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Pantanal de MS caminha para 8º ano consecutivo sem cheia

Neste sábado (14) o Rio Paraguai na régua de Ladário estava em apenas 94 centímetros, sendo que a média para esta época é de 1,96 metro

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Com apenas 94 centímetros na régua de Ladário na manhã deste sábado, o Rio Paraguai está próximo dos alarmantes níveis de 2024 e a tendência é de que o Pantanal de Mato Grosso do Sul tenha o oitavo ano seguido sem cheia. A média histórica para esta época do ano é de 1,96 metro, segundo o Serviço Geológico do Brasil. 

A última vez que o Pantanal teve cheia considerada grande foi em 2018, quando o nível do Rio Paraguai em Ladário chegou a 5,35 metros. Por conta da cheia, milhares de bovinos tiveram de ser retirados das áreas mais baixas. Na maior cheia já registrada, em 1988, o nível em Ladário chegou a 6,64 metros. 

Desde 2019, o Rio Paraguai reflete os impactos da estiagem na região. Nesse ano, o nível de água alcançou, no máximo, 3,92 metros. Em 2020, reduziu ainda mais e atingiu 2,06 metros.No ano seguinte, em 2021, registrou um dos mais baixos níveis de cheia da série histórica, com, apenas 1,84 m. Desde o início da década de 1970, os níveis não ficavam tão baixos durante a cheia. Já em 2022, a cota máxima foi de 2,64 metros. 

Depois disso, em 2023, o máximo que alcançou foi 4,24. Embora haja variações por conta de uma série de afluentes, o rio começa a inundar a planície depois que ultrapassa os quatro metros. Em 2024, o nível máximo foi pior que em 2021, registrando pico de apenas 1,47 metros. 

Em 2023, por conta de fortes chuvas nas cabeceiras dos rios Miranda e Aquidauana, parte da planície cortada pela junção destes dois rios chegou a ficar submersa, mas as inundações se limitaram a menos de 5% da planície pantaneira

Em 14 de fevereiro de 2023, último ano em que o Rio Paraguai chegou a ultrapassar os quatro metros, o nível já estava em 1,62 metro, conforme mostram os dados coletados pela Marinha do Brasil desde 1900. 

Agora, o rio está mais próximo daquilo que apresentava em meados de fevereiro de 2024, ano em que o principal rio pantaneiro caiu ao seu menor nível da história, ficando 69 centímetros abaixo de zero. Em 14 de fevereiro de 2024 o Paraguai estava em apenas 70 centímetros, ou 24 centímetros abaixo daquilo que amanheceu neste sábado (14).

Naquele ano, havia subido 39 centímetros nos primeiros 45 dias . Agora, o cenário é mais preocupante, uma vez que a alta neste mesmo período é de apenas 22 centímetro, ou meio centímetro de aumento por dia. Em 2023 o rio subiu uma média de 2,8 centímetros por dia nos primeiros 45 dias. 

As chuvas do começo de fevereiro, que provocaram transbordamentos de rios como Taquari e Aquidauana, terão pouca influência no nível do rio na régua de Ladário. Embora o Taquari não tenha mais uma única foz, a maior parte da água chega ao Rio Paraguai abaixo de Ladário. O mesmo ocorre com as águas do Aquidauana, que se juntam com as do Rio Miranda e desembocam no Paraguai depois da régua de Ladário. 

Para encher, o Rio Paraguai depende principalmente das chuvas na região norte de Mato Grosso do Sul e do sul de Mato Grosso. E, desde o começo do ano, em nenhum dia o nível do rio passou dos três metros na régua de Cáceres (MT), região da cabeceira do principal rio pantaneiro. 

No ano passado, chegou a 4,54 metros no começo de fevereiro e o menor nível nos primeiros 45 dias foi de 3,18 metros. Mesmo assim, faltou muito para que ocorresse cheia. O máximo na régua de Ladário foi de 3,31 metros em 2025.

Em 2024, ano da baixa história, o cenário em Cáceres foi parecido ao de agora, com o rio oscilando entre 1,18 e 2,75 metros nas primeiras semanas do ano. A média histórica para esta época do ano em Cáceres é de 4,24 metros, segundo o último boletim do Serviço Geológico do Brasil, divulgado no dia 11 deste mês.

ECONOMIA

Além de ser fundamental para o turismo de pesca e de contemplação, as cheias no Pantanal tem influência direta sobre a pecuária, o transporte de minérios e a proliferação ou não das queimadas, fenômeno que nos últimos anos destruíram milhões de hectares de vegetação.

Quanto menor o volume de áreas alagadas, maior a possibilidade de os incêndios florestais se espalharem. Além disso, sem água nas chamadas vazantes e nos lagos, mais difícil fica o combate a estes incêndios florestais. Quando cheias, as vazantes também servem como barreiras naturais para barrar o avanço dos focos de incêndios. 

No caso do transporte de minérios, a falta de água no Rio Paraguai literalmente derruba as exportações. Em 2024, ano de estiagem severa, foram despachadas apenas 3 milhões de toneladas de minérios. No ano passado, o volume aumento em 185% e chegou a 8,76 milhões de toneladas. 

O nível ideal para que os comboios trafeguem com capacidade máxima é quando o rio fica acima de 1,5 metro. Desde a primeira semana de outubro do ano passado está abaixo disso. Mesmo assim, o transporte continuou e até mesmo em dezembro, segundo dados da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), foram escoadas quase 570 toneladas de minérios, o que equivale à metade daquilo que fora despachado em julho.

PERSPECTIVAS

E, se as previsões do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul estiverem corretas, a probabilidade de o cenário sofrer alteração significativa a partir de agora são pequenas. 

A chamada estação das chuvas vai de setembro a abril. Nos primeiros cinco meses as chuvas ficaram abaixo da média em boa parte da bacia pantaneira e a previsão para o fevereiro, março e abril "é de que, de modo geral, os volumes de chuva fiquem abaixo da média histórica", que varia entre 300 a 500 milímetros no trimestre. 

Nos últimos 7 meses (jul/25 a jan/26), a chuva acumulada na bacia foi 16% menor que a média histórica para o período de 1998–2025, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil. 

sem explicação

Revendas ampliam boicote ao consumidor e elevam preço da gasolina

No dia 10 de outubro foi anunciada redução de 26 centavos nos impostos federais, mas o preço da gasolina no Estado subiu desde então

21/10/2026 11h10

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49

Pesquisa da ANP divulgada nesta terça-feira revela que gasolina em Campo Grande varia entre R$ 6,09 e R$ 6,49 Marcelo Victor

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No dia 9 de outubro o Governo Federal anunciou a ampliação da desoneração de tributos federais sobre a gasolina e previu redução da ordem de 26 centavos no preço ao consumidor. Em Mato Grosso do Sul, porém, o preço médio aumentou em um centavo e em Campo Grande, a redução foi de apenas um centavo, conforme mostra pesquisa publicada pela Angência Nacional do Petróleo (ANP) nesta terça-feira (20).

A medida anunciada pela União no começo do mês têm validade por 30 dias e a previsão é de que seja renovada. A redução tributária sobre a gasolina passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis.

Naquela dada, o porta-voz dos proprietários de postos de combustíveis de Campo Grande, Edson Lazaroto, previu que os preços começariam a cair logo em seguida. “Deve ocorrer a partir da semana que vem. Haverá queda somente no preço da gasolina. Etanol e diesel permanecem normal”, afirmou ele em mensagem enviada ao Correio do Estado no dia 10.

Até agora, porém, as distribuidoras e proprietários de postos não repassaram esta diferença e estão literalmente embolsando esta diferença. Conforme a pesquisa da ANP feita em 60 postos, no dia 10 de outubro o preço médio da gasolina em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,42. Na pesquisa divulgada nesta terça-feira (20), o valor médio havia subido para R$ 6,43.

Fazendo o recorte somente nos 23 postos de Campo Grande onde foi feito o levantamento, a situação é parecida. No começo do mês o preço estava em R$ 6,28. Agora, recuou um centavo, para R$ 6,27.

Levando em consideração que em Mato Grosso do Sul são vendidos uma média de dois milhões de litros de gasolina por dia, o setor de distribuição e revenda está embolsando algo em torno de R$ 520 mil todos os dias, já que não está repassando ao consumidor a isenção fiscal concedida para aliviar o bolso daqueles que abastecem seus veículos.

E este boicote aos consumidores, que não ocorre somente em Mato Grosso do Sul, está longe de ser um fato isolado. No começo de setembro a Petrobras anunciou redução de 19 centavos no litro da gasolina. Na época, o sindicato dos proprietários de postos de Campo Grande previu redução de 12 centavos nas bombas. 

Em vez disso, porém, o preço subiu. Naquela data, segundo a mesma pesquisa da ANP, o preço médio nas bombas de Campo Grande era de R$ 6,25. Na prática, porém, está dois centavos acima disso, apesar das duas reduções anunciadas pela Petrobras e pelo Governo Federal, que juntas somam 38 centavos.

E no restante do Estado a situação é idêntica, evidenciando que existe movimento coordenado e sincronizado para impedir a redução do preço nas bombas. No começo de setembro o preço médio em Mato Grosso do Sul era de R$ 6,40. Agora, apesar da redução de 38 centavos, está em R$ 6,43.

Levando em consideração que o setor não repassou a redução de 38 centavos e e ainda elevou os preços em três, a diferença a maior na margem de lucro é de 41 centavos por litro. Multiplicando este valor pelo volume vendido diariamente em Mato Grosso do Sul, as distribuidoras e donos de postos elevaram seus lucros em R$ 820 mil por dia somente em Mato Grosso do Sul. 

GUERRA NO IRÃ

A disparada no preço mundial do petróleo ocorreu depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, no dia 28 de fevereiro. Naquela dada, conforme a ANP, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,89.

E, apesar de o preço do petróleo ter disparado no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares o barril, a Petrobras elevou em apenas 4 centavos o valor nas refinarias. Aumento de 48 centavos chegou a ser praticado, mas o Governo ofereceu subsídio de 40 centavos evitar que o reajuste chegasse aos consumidores. 

Mesmo assim, as distribuidoras e donos de postos elevaram os preços sob a alegação de que o preço do petróleo havia aumentado. Depois disso, os preços internacionais recuaram, mas o preço da gasolina ao consumidor segue bem acima daquele patamar. 

Até o final de feveriro, Campo Grande tinha o menor preço médio da gasolina comum entre todas as capitais. Agora, está em terceiro lugar, ficando atrás de cidades como Vitória e Porto Alegre.

Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78. 

No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pela redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto. 


 
 

PRISÕES

Dupla é presa ao tentar recuperar cabelo humano avaliado em R$ 22 mil

Ao todo, 60 kg de cabelo humano foram furtados, com prejuízo estimado de R$ 440 mil, mas apenas 3 kg foram recuperados

21/10/2026 11h00

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero

Carga foi roubada na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero Divulgação: Polícia Civil

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Dois homens foram presos ao apresentaram uma nota fiscal eletrônica falsa e tentarem a restituição de uma carga de cabelos humanos, apreendida como objeto do crime de descaminho e avaliada em R$ 22 mil. Durante a checagem do documento fiscal, os policiais verificaram que era falso, motivo pelo qual ambos os indivíduos receberam voz de prisão em flagrante.

A carga de mechas de cabelo humano foi objeto de um crime de roubo ocorrido no dia 11 de outubro, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, fronteira com o município de Ponta Porã. O prejuízo estimado foi de em  R$ 440 mil. 

Na oportunidade do roubo, foram subtraídos aproximadamente 60kg de cabelo humano, dos quais foram recuperados pouco mais de 3kg do produto, avaliados em R$ 22 mil, na última segunda-feira (19), em Campo Grande. 

A carga foi apreendida em posse de um homem de nacionalidade paraguaia, apontado como sendo um dos suspeitos do crime cometido em território estrangeiro.

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECCO) e a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) foram as responsáveis pela ação de recuperação dos produtos.

 

 

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