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Pacotão de R$ 9 milhões vai levar asfalto para 100% das Moreninhas

Obras vão desde pavimentação, drenagem e restauração do pavimento. Também está previsto a construção de uma pista de skate para sediar eventos nacionais do esporte

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Um pacote de investimentos do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul vai concluir a pavimentação de 100% das ruas no complexo habitacional das Moreninhas.

Com um aporte de R$ 9 milhões, os bairros Moreninha III e Moreninha IV devem passar por mais uma etapa de obras de infraestrutura, com a implantação e restauração asfáltica e drenagem de águas pluviais. 

O edital para a licitação da obra foi divulgado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e a empresa vencedora será anunciada no dia 20 de março. 

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, o investimento nos bairros é “histórico”. 

"Estamos realizando um investimento histórico nas Moreninhas, com obras estruturantes que envolvem pavimentação, drenagem e uma nova ligação viária que vai melhorar significativamente a mobilidade da região. Nosso objetivo é entregar infraestrutura completa, com solução técnica adequada, garantindo mais segurança, valorização do bairro e qualidade de vida para quem mora por lá. As Moreninhas têm uma importância histórica e social para Campo Grande, e investir aqui é investir nas famílias que vivem e trabalham na região", afirmou.

As obras irão contemplar a Avenida Baobá, Rua Antônio Hostorio Rezende, Rua Antônio Pires de Oliveira, Rua Candida Menezes Cintra, Rua Clotilde Chaia, Rua Sambura, Rua Doralice Menezes, Rua Elpídio Reis, Rua Tertuliano Silva, Rua João Adolfo Cintra, Rua Maria Cândida de Rezende, Rua Mauricio Cantero, Rua Natividade Quevedo, Rua Oriomar Fernandes, Rua Jaraguamuru e Travessa Janeiras.

Essa etapa das intervenções fazem parte de um conjunto de obras, desde as em fase de licitação como as concluídas, e investimentos que somam aproximadamente R$ 135,2 milhões. 

Entre as obras já concluídas, está a chegada do asfalto e drenagem das águas da chuva no bairro Moreninha IV, nas ruas João Adolfo Cintra, Cândida Menezes Cintra, Antônio Pires de Oliveira, Elias Saad e Clotilde Chaia, com valor de R$ 1,3 milhão.

Em 2023, foram concluídas as etapas de pavimentação, drenagem e restauração do pavimento na Avenida Cafezais, com um investimento de R$ 11,3 milhões. 

Também foram realizadas a implantação asfáltica, drenagem e recapeamento na Avenida Alto da Serra e adjacências, abrangendo as avenidas Gury Marques e Alto da Serra, além das ruas Buenópolis, Inconfidente, Ubirajara, Guarani, Floreal, Salmorão, Jaguariuna, Israelândia, Joaquim Leonardo Maia, Crispim Moura, Bento de Souza, Osni Moura, Olívia Moura, Luiz Baptista Pereira de Almeida, Equipe Barrichelo, Equipe Gugelmim, Camocim, Macambira e Peruíbe, bem como as travessas Manoel José Toledo, Joana A. Souza e Licarião Freire, com investimento de R$ 50,7 milhões.

Ainda no bairro Moreninha IV, as melhorias contemplaram as ruas Maria Cândida de Rezende, Orlomar Fernandes, Ivo Osman Miranda e Copaíba, com investimento de R$ 1,4 milhão.

Em fase licitatória, também está o projeto de pavimentação e drenagem do acesso às Moreninhas, que fará a integração da Avenida Alto da Serra com a Avenida Salomão Abdala, criando uma nova conexão das Moreninhas com o bairro Rita Vieira. O investimento estimado é de R$ 60 milhões, com previsão de publicação do edital ainda no primeiro semestre de 2026. 

Pista de skate

Ainda faz parte do pacote de investimentos no bairro a construção de uma pista de skate com vestiários, no valor de R4 1,5 milhão, com previsão de entrega em junho de 2026. 

A estrutura prevê uma pista no padrão da Confederação Brasileira de Skate, com 1.019 metros quadrados, além de vestiários amplos e funcionais, com estrutura necessária para sediar eventos nacionais. 

O projeto prevê uma circulação segura, separação entre as áreas Street e Park, com espaços amplos incluindo obstáculos como quarter pipe, rampas com inclinações, china banks, caixote, trave, speed bump, palco manual, corrimão, hubba, bowl park, spine, mureta, escada e corner. 

“A pista de skate vai consolidar as Moreninhas como um marco para o desenvolvimento do esporte e para o uso comunitário na região”, afirmou o Governo do Estado. 

Projeto da pista de skate do bairro Projeto da pista de skate do bairro / Divulgação Governo de MS

MATO GROSSO DO SUL

Produtores se opõem à criação de refúgio ambiental em MS

ICMBio quer criar o Refúgio de Vida Silvestre Delta do Salobra em uma área de mais de 60 mil hectares entre Miranda, Bodoquena e Corumbá

19/06/2026 09h30

Proposta do ICMBio prevê criação do Refúgio de Vida Silvestre Delta do Salobra em área de 60,7 mil hectares na região da Serra da Bodoquena e do Pantanal

Proposta do ICMBio prevê criação do Refúgio de Vida Silvestre Delta do Salobra em área de 60,7 mil hectares na região da Serra da Bodoquena e do Pantanal Divulgação

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A proposta de criação do Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Delta do Salobra, unidade de conservação federal que pode abranger mais de 60 mil hectares nos municípios de Miranda, Bodoquena e Corumbá, tem provocado divergências entre produtores rurais e órgãos ambientais em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa é conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que defende a criação da unidade para proteger uma área considerada estratégica para a conservação da biodiversidade na transição entre os biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

Por outro lado, produtores rurais questionam a forma como o processo tem sido feito e cobram mais esclarecimentos sobre os impactos que a medida poderá trazer para propriedades privadas e atividades econômicas da região.

Nesta semana, o Sindicato Rural de Miranda e Bodoquena divulgou uma nota de repúdio contra a condução do processo pelo ICMBio. A entidade afirma que a proposta afeta diretamente proprietários rurais, trabalhadores, empresas, transportadores, fornecedores e prestadores de serviços, além de toda a economia regional.

Segundo o sindicato, a discussão exige “responsabilidade, diálogo verdadeiro e respeito às comunidades locais”, dizendo que ainda existem dúvidas sobre possíveis restrições futuras relacionadas ao uso da terra, ampliação de atividades produtivas, acesso ao crédito rural, licenciamento ambiental e segurança jurídica das propriedades.

A entidade também ressaltou que não organizou nem convocou a mobilização de produtores registrada durante a audiência pública realizada na última terça-feira, em Bodoquena. Conforme o sindicato, a participação popular ocorreu de forma espontânea por parte de moradores e proprietários rurais preocupados com os possíveis impactos da proposta.

Uma das principais preocupações dos produtores rurais é a permanência das atividades econômicas dentro da área proposta.

Segundo o ICMBio, o modelo de Refúgio de Vida Silvestre permite a existência de propriedades privadas sem necessidade de desapropriação. Os proprietários permanecem com suas terras e podem continuar desenvolvendo atividades consideradas compatíveis com os objetivos de conservação ambiental.

O órgão federal ainda afirma que a área foi delimitada em regiões de baixa aptidão para expansão agropecuária e que cerca de metade do território já corresponde a áreas de reserva legal ou possui restrições ambientais previstas em outras legislações.

Entre as atividades que poderão continuar sendo realizadas estão a pecuária extensiva, a agricultura familiar e outras práticas consideradas de baixo impacto ambiental.

Por outro lado, não serão permitidas ações como conversão de vegetação nativa para lavouras ou pastagens, desmatamento, corte seletivo de madeira sem autorização e uso irregular do fogo.

Proposta do ICMBio prevê criação do Refúgio de Vida Silvestre Delta do Salobra em área de 60,7 mil hectares na região da Serra da Bodoquena e do Pantanal

O que prevê o projeto

De acordo com o ICMBio, o Refúgio de Vida Silvestre Delta do Salobra deverá ocupar uma área de aproximadamente 60.791 hectares localizada entre a Serra da Bodoquena e a planície pantaneira.

A região foi apontada pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para conservação por reunir nascentes importantes, ecossistemas pouco representados em outras unidades de conservação do Pantanal e elevada diversidade biológica.

Levantamentos técnicos citam a ocorrência de 42 espécies ameaçadas de extinção na área, entre elas a onça-pintada, a arara-azul, o cervo-do-pantanal, a anta, o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra e o lobo-guará.

O projeto também busca criar um corredor ecológico entre a Serra da Bodoquena, o Pantanal e áreas de conservação localizadas até o Chaco paraguaio.

O ICMBio ressalta que a criação da unidade poderá trazer benefícios ambientais e econômicos para a região.

Entre os pontos destacados estão o fortalecimento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, ampliação do turismo de natureza, observação de fauna e pesca esportiva, além da possibilidade de acesso a instrumentos como pagamento por serviços ambientais, créditos de carbono e recursos provenientes do ICMS Ecológico.

O instituto também afirma que, após a eventual criação da unidade, será formado um conselho gestor com participação de produtores rurais, sindicatos, comunidades locais, órgãos públicos e representantes da sociedade civil para discutir regras e prioridades de gestão.

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ELEIÇÕES 2024

PF investiga esquema de compra de votos para prefeito de Campo Grande

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Taquarussu

19/06/2026 08h10

Eleições de 2024 em Campo Grande

Eleições de 2024 em Campo Grande Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Suffragium, com o objetivo de investigar um possível esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2024 para o cargo de prefeito em Campo Grande.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), em endereços residenciais e comerciais localizados em Campo Grande e Taquarussu.

A PF identificou movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix, além de utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.

As condutas configuram os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, prática conhecida como "caixa dois". As investigações permanecem em andamento e tramitam sob sigilo.

Ao ser questionada sobre quem seria o candidato envolvido nas investigações, a Polícia Federal informou que não irá divulgar mais detalhes sobre os alvos nesta fase da operação.

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