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Pela segunda vez em dois meses, chuva arranca asfalto na Rachid Neder

Avenida é considerada ponto crítico em dias de chuva forte, pois sempre há alagamento e estragos

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A forte chuva que caiu nesta terça-feira (6) causou alagamentos e alguns estragos em Campo Grande. Entre eles, a Avenida Rachid Neder, que é considerado um ponto crítico sempre que chove na Capital, teve parte do asfalto arrancado pela segunda vez em menos de dois meses.

Em 14 de novembro do ano passado, também após chuvas, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e 'em pedaç os’, situação que se repetiu nesta tarde, porém em outro trecho da avenida.

Na ocasião anterior, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), intensificou os trabalhos durante o período de estiagem para recuperar os estragos provocados pelo temporal.

A recomposição do asfalto levado pela enxurrada na rotatória da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel foi feita no dia 19 de novembro.

Na tarde de hoje, menos de dois meses após a recomposição, trecho da Rachid Neder registrou alagamento e, após a água baixar, vários trechos estavam em pedaços, com o asfalto levado, mas em pontos distintos.

Conforme o meteorologista Natálio Abrahão, em pouco mais de uma hora, choveu 38 mm em algumas regiões da cidade, volume considerado alto para o curto espaço de tempo.

A previsão do tempo aponta que deve ocorrer pancadas de chuva durante toda a semana em Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja e amarelo, de potenciais perigos para o Estado para hoje e quarta-feira (7).

Asfalto foi arranco em diversos pontos da viaAsfalto foi arranco em diversos pontos da via (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Solução custa R$ 200 milhões

Conforme reportagem do Correio do Estado, a solução para o alagamento constante causado por grandes volumes de precipitação na rotatória da Rachid Neder com Ernesto Geisel custa cerca de R$ 200 milhões, o que contemplaria as duas margens do Córrego Segredo, onde seriam feitas galerias, bacias de contenção, entre outras melhorias.

Em novembro, o secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, informou que não há previsão para que aquela região receba intervenções que possam resolver o problema.

Segundo disse o secretário na ocasião, algumas intervenções pontuais foram feitas em várias regiões da cidade, como drenagem e pavimentações em vias, porém, o projeto para aquela região em específico foi submetido ao crivo do governo federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entretanto, ele não foi aceito.

“Nós enviamos um projeto para o [Novo] PAC da Rua Corguinho, na margem direita do córrego, o que resolveria em parte o problema ali. O projeto era de R$ 80 milhões, mas foi negado”, explicou Miglioli.

“A drenagem naquela região está subdimensionada, então, precisamos fazer novas galerias para que essa água possa escoar e evitar a inundação na região, além de bacias de contenção de água pluvial”, completou.

O projeto existe desde 2018, quando havia a previsão de construção de barragens que evitassem o transbordamento das águas na região. Na época, a previsão de gastos era de R$ 120 milhões, valor que subiu desde então a ideia segue no papel.

Mais estragos

Além da Rachid Neder, vários pontos da Capital registraram alagamentos na tarde desta terça-feira. 

Na Avenida Três Barras, além dos alagamentos, moradores relataram queda de granizo.

Em outro ponto da região central, na Rua José Antônio, galhos de uma árvore quebraram, e ela caiu em um dos lados da pista de rolamento, interditando parcialmente a via.

Entre a Avenida Afonso Pena com a rua Cacilda Arantes a água tomou conta da rua, assim como na Via Parque, próximo ao Shopping Campo Grande, onde as ruas viraram rios, com motoristas relatando problemas em veículos ao tentar se aventurar na enxurrada.

Próximo a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o córrego Bandeira transbordou, também alagando a rua e deixando motoristas ilhados.

* Colaborou Laura Brasil

INQUÉRITO CIVIL

Vigilância Sanitária aponta falhas graves em hospital infantil de Campo Grande

Segundo relatório, o hospital realiza a desinfecção de materiais em locais inadequados, como as máscaras de inalação no próprio posto de enfermagem

07/01/2026 18h00

O relatório técnico, realizado em janeiro de 2025, aponta falhas críticas na infraestrutura e nos fluxos de higiene

O relatório técnico, realizado em janeiro de 2025, aponta falhas críticas na infraestrutura e nos fluxos de higiene

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O Hospital Infantil São Lucas está sendo investigado devido a problemas detectados pela Vigilância Sanitária. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em iniciativa da 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, instaurou inquérito civil após o relatório de fiscalização feita no local apontar riscos à saúde e à segurança dos pacientes.

O relatório técnico, realizado em janeiro de 2025, aponta falhas críticas na infraestrutura e nos fluxos de higiene, como a inexistência de uma sala de utilidades (expurgo). De acordo com o MPMS, o hospital realiza a desinfecção de materiais ventilatórios em locais inadequados.

Um exemplo deste problema apontado pela fiscalização é o procedimento de limpeza das máscaras de inalação no próprio posto de enfermagem, o que eleva o risco de contaminação entre pacientes e profissionais.

Outro setor de grande vulnerabilidade é o de gases medicinais, onde há falhas graves no suporte à vida. Segundo os fiscais, o estabelecimento não apresentou laudos laboratoriais que comprovem a pureza do ar comprimido medicinal e opera sem sistemas de reserva para vácuo e compressão de ar.

Na gestão farmacêutica, a fiscalização constatou a ausência de programas de gerenciamento de antimicrobianos e a falta de divulgação de protocolos para Medicamentos de Alta Vigilância (MAV), além de deficiências na climatização do almoxarifado que podem comprometer a eficácia dos fármacos estocados.

Conforme relatado, o descumprimento das normas técnicas da ABNT e da Anvisa coloca em xeque a continuidade do atendimento em caso de pane nos equipamentos, uma vez que não há redundância para garantir o fornecimento ininterrupto de oxigênio e aspiração aos leitos.

Providências adotadas

Diante da situação, foi determinada a expedição de ofícios à Secretaria de Estado de Saúde (SES) para que realize nova inspeção técnica em até 20 dias úteis, para conferir se as irregularidades críticas foram sanadas.

Além disso, o hospital infantil deverá ser notificado para apresentar sua manifestação oficial em dez dias úteis sobre tais falhas, e todos os documentos e relatórios técnicos anteriores deverão ser anexados aos expedientes para instruir as respostas.

Na portaria, o Promotor de Justiça Luiz Eduardo Lemos de Almeida ressalta que a proteção da vida e da saúde é um direito básico previsto no Código de Defesa do Consumidor.

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Cidades

Site do TJMS passa por instabilidade e sai do ar

Instabilidade no sistema impede acesso de usuários externos a serviços e consultas processuais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

07/01/2026 16h33

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O portal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), para quem tentou acessá-lo durante a tarde desta quarta-feira (7), apresentou a mensagem “A página procurada não existe!”.

O site facilita o acesso a serviços da Justiça, como Consulta Processual, Peticionamento Eletrônico, Citações e Intimações, Custas Processuais e Depósitos Judiciais, entre outros.

A ferramenta que facilita o acesso a notícias relacionadas ao trabalho executado pelo TJMS também saiu do ar, pegando de surpresa os usuários que necessitam do serviço.

Serviços on-line destacados

  • O portal oferece mais de 20 ferramentas digitais, incluindo:
  • Consulta Processual e Jurisprudência;
  • Peticionamento Eletrônico, Citações e Intimações no e-SAJ;
  • Custas Processuais, Depósitos Judiciais e Certidões;
  • Protetivas on-line, Malote Digital e Salas Virtuais.
  • Outros serviços incluem Atendimento Digital, Licitações e FAQ.

Ações e projetos


O site também lista iniciativas como Justiça Itinerante, Carta de Serviços ao Cidadão, NUPEMEC e programas como Lar Legal e Minhas Raízes.

Em contato, a assessoria de imprensa informou que, até o momento, não há como saber o que está acontecendo. Internamente, seguem tendo acesso enquanto estão logados na rede.

Para usuários externos, a página aparece como inexistente. A reportagem aguarda retorno e a matéria será atualizada assim que houver resposta.

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