Cidades

CAMPO GRANDE

Para Ministério Público, caso de Wesner deve ser tratado como homicídio doloso

Procurador-geral de Justiça disse que envolvidos assumiram risco de matar

GABRIEL MAYMONE E VALQUÍRIA ORIQUI

17/03/2017 - 18h19
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE/MS) definiu que o caso de Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, morto depois de ser violentado com mangueira de alta pressão em lava a jato de Campo Grande, será tratado como homícidio doloso – quando há intenção ou risco de causar a morte. “A decisão foi baseada nas provas do processo. Muito contundente de que não foi brincadeira, não se brinca com a vida humana”, disse o procurador-geral de Justiça, Paulo Passos.

Com a decisão, o processo ficará sob responsabilidade da promotora Lívia Bariani, da 18ª Promotoria de Justiça. “Minha decisão foi a de encaminhar o processo ao Tribunal do Júri, para que o promotor de Justiça [Lívia Bariani] ofereça denúncia para punir, acusar e qualificar a conduta como homicídio doloso para que seja julgado no Tribunal do Júri”, explicou Passos.

ENTENDA

Houve conflito no Tribunal de Justiça sobre a tipificação do crime. Juiz recebeu processo como lesão corporal, mas entendeu que se tratava de homicídio e o encaminhou para magistrado do Tribunal do Júri, que devolveu o processo, alegando não ser sua atribuição.

Mãe de Wesner pede Justiça (Foto: Valquíria Oriqui)

O próprio Tribunal do Júri negou recentemente pedido de prisão contra o patrão e colega de trabalho de Wesner, acusados de praticarem a violência.

INQUÉRITO

A investigação policial ainda não foi concluída. De acordo com o procurador-feral, faltam algumas diligências para a conclusão do caso e encaminhamento. Passos afirma que as provas coletadas pela polícia serão analisadas pela promotora, mas que não deve alterar a decisão de tratar o caso como homicídio doloso.

Na semana passada, o delegado que cuida do caso, Paulo Sérgio Lauretto, falou sobre Independente do que o TJ entender eu vou fazer o meu indiciamento conforme as provas técnicas”, pontuou o delegado.

DOR DA FAMÍLIA

 

Na quarta-feira (15), um mês após a morte do adolescente, familiares da vítima estiveram no cemitério Monte das Oliveiras e prestaram homenagem. O grupo também protestou pedindo justiça e prisão dos envolvidos.

Ontem fez um mês que ele morreu, hoje faz um mês que foi sepultado e até agora nada. Em quem vamos confiar com a justiça cega?”, questionou Elsom Ferreira da Silva, tio do rapaz.

Familiares de Wesner prestaram homenagem no cemitério onde jovem foi sepultado em Campo Grande (Foto: Arquivo Pessoal)

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CRIME

No dia 3 de fevereiro, mangueira de ar foi introduzida no ânus do rapaz pelo patrão e colega de trabalho em lava jato na Vila Morumbi. O local chegou a ser incendiado. Já em depoimento à polícia, os agressores alegaram que tudo se tratava de uma “brincadeira” e foram liberados logo em seguida.

Perfurações levaram a retirada do intestino grosso do adolescente, que teve quadro estabilizado cinco dias depois do crime. Era ele quem mantinha a família há um mês com o que ganhava lavando carro, pois a mãe não trabalha e o pai tem câncer.  

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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