Cidades

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Papa afasta bispo por gastos de R$ 93 milhões em reforma da casa

Papa afasta bispo por gastos de R$ 93 milhões em reforma da casa

correio24horas

24/10/2013 - 05h00
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O Vaticano suspendeu um bispo alemão pelos gastos considerados excessivos e mandou uma mensagem a todo o clero: não irá tolerar ostentação. Nesta quarta-feira, 23, o papa Francisco anunciou que o bispo de Limburg, Franz-Peter Tebartz-van Elst, deveria ser mantido fora de atividade, depois que gastou € 31 milhões (R$ 93 milhões) para renovar sua residência oficial.

Francisco, desde o primeiro dia de mandato, havia deixado claro que queria uma “Igreja pobre para os pobres” e que a função dos religiosos era servir. O bispo Franz-Peter, chamado de “bispo do luxo”, transformou-se num primeiro teste para o papa, que, há três dias, havia pedido uma reunião com ele e acabou o afastando.

O caso ainda revela que o Francisco está disposto a punir esse tipo de comportamento, enquanto dá demonstrações de que não perseguirá bispos por declarações sobre a doutrina. Nesta quarta-feira, numa nota, o Vaticano indicou que seria “apropriado um período de ausência da diocese” para o bispo Franz-Peter. “Uma situação foi criada na qual o bispo não pode mais exercer suas funções episcopais.”

Num país onde parte dos impostos dos cidadãos vai para a Igreja, o bispo ganhou notoriedade pelos gastos. Fiéis e organizações não governamentais (ONGs) pediram a demissão dele depois das revelações de que apenas o banheiro de sua casa teria custado € 15 mil, além de uma mesa para reuniões avaliada em € 25 mil. Uma capela privada também foi erguida, no valor de € 2,9 milhões, além de uma sala de jantar de 65 metros quadrados.

Numa missão para visitar pobres na Índia, o bispo viajou em primeira classe. Mas foi o fato de ele ter mentido sob juramento numa corte em Hamburgo sobre os gastos que convenceu o papa a afastá-lo.

Originalmente, a residência deveria ter custado € 5,5 milhões. Mas o valor final foi seis vezes maior. Só o jardim saiu por € 783 mil. Ao ser convocado para dar explicações ao papa, no início da semana, o bispo optou por viajar com uma companhia de baixo custo. Mas a medida não convenceu. O bispo ainda explicou que a obra era complexa, por ser um edifício antigo.

Homicídio

Jovem é executado a tiros em frente a tabacaria em Campo Grande

Guilherme Soares Gomes Oliveira, conhecido como "Garrafinha", foi morto com ao menos nove disparos no Jardim Leblon; Polícia Civil investiga possível relação com crime ocorrido em 2025

14/06/2026 16h28

Foto: Divulgação

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A noite deste sábado (13) foi marcada por mais um homicídio em Campo Grande. Guilherme Soares Gomes Oliveira, de 24 anos, conhecido pelo apelido de “Garrafinha”, foi executado a tiros em frente a uma tabacaria localizada na Avenida Manoel Joaquim de Moraes, no Jardim Leblon. O jovem morreu ainda no local antes de receber atendimento médico.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 21h. Equipes da Polícia Militar foram acionadas após relatos de disparos de arma de fogo em via pública e, ao chegarem ao endereço, encontraram a vítima caída na rua. O óbito foi constatado às 21h20 por uma equipe de resgate.

Testemunhas informaram aos policiais que Guilherme estava em frente ao estabelecimento quando foi surpreendido pelo atirador. O suspeito usava capacete com viseira fechada, o que dificultou sua identificação, e efetuou diversos disparos contra a vítima antes de fugir.

Relatos colhidos pela polícia apontam que, após os tiros, o autor deixou o local acompanhado por uma mulher. 

A cena do crime foi isolada para os trabalhos periciais. Durante as diligências, peritos recolheram nove cápsulas deflagradas de munição de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Equipes da Polícia Civil, do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar também participaram do atendimento da ocorrência.

Por causa dos trabalhos de perícia, uma das pistas da Avenida Manoel Joaquim de Moraes precisou ser interditada temporariamente, causando impactos no trânsito da região.

Os investigadores tentaram obter imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades, mas encontraram dificuldades porque os estabelecimentos comerciais mais próximos estavam fechados ou com os sistemas de segurança desligados.

Moradores vizinhos informaram que irão disponibilizar imagens de câmeras residenciais para auxiliar na identificação do autor.

Histórico criminal

A morte de Guilherme chama atenção por causa de seu envolvimento em um homicídio registrado em julho de 2025, em Campo Grande. Ele havia sido denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por participação no assassinato de Lucas Ribeiro Pastor, ocorrido no Bairro Iracy Coelho Netto.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu durante a madrugada em uma tabacaria na Rua Santa Quitéria. Além de Guilherme, também foram denunciados João Vitor da Silva Bento, conhecido como “Joãozinho do Corte”, Jhullison Fernando da Silva, apelidado de “Duxo”, e Kaio Henrique Pires dos Santos, o “Caim”.

Conforme a investigação, Lucas estava no estabelecimento acompanhado de outro jovem quando Guilherme chegou ao local conduzindo uma motocicleta. Na garupa estava Kaio, que desceu armado com uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou diversos disparos contra a vítima.

Ainda de acordo com o MPMS, outro rapaz acabou atingido por engano durante a ação criminosa. Após os primeiros tiros, o atirador teria se aproximado de Lucas e efetuado novos disparos na cabeça para garantir sua morte.

João Vitor e Jhullison foram apontados como responsáveis por fornecer a motocicleta e a arma utilizadas na execução.

Investigação

Poucas horas após o assassinato de Guilherme, uma publicação feita por um conhecido da vítima em redes sociais chamou a atenção dos investigadores.

A mensagem continha a frase “Vida se paga com vida”, circunstância que poderá ser analisada durante o inquérito para verificar eventual relação com conflitos anteriores.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como homicídio qualificado por emboscada e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do crime permanece sob investigação.

Execução

Homem é executado com tiros na cabeça durante jogo do Brasil em praça

Crime ocorreu diante de dezenas de pessoas que acompanhavam a partida entre Brasil e Marrocos na Arena Tony Gol, no Jardim Colibri

14/06/2026 15h28

Foto: Divulgação

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O que era para ser uma tarde de lazer e confraternização terminou em tragédia no Jardim Colibri, em Campo Grande. Um homem foi executado a tiros diante de dezenas de pessoas que acompanhavam a transmissão da partida entre Brasil e Marrocos na Praça Lucas Andrade Cardoso, conhecida como Arena Tony Gol.

A vítima foi identificada como Claudemar Ferreira Alves, de 32 anos. O crime ocorreu durante o intervalo do jogo, quando o local estava movimentado por moradores e torcedores que assistiam à partida em um espaço público da região.

Segundo relatos de testemunhas, o autor se aproximou de Claudemar e iniciou uma breve conversa. Poucos instantes depois, sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos contra a vítima. Pelo menos cinco tiros atingiram a região da cabeça.

Os estampidos provocaram correria e pânico entre as pessoas que estavam na praça. Mesmo gravemente ferido, Claudemar foi socorrido e encaminhado à UPA Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário.

Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e realizar o isolamento da área. Equipes da Polícia Civil e da Perícia Técnica também estiveram no local para coletar informações que possam auxiliar na identificação do autor e na elucidação do caso.

Até o momento, não há informações sobre a motivação do homicídio nem sobre a identidade do responsável pelos disparos. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Investigação

As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicam que o homicídio pode ter ligação com disputas envolvendo o tráfico de drogas na região.

Conforme apurado até o momento, há a suspeita de que a execução tenha sido encomendada por R$ 30 mil por um detento conhecido pelo apelido de "Seis Dedos".

O homem apontado como autor dos disparos foi identificado apenas como "Macaquinho". Durante os trabalhos periciais, foram recolhidas cápsulas de munição e vestígios de sangue no local do crime.

Moradores que estavam no local informaram ter visto os suspeitos chegando momentos antes da execução e reconheceram o atirador pelo apelido. Os investigadores também apuram uma possível ligação da vítima com uma facção criminosa.

Claudemar possuía antecedentes por tráfico de drogas, estupro de vulnerável e outros delitos, além de já ter recebido ameaças de morte anteriormente.

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