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Acerto

Patrola recebe 'extra' de R$ 7 milhões por obra polêmica no Pantanal

Valores englobam obras de revestimento na MS-228, Rodovia Transpantaneira

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O governo de Mato Grosso do Sul reconheceu oficialmente uma dívida de quase R$ 7 milhões com a empreiteira AL dos Santos, de propriedade de André Luiz dos Santos, o “Patrola”. Com a empresa em meio a denúncias ambientais, embargos e investigações por suspeita de corrupção, o valor é referente a serviços prestados na rodovia MS-228, uma das principais vias da região pantaneira, em obras desde maio de 2022.  

O reconhecimento de dívida foi oficializado nesta quinta-feira (25), em dição do diário oficial, e confirma o pagamento de R$ 6.996.852,28, relativos à 12ª medição final da obra e um reajuste adicional. 

Iniciada há três anos com orçamento total de R$ 37,4 milhões, a obra ficou paralisada há meses por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), que apontou danos ambientais graves no Pantanal.

Impacto Ambiental 

A polêmica obra acontece em um trecho de cerca de 40 quilômetros, entre o km 45 e o km 84 da MS-228, em Corumbá. Segundo levantamento técnico do Tribunal de Contas, uma das paralisações ocorreu pois o serviço de elevação da estrada com terra e cascalho criou uma espécie de barragem, impedindo o fluxo natural das águas da chuva e dos rios da região.

O impacto, segundo os especialistas, ameaçava transformar áreas alagadas em zonas secas e comprometer todo o ecossistema pantaneiro. As denúncias surgiram em julho de 2023, quando ambientalistas e moradores locais alertaram sobre os danos.

À época, o presidente do TCE, Jerson Domingos, determinou uma vistoria in loco. A inspeção, feita inclusive com uso de helicóptero, constatou que o projeto impedia o alagamento natural da planície, prejudicando baías, corixos e a própria fauna da região.

Diante da gravidade dos fatos, o TCE emitiu uma medida cautelar de embargo, proibindo a retomada das obras e recomendando que órgãos como a Marinha, Exército, Embrapa Pantanal e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) fossem acionados para avaliar os impactos ambientais causados.

O dono da empreiteira responsável, André Patrola, é alvo de investigações do Ministério Público por suspeitas de corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito em contratos firmados com prefeituras do estado, principalmente em Campo Grande.

Cabe destacar que a MS-228, conhecida também como Estrada Parque do Pantanal, deveria estar pronta em 420 dias a partir do início das obras, conforme estipulado em contrato. No entanto, entre paralisações, embargos e falta de materiais, o cronograma já estourou em mais de um ano. Em fevereiro de 2024, a obra foi suspensa novamente, desta vez por falta de cascalho, já que a cascalheira responsável pela extração do material ainda não tinha licença ambiental regularizada. Posteriormente, a obra que seria retomada em janeiro deste ano, foi paralisada por mais seis meses. 

Saiba

O trecho onde a obra foi executada liga áreas importantes da planície pantaneira, incluindo a região da Curva do Leque, entroncamento com a MS-184, até o interior da Nhecolândia. 

O levantamento técnico do TCE mostrou que o aterro feito na via represava a água da chuva e dos rios, impedindo que ela chegasse às áreas alagadas.

Agesul 

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), disse, por meio de nota, que está utilizando o Termo de Recebimento de Dívida para quitar os serviços já executados na rodovia MS-228, realizados antes da paralisação da obra.

"Esses serviços não haviam sido pagos em razão do encerramento da vigência contratual, impactada pela necessidade de regularização das licenças ambientais. Com a adoção do instrumento, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito aos contratos e a segurança jurídica no pagamento dos débitos das obras efetivamente realizadas", conclui a nota.

* Matéria alterada às 17h36 para acréscimo de informações

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Animal de Estimação

Com consultório móvel, Subea realiza ação de atendimento e conscientização

A ação acontece na Praça do Papa e os atendimentos vão das 8h até às 13h

11/05/2026 09h35

Subea faz ação sobre o bem-estar e cuidado animal

Subea faz ação sobre o bem-estar e cuidado animal Freepik

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A Superintendência do Bem-Estar Animal (Subea) em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, deu início à uma nova ação de conscientização sobre os cuidados e bem-estar animal. 

Nesta semana a ação acontece na Praça do Papa, que fica na Av. dos Crisântemo, s/n. Os atendimentos se iniciam às 8h e duram até às 13h. 

Ao todo por dia serão disponibilizadas 30 senhas, distribuídas da seguinte forma: 15 para castração e 15 para atendimento clínico, vacinação antirrábica e vermifugação. A distribuição acontece por ordem de chegada. 

Para se ter acesso aos atendimentos e participar da ação, é necessário alguns documentos como: 

  • Cadastro no CadÚnico atualizado e impresso
  • Documento oficial com foto
  • Comprovante de residência

Com esta iniciativa, a Prefeitura Municipal busca ampliar o acesso sobre bem-estar e o cuidado animal. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura Municipal para obter mais informações se a ação seguirá para outros bairros da Capital, mas até o momento da publicação desta matéria, não obteve retorno. 

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"FACÃO"

Andorinha, Mota, Eucatur e outras perdem benefícios com o Poder Público

Apreciação feita pelo Executivo de Campo Grande dá pareceres favoráveis unânimes na causa de empresas populares no imaginário local

11/05/2026 09h15

Andorinha, Mota, Eucatur e outras perdem benefícios com o Poder Público

Andorinha, Mota, Eucatur e outras perdem benefícios com o Poder Público Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Por decisão do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon), publicada hoje (11) em edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), empresas presentes no imaginário do campo-grandense e da população local, como Andorinha, Viação Motta, entre outras, acabam de perder incentivos junto ao Poder Público da Capital do Mato Grosso do Sul.

O texto oficial trata-se da deliberação número 163 do Codecon, que data de 07 de maio de 2026, documento que traz a público apreciação pelo Plenário dos processos tratados na pauta da 211ª Reunião Ordinária. 

Nele constam, por exemplo, a doação imediata de 5.000 m² de área favorável à empresa Rotilli & Machado Ltda., que aparece com atividade voltada para o comércio e distribuição de medicamentos. Essa aparece ainda contrário a isenção do chamado Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por 10 anos e a isenção de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) sobre as obras de construção civil. 

Para além dessa apreciação de concessão de incentivos, para a empresa que prevê um faturamento mensal de R$2,4 milhões e R$28 mi anual, o documento traz ainda os votos para a revogação de incentivos sobre outras empresas que moram, inclusive, no imaginário e cotidiano popular há tempos.

Incentivos revogados

Entre eles aparece o voto favorável, emitido pela Secretaria-Executiva do Codecon, à revogação dos incentivos concedidos pelo Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social (Prodes) para a Empresa de Transportes Andorinha. 

Fundada em 05 de junho de 1948 por José Lemes Soares, a Andorinha nasceu atendendo com uma "jardineira", uma espécie de ônibus feito com carroceria de madeira que era montado sobre chassis de caminhão e hoje já conta com uma frota de centenas de veículos. 

Notificações por meio de ofícios pedindo informações, junto das vistorias de acompanhamento pela equipe de fiscalização de Incentivos Fiscais do Prodes, demonstraram que a empresa não executou os investimentos na área cedida e encontra-se sem atividade no local.

Atendidos os princípios constitucionais de ampla defesa e do contraditório no curso do processo, com a empresa incentivada não atendendo às "diversas oportunidades para livre manifestação", a Andorinha perdeu por interpretação do Conselho dos incentivos concedidos pelo Prodes. 

Nesse mesmo modelo também foram atingidas a Viação Motta e Umuarama, que tiveram seus respectivos incentivos concedidos pelo Prodes revogados, o que pela Lei Complementar n. 418 de 2021, compreende, por exemplo: 

  1. Concessão onerosa (com encargos) de direito real de uso sobre imóvel público, com direito à edificação, permitida hipoteca ou alienação fiduciária sobre o imóvel, para fins de garantia para obtenção de financiamento, pelo prazo de 10 (dez) anos, com posterior doação definitiva;
     
  2. Excepcionalmente, doação imediata de imóvel público com encargos, nas hipóteses previstas em lei;
     
  3. Isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU incidente sobre o imóvel onde funcionar a pessoa jurídica incentivada;
     
  4. Redução do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN;
     
  5. Isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN;
     
  6. Isenção da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública – COSIP e
     
  7. Isenção de tributos incidentes sobre processos de alvará e licenciamento necessários ao planejamento, instalação e funcionamento da pessoa jurídica incentivada.

Mas o "facão" não termina de passar aí, contemplando também a revogação e cancelamento dos incentivos concedidos à empresa Expresso Mato Grosso, após parecer técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). 

Segundo o Conselho sobre a revogação dos incentivos concedidos para a "famosa" empresa de transporte rodoviário de pessoas e cargas, as tentativas de contato e pedidos de formalização dos compromissos ambientais e operacionais foram ignoradas pela empresa em uma "inércia" que passou de uma década, sendo superior a 12 anos. 

Para o relator, conselheiro da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Fábio Nogueira da Silva, essa demora administrativa representa um entrave à "eficiência da gestão pública e do desenvolvimento econômico local".

"Manter áreas públicas e dotações fiscais reservadas a projetos que não se concretizam retira de Campo Grande a oportunidade de atrair novos investimentos produtivos e gera um desequilíbrio na função social do solo urbano.  

Voto, ainda, pela adoção das medidas administrativas cabíveis para reversão do imóvel doado ao Município de Campo Grande, visando a futura disponibilização do lote para novos investidores comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do nosso município", diz o texto do relator. 

Além dessas, as também "populares" empresas Expresso Queiroz, Viação São Luiz e Eucatur tiveram "corte" dos benefícios que eram concedidos pelo Poder Público que intervém para "resguardar a melhor utilização do bem público tutelado", bem como: 

  • Viação Nova Integração Ltda.- REVOGAÇÃO e CANCELAMENTO dos incentivos concedidos 
  • Otimix Brasil Indústria de Pré-fabricados Ltda.- REVOGAÇÃO e CANCELAMENTO dos incentivos concedidos 

 

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