Cidades

ONDA DE FRIO

Pela 2ª vez no ano, geada atinge sul de MS

Amambai registrou 1,9°C nesta quarta-feira; previsão do Cemtec e do Inmet indica permanência de frio intenso e risco de novas geadas no sul do Estado

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A intensa massa de ar polar que avança sobre Mato Grosso do Sul provocou geada em pelo menos 11 municípios da região sul de Mato Grosso do Sul na manhã desta quarta-feira (24) e levou os termômetros a registrarem algumas das menores temperaturas do ano.

De acordo com levantamento do meteorologista Natálio Abrahão, Amambai teve a menor temperatura do Estado, com apenas 1,9°C. Também houve registro de geada em Iguatemi (3,3°C), Sete Quedas (3,9°C), Caarapó (3°C), Laguna Carapã (2,5°C), Mundo Novo (4,2°C) e Ponta Porã (4,8°C), entre outros municípios do extremo sul.

Em Ponta Porã, além do frio intenso, a sensação térmica chegou a -3,2°C devido à combinação entre baixas temperaturas e ventos. Em Naviraí, a sensação foi de -1,2°C.

Na Capital, o frio também foi rigoroso. Campo Grande registrou mínima de 8,5°C, sensação térmica de 2,7°C e acumulado de 21 milímetros de chuva, resultado da passagem da frente fria que antecedeu a entrada da massa de ar polar.

Outras cidades apresentaram temperaturas mais amenas, mas ainda abaixo da média para esta época do ano. Três Lagoas teve mínima de 11,2°C, Miranda registrou 11,3°C, Corumbá marcou 11,2°C e Chapadão do Sul, 9,5°C.

A geada no extremo sul do Estado já vinha sendo apontada pelos órgãos meteorológicos desde o início da semana. Em boletim divulgado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec) alertou para a possibilidade de mínimas entre 0°C e 2°C em municípios da região sul entre quarta-feira (24) e quinta-feira (25), com elevado potencial para formação de geadas.

As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também indicavam temperaturas muito baixas para cidades próximas à fronteira com o Paraguai. Para Iguatemi, por exemplo, a previsão era de mínima de 4°C, enquanto Amambai poderia registrar temperaturas entre 3°C e 4°C. Em Ponta Porã, a expectativa era de mínimas próximas de 3°C.

Os dados observados nesta quarta-feira mostram que o frio atingiu intensidade semelhante à prevista pelos institutos, principalmente na faixa sul do Estado.

Frio continua nos próximos dias

Segundo a previsão atualizada do Inmet, o frio deve persistir ao longo da quinta-feira (25), com temperaturas ainda bastante baixas durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.

Em Campo Grande, a previsão indica mínima de 8°C e máxima de 18°C. Em Dourados, os termômetros devem variar entre 4°C e 17°C. Já em Ponta Porã, a temperatura pode oscilar entre 3°C e 15°C, mantendo o risco para formação de geada ao amanhecer.

Para Amambai e Iguatemi, cidades que registraram algumas das menores temperaturas desta onda de frio, as mínimas seguem próximas dos 3°C a 4°C, com possibilidade de novos episódios de geada.

Nas regiões pantaneira, norte e nordeste do Estado, as temperaturas permanecem mais elevadas. Corumbá e Três Lagoas devem registrar mínimas próximas de 11°C, enquanto as máximas podem superar os 20°C durante a tarde.

De acordo com o Cemtec, a tendência é de elevação gradual das temperaturas a partir de sexta-feira (26), quando as máximas voltam a subir em grande parte do Estado. Apesar disso, as manhãs devem continuar frias pelos próximos dias, especialmente nas regiões sul, sudoeste e fronteiriça.

A atual onda de frio é considerada a mais intensa de 2026 até o momento e mantém Mato Grosso do Sul sob condições típicas de inverno, principalmente nas regiões sul e sudoeste.

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Saúde

Defensoria abre ofensiva contra pacientes esquecidos na Santa Casa

Em visita realizada pelo órgão foram contabilizados 60 pacientes aguardando atendimento em cadeiras de plástico, poltronas improvisadas e macas no corredor

24/06/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira

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A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul entrou com uma ação civil pública contra a Santa Casa de Campo Grande denunciando casos de pacientes que aguardam por tempo indeterminado para passarem pelo procedimento cirúrgico, incluindo espera em cadeiras de plástico, poltronas improvisadas e macas no corredor do hospital.

A judicialização surgiu após diversas denúncias chegarem ao conhecimento do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS). Em conversa com a defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, coordenadora do núcleo, o órgão percebeu a gravidade da situação interna do hospital quando realizou visita pessoal no local.

Defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz entrou com ação para pedir agilidade nos atendimentos - Foto: Gerson Oliveira 

“Em março, nós fomos até a Santa Casa fazer o atendimento dos pacientes. Por quê? Porque nós recebíamos notícias de que esses pacientes precisavam de atendimento, estavam sem conseguir a sua providência médica e aí uma assistente social nossa tinha que ir até lá para fazer o atendimento. Naquela oportunidade, atendemos 49 pacientes”, disse.

A partir da verificação que diversos pacientes estavam passando por esta mesma situação, constatou-se que “todas as pessoas que estavam internadas estavam com algum desajuste no protocolo clínico de cuidado hospitalar”. 

Para alguns pacientes havia indicação para se prepararem para a cirurgia, mas horas depois eles eram informados que o procedimento havia sido cancelado.

Em uma segunda visita, a Defensoria Pública observou que 82 pacientes estavam aguardando na ala verde do hospital, área de internação ou pronto atendimento dedicada a casos pouco urgentes, sem gravidade imediata.

Destes, 60 estavam esperando de forma desleixada, segundo o órgão, sob responsabilidade da própria Santa Casa.

“Estavam internados em maca, cadeira de plástico e outras poltronas improvisadas. Ali eu encontrei, por exemplo, uma senhora que tinha caído em casa e tinha uma fratura simples de fêmur, algo simples. Ela estava esperando há quatro dias a realização da cirurgia dela. Em um ambiente extremamente pequeno, tinha 82 pessoas”, contou à reportagem.

A defensora também relata que foram encontradas pacientes aguardando em todas as especialidades, como na ortopedia, na clínica geral, na cardiologia e na neurologia.

Durante uma da visitas, ainda acompanhados de representantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e do secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o órgão contabilizou que haviam 16 salas de cirurgia no complexo hospitalar, dos quais duas estavam em manutenção e apenas quatro estavam sendo utilizadas, o que restariam 10 salas sem uso.

“A resposta da Santa Casa foi que no início do ano teve um problema com os anestesistas, que eles tiveram que reduzir o número de cirurgias. Então, eu perguntei ‘mas esse problema de anestesistas foi resolvido?’.

Foi resolvido, mas mesmo assim a Santa Casa resolveu manter só as quatro salas funcionando e nesse sistema de poucas cirurgias. Isso diz o quê? Uma capacidade subutilizada”, disse.

AUDIÊNCIA

Para que as partes cheguem em um acordo, o Poder Judiciário marcou uma audiência para amanhã. De acordo com a defensora, o órgão deseja que a situação seja resolvida o mais rápido possível.

“A nossa ação é para que a situação se resolva. De imediato, é uma obrigação fazer com que eles construam um fluxo. Como a situação é muito urgente, o juiz marcou uma audiência prévia para falar ‘olha, problema existe, e é grave a pertinência do direito. Vamos fazer um acordo? Vocês têm alguma proposta para a gente agilizar isso?’ Então, é nesse sentido”, explica.

Um dos pedidos da Defensoria é que, caso a Santa Casa confirme que não consegue atender a demanda dos pacientes que ainda aguardam por cirurgias, que devolvam essas pessoas para a regulação, a fim de serem reencaminhadas para outro hospital e, finalmente, realizar o procedimento.

“Se tem uma unidade hospitalar e ela não dá conta, por qualquer motivo, de atender aquele paciente, ela tem que devolver para a regulação dizendo ‘eu não consigo atender esse paciente’, para que ele seja encaminhado para o próximo ponto da rede. E isso não está acontecendo. A Santa Casa retém absolutamente todos os pacientes sem operar, sem devolver para a regulação e sem a perspectiva de que o procedimento pudesse ser realizado”, lamentou a defensora.

POLÍTICA

Ex-deputada estadual, Grazielle Machado morre em Campo Grande

A filha do deputado Londres Machado estava internada com infecção generalizada

24/06/2026 07h45

Grazielle Machado, filha do deputado estadual Londres Machado, teve infecção generalizada

Grazielle Machado, filha do deputado estadual Londres Machado, teve infecção generalizada Reprodução: redes sociais

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Grazielle Machado, de 45 anos, faleceu na madrugada desta quarta-feira (24), em Campo Grande, após ficar internada devido a uma infecção generalizada.

Os detalhes da infecção que causou a morte da ex-deputada estadual não foram divulgados.

Grazielle Machado é filha do deputado estadual Londres Machado. Ela foi eleita três vezes consecutivas (2004 a 2012) ao cargo de vereadora de Campo Grande e uma vez como deputada estadual. Em 2025, Grazielle foi nomeada para cargo de assessora na Casa Civil do Governo do Estado.

Carreira política

Sua trajetória política iniciou aos 24 anos de idade, sendo eleita por três vezes seguidas ao cargo de vereadora em Campo Grande. Em 2015, aos 34 anos, Grazielle Machado assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, sendo eleita com mais de 39 mil votos. À época, assumiu a segunda vice presidência da Mesa Diretora.

Em 2004, como vereadora da Capital, em seu primeiro mandato ocupou a segunda vice-presidência da Câmara de Vereadores, a presidência da Comissão de Saúde e Assistência Social e foi membro da Comissão de Segurança Pública.

Em 2007, foi eleita por unanimidade pelos vereadores a 1ª Secretaria da Câmara, tendo a responsabilidade de administrar as finanças da Casa.

Eleita em 2008 para seu segundo mandato, Grazielle além dos projetos legislativos, implantou projetos sociais como Conversa na Varanda que aproximou ainda mais a vereadora da população e Mulheres em Ação, projeto que prioriza a saúde da mulher.

Reeleita em 2012, continuou seu trabalho frente ao legislativo municipal. E em 2014, ingressou na Assembleia Legislativa, sendo a mulher mais votada na história de Mato Grosso do Sul, com 39.374 votos.

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