A chegada dos patinetes elétricos compartilhados a Campo Grande em fase de teste surge como uma oportunidade de alternativa ecológica ao transporte na Capital.
Em fase experimental a dois dias, o serviço conta com, pelo menos, 200 pontos de estacionamento e recarga dos patinetes espalhados em quatro bairros da cidade até o momento.
Na última quarta-feira (9), o Correio do Estado observou que um dos pontos estava instalado em uma área de estacionamento designada a Pessoas com Deficiência (PcDs) e pessoas 60+.
Dessa forma, com os patinetes instalados em um local inapropriado, fica dificultado o estacionamento de carros e uso da vaga pelo público destinado, uma vez que acaba atingindo os patinetes na hora de abrir a porta do veículo e o cadeirante não consegue descer no local.
De acordo com a Agência Municipal de Trânsito (Agetran), os locais de estacionamento foram definidos pela empresa JET e, por se tratar de uma fase experimental, os pontos estão sendo monitorados e avaliados pela Agência.
Estacionamento dos patinetes em frente ao Belma Fidalgo mudou de lugar, desobstruindo o estacionamento prioritário / Foto: Paulo Ribas "Situações que possam comprometer a acessibilidade, especialmente em vagas destinadas às pessoas com deficiência ou que dificultem a circulação de pedestres, estão sendo verificadas para os devidos ajustes.
A AGETRAN reforça que o período de testes tem justamente o objetivo de identificar e corrigir eventuais inadequações, garantindo que a operação ocorra de forma segura, organizada e em conformidade com as normas de acessibilidade e mobilidade urbana", afirmou em nota ao Correio do Estado.
A reportagem esteve no mesmo local da matéria de ontem na manhã desta quinta-feira (9) e constatou que o ponto de estacionamento dos patinetes já foi alterado, desobstruindo o local de estacionamento prioritário em frente ao Belma Fidalgo.
A empresa JET foi procurada na tarde de ontem (8) para saber como são feitas as escolhas dos locais de estacionamento dos patinetes e quem fica responsável por eles, mas não retornou.
No aplicativo da JET, é possível ver todos os pontos com patinetes disponíveis, bem como os locais próprios para estacionamento / Reprodução App JETCompartilhamento de patinetes
O lançamento da fase de testes do sistema de aluguel de patinetes elétricos em Campo Grande aconteceu na última segunda-feira (7). O período de teste é de 90 dias, podendo ser estendido até 180 dias.
A empresa responsável pelo sistema de compartilhamento dos veículos é a JET, presente em mais de 35 cidades brasileiras e em oito países.
O teste inicial já começa com a distribuição de 200 pontos de patinetes elétricos na cidade, disponíveis para uso a partir desta quarta-feira (8), espalhados no Centro, Vila do Polonês, Parque do Soter, e Jardim dos Estados.
Para utilizar os veículos, o usuário precisa realizar o download do aplicativo da JET, escanear o QR Code presente no patinete e contratar o plano escolhido. Dentro do aplicativo, também é possível ver os pontos de coleta dos patinetes, a carga de cada um e quantos patinetes estão disponibilizados no ponto mais próximo.
Para desbloquear o patinete, a taxa é de R$ 0,99 e a cobrança é feita por minuto utilizado. O valor inicial é de R$ 0,33 a cada minuto utilizado, podendo chegar a R$ 0,59 por minuto aos finais de semana e em horários de pico.
De acordo com gerente de logística da JET, Yakovi Azovskikh, a expectativa é que, até o final da semana, a cidade tenha 400 patinetes espalhados pelos pontos.
"Nós vamos trazer 400 patinetes até o final da semana. Hoje, temos 200 pontos espalhados, amanhã colocaremos mais e queremos chegar em 400 pontos também. O patinete pode ser alugado por hora ou por minuto e todos os valores podem ser vistos no aplicativo", disse ao Correio do Estado.
No dia 18 de junho, a Agetran liberou o acesso de ciclovias à dispositivos elétricos, como patinetes e bicicletas. Diante disso, Yakovi afirma que a maioria dos pontos espalhados na cidade estão na malha cicloviária.
"Os patinetes podem ser utilizados em vias comuns, mas os nossos pontos ficam ao longo de ciclovias", ressaltou.
O gerente explica ainda que todas as semanas será oferecida a Escola de Pilotagem para os usuários que querem saber como pilotar o patinete e se adaptarem ao veículo. O evento é gratuito e aberto ao público.
Durante esse período, a Agetran fará o monitoramento da operação, com análise do uso dos equipamentos, dos locais de maior demanda, do comportamento dos usuários, da integração com a infraestrutura cicloviária e dos impactos na mobilidade urbana.

