Mato Grosso do Sul executou R$ 7,1 milhões do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) entre novembro de 2025 e maio de 2026, alcançando 78% dos R$ 9,3 milhões disponibilizados por meio de convênio com o Governo Federal.
Os recursos foram destinados à compra de produtos da agricultura familiar para abastecer instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A operacionalização do programa foi coordenada pela Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais (SEAF), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
De acordo com os dados divulgados pelo Estado, foram aplicados R$ 7.102.723,89 em seis meses. Os recursos estavam distribuídos em três editais: PAA Indígena, com R$ 5 milhões; PAA Hortaliças e Sementes, com R$ 3,1 milhões; e PAA Quilombola, com R$ 1 milhão.
A execução envolveu uma mobilização entre órgãos estaduais, prefeituras, equipes de assistência técnica e entidades parceiras para viabilizar o cadastramento de produtores, a organização logística e a distribuição dos alimentos adquiridos.
Agricultores atendidos
Ao todo, cerca de 1.165 agricultores familiares foram cadastrados nos editais do programa, abrangendo 34 municípios sul-mato-grossenses. Entre os beneficiados estão pequenos produtores rurais, comunidades indígenas e comunidades quilombolas.
Segundo a Semadesc, a iniciativa busca ampliar os canais de comercialização da produção familiar e garantir renda aos agricultores participantes, além de fortalecer o abastecimento de instituições que atendem a população em situação de insegurança alimentar.
Para o secretário da Semadesc, Artur Falcette, o resultado demonstra a capacidade de articulação do Estado e o compromisso com as políticas públicas voltadas à agricultura familiar.
“Quando fomos informados pelo Governo Federal sobre a necessidade de acelerar a execução dos recursos, estruturamos um trabalho integrado envolvendo a SEAF, a Agraer, os municípios e as organizações parceiras. O resultado mostra a eficiência dessa mobilização. Conseguimos executar mais de R$ 7 milhões em apenas seis meses, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo que os alimentos chegassem às famílias que mais precisam”, destacou.
Já para a secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Nadai, o desempenho alcançado foi resultado do empenho coletivo de todas as instituições envolvidas.
“O desafio era grande, porque trabalhávamos com um prazo bastante curto para operacionalizar os editais, mobilizar os produtores, organizar a logística e efetivar as entregas. O comprometimento das equipes técnicas, dos municípios, da Agraer e dos próprios agricultores foi fundamental para que conseguíssemos superar as expectativas e alcançar um dos maiores índices de execução já registrados pelo programa no Estado”, afirma a secretária-executiva.
Mais de 800 toneladas de alimentos
Durante o período de execução, o programa adquiriu aproximadamente 831 toneladas de alimentos produzidos pela agricultura familiar.
Entre os cerca de 60 produtos adquiridos estão leite pasteurizado, pães, biscoitos, doces, rapadura, melado, frutas, mandioca, batata-doce, verduras, legumes e hortaliças.
Os alimentos são distribuídos por meio da rede socioassistencial e de equipamentos públicos de segurança alimentar, chegando a diferentes públicos atendidos por programas sociais.
Destino dos alimentos
Os produtos adquiridos pelo PAA são encaminhados para instituições como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), escolas indígenas, entidades assistenciais, unidades de acolhimento, asilos e organizações que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O programa tem como objetivo conectar a produção da agricultura familiar às políticas de segurança alimentar, promovendo simultaneamente geração de renda no campo e acesso a alimentos para famílias em situação de insegurança alimentar.
Com os resultados registrados até maio, Mato Grosso do Sul alcançou a execução de mais de três quartos dos recursos disponíveis no convênio, restando cerca de R$ 2,2 milhões para aplicação dentro das regras e prazos estabelecidos pelo programa federal.

