Federal)

Eleições 2026

MS terá 3,3 mil agentes de segurança no segundo turno das eleições

Operação mobiliza 584 viaturas e dois helicópteros para atender 1.036 locais de votação; primeiro turno teve oito ocorrências eleitorais no Estado

22/10/2026 14h02

Reprodução/GOVMS

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Mato Grosso do Sul mobilizará 3.348 profissionais de segurança pública neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições para a Presidência da República. A operação contará com 584 viaturas e dois helicópteros para reforçar o policiamento nos 1.036 locais de votação do Estado.

A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul foi definida no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Com isso, os eleitores sul-mato-grossenses voltarão às urnas exclusivamente para escolher o presidente da República.

O efetivo mobilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) será complementar às equipes que já atuam nos plantões e no policiamento de rotina. A operação envolverá as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Científica, com foco na prevenção de crimes eleitorais e no atendimento de ocorrências.

O Estado tem 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 7.272 seções eleitorais e 54 zonas eleitorais. O policiamento será reforçado nos locais de votação, cartórios eleitorais, pontos de totalização dos votos e vias públicas.

PRIMEIRO TURNO

Durante o primeiro turno, foram registradas oito ocorrências relacionadas a crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul. Entre os casos estavam violações do sigilo do voto, compra de votos e propaganda eleitoral irregular no dia da votação.

O monitoramento será realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com participação de representantes das instituições de segurança e órgãos parceiros, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército e Agência Brasileira de Inteligência.

Remédio Proscrito

PF prende casal e fecha laboratório que produzia emagrecedor proibido

Operação foi desencadeada após apreensão feita pela PRF e objetivo era cumprir mandados de busca, mas um policial aposentado e a esposa foram flagrados no laboratório clandestino

22/10/2026 12h12

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

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Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (22) em Dourados acusadas de atuaram num laboratório clandestino que produzia medicamentos à base de clobenzorex, uma substância de uso proibido no Brasil e normalmente utilizada para produção de inibidores de apetite ou para produção de drogas como o chamado rebite, frequentemente usado por caminhoneiros para evitar o sono.

A operação Remédio Proscrito (proibido), que teve apoio da Polícia Militar, foi realizada para cumprir dois mandados de busca e apreensão, mas resultou na prisão em flagrante de um policial militar aposentado, Marcos Roberto da Silva, de 54 anos, e da sua mulher, Valdenice Silveira Goes, de 48 anos, acusados de serem os responsáveis pela manipulação e distribuição dos medicamentos.

O laboratório clandestino funcionava na casa do policial, no Jardim Hilda, na região sul de Dourados. Além de centenas de cápsulas já prontas para consumo, os agentes apreenderam uma série de  insumos e equipamentos usados para produção das pílulas. A estimativa é que havia material para produzir em torno de 15 mil comprimidos, os quais renderiam em torno de R$ 100 mil, acreditam os investigadores. 

Os policiais não informaram se eles também estavam produzindo os chamados rebites, mas as imagens divulgadas pela PF indicam que o policial e a esposa produziam principalmente os emagrecedores. O problema, apontam os investigadores, é que normalmente os compradores não sabem que em sua composição existe a substância proibida que inibe o apetite. 

Conforme a PF, as investigações aconteceram depois de uma apreensão de medicamentos feita pela PRF, contendo clobenzorex, substância de uso proscrito no Brasil, inclusa em lista similar a outros tipos de drogas ilícitas. A suspeita dos policiais é de que o casal detido tivesse apoio de profissionais da saúde para conseguir vender sua a produção.

A substância clobenzorex é permitida em uma série de países para tratamento da obesidade, sendo comercializada com os nomes de Asenlix e Dinintel. Porém, existe o risco de o usuário tornar-se dependente se a dosagem não tiver acompanhamento médico.

Instituições de pesquisa em todo o mundo têm explorado seus potenciais benefícios e riscos, com uma quantidade significativa de pesquisas focadas em sua eficácia e perfil de segurança no tratamento da obesidade. Ao mesmo tempo, outros pesquisadores ainda estudam sua eficácia como estimulante, mas em dosagens adequadas. Embora alguns estudos tenham mostrado resultados promissores, a avaliação contínua de sua segurança a longo prazo e potencial de abuso permanece crucial. No Brasil, porém, o uso da substância segue proibida. 
 

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