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AMPLIAÇÃO

Penitenciária de Dois Irmãos ganhará mais 186 vagas em janeiro

As obras estão 78% finalizadas e unidade prisional terá 424 vagas no total; diretor-presidente da Agepen confirma mais quatro complexos sendo construídos em breve na capital

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A Penitenciária Masculina de Dois Irmãos do Buriti (PDIB), fundada em 2008, está com 78% das obras concluídas e deve ganhar mais 186 vagas em janeiro de 2025, projeto com investimento total de R$ 13 milhões do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) que começou em novembro do ano passado.

Hoje, a unidade prisional pode comportar até 238 presidiários, mas com a finalização das obras, a capacidade deve aumentar para 424 vagas. Além da adição de novas celas, o projeto também inclui a construção de módulo polivalente (destinado à práticas religiosas, culturais, educativas e esportivas), ampliação nas oficinas de trabalho, abrigos para visitantes (com 180 lugares) e novos alojamentos para os policiais penais (feminino e masculino).

O setor de saúde também foi integrado ao projeto, com adequações a serem feitas. Ademais, duas novas salas de aula serão erguidas, para melhorar as condições educativas e atendimentos médicos aos detentos.

Nessa última semana, autoridades da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) realizaram uma visita ao complexo e confirmaram que aqueles que estão trabalhando nas obras são presidiários, sendo supervisionada tecnicamente por uma empresa que venceu a licitação, além de acompanhada por técnicos da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

Ao todo, 46 trabalhadores estão ativos na obra e recebem cerca de R$ 1 mil (¾ de um salário mínimo) por participar da construção. Ainda segundo o divulgado, eles vão receber remição de um dia na pena a cada três dias trabalhados, como parte do processo de ressocialização.

Superlotação dos presídios de MS

Segundo dados divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) referentes ao primeiro semestre de 2023 (janeiro a junho), Mato Grosso do Sul tem uma população carcerária de 17.454 mil (16.340 homens e 1.114 mulheres) pessoas em cela física, além de 4.364 mil em prisão domiciliar.

Porém, ainda segundo a pesquisa, os presídios sul-mato-grossenses comportam apenas 9.259 vagas em 38 estabelecimentos prisionais registrados pela Agepen, sendo 8.380 para homens e apenas 879 para mulheres. Ou seja, considerando o número de vagas, MS tem um déficit prisional de 8.195.

Uma das formas de diminuir o número de presidiários em celas físicas é a utilização de tornozeleiras, do qual a Secretaria informa que há 3.366 custodiados (2.921 homens e 445 mulheres) pelo monitoramento tecnológico. Porém, a capacidade do equipamento no MS é de 3.297, ou seja, também havendo “superlotação” nas tornozeleiras eletrônicas.

Durante a visita à obra de ampliação da Penitenciária de Dois Irmãos, o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, afirmou que há um projeto avançado para a construção de quatro novas unidades prisionais em Campo Grande, do qual deve somar, juntas, cerca de 1.600 novas vagas para presos, com investimento total de R$ 60 milhões.

Além disso, o Presídio de Trânsito da capital também deve ser ampliado, recebendo 136 novas vagas, mas ainda em fase de demandas burocráticas e idealização do projeto.

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Cidades

Corpos de adolescentes são encontrados em córrego de MS

Casal estava desaparecido há 5 dias; suspeita é de afogamento

03/04/2025 09h13

Corpos de adolescentes são encontrados em córrego de MS

Corpos de adolescentes são encontrados em córrego de MS Fronteira Agora

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Dois adolescentes que estavam desaparecidos há uma semana, foram encontrados mortos por um morador, em uma propriedade rural no município de Sete Quedas - localizado a 469,5 km de Campo Grande. 

O corpo da adolescente de 13 anos identificada como Mara Beatriz foi localizado na última terça-feira (1°), parcialmente submerso em um trecho estreito do córrego Lagoa do Sapo, em estado avançado de decomposição e com o rosto desfigurado.

Já o corpo do rapaz de 15 anos, foi encontrado na manhã desta quarta-feira (2), a aproximadamente 150 metros do primeiro. A polícia agora apura as circunstâncias das mortes, no entanto, o trabalho pericial pode ser dificultado pelo avançado estado de deterioração dos corpos. 

Uma das hipóteses investigadas pela polícia é a de afogamento, já que a região costuma acumular água durante os períodos de chuva forte. Além do fato de que o menino estava somente de cueca e a menina estava com roupas leves

Os adolescentes, que eram namorados, haviam sido vistos pela última vez no dia 26 de março. Segundo familiares, sempre que podiam, estavam juntos.

“Vamos instaurar um inquérito para investigar detalhadamente os fatos. Precisamos aguardar os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias das mortes e confirmar as identidades oficialmente. O estado dos corpos, porém, representa um desafio adicional para o trabalho investigativo”, afirmou ao portal o delegado Raul Henrique, responsável pelo caso.
 

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Com hospitais superlotados, Campo Grande busca ampliar leitos

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, filas de espera se formaram em razão de todas as 1,3 mil vagas disponíveis em unidades da cidade estarem ocupadas

03/04/2025 09h00

Pacientes aguardam por atendimento na UPA Leblon; na tarde de ontem não havia demora tão grande quanto em outros dias

Pacientes aguardam por atendimento na UPA Leblon; na tarde de ontem não havia demora tão grande quanto em outros dias Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Para suportar a alta demanda por atendimentos nos hospitais de Campo Grande, a prefeitura pretende ampliar o número de leitos, que atualmente se encontram todos ocupados. A ideia é conseguir mais 50 leitos de unidades filantrópicas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). 

Em entrevista coletiva ontem, a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite Melo, informou que a situação é de emergência.

“Nós temos deficit de leitos, nós estamos em uma emergência de vírus respiratórios, que causam as doenças respiratórias, e continuamos com o problema. Hoje, nós temos aproximadamente 1,3 mil leitos e eles estão todos ocupados, por conta de cirurgias eletivas e do alto registro de acidentes”, disse a titular da Sesau.
A falta de leitos resulta em uma fila de espera cada vez maior na Capital.

Até esta quarta-feira, de acordo com a Sesau, 213 pessoas aguardavam por internação em Campo Grande, sendo 195 adultos e 18 crianças, entre pacientes da Capital e do interior do Estado.

Para resolver essa situação crítica, a Sesau informou, em nota, que está atualmente em tratativas com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para “consultar a viabilidade de firmar aditivos aos convênios já existentes com hospitais filantrópicos para uma possível ampliação do quantitativo de leitos de internação disponíveis ao SUS em Campo Grande em mais 50 leitos”.

Uma dessas opções poderia ser a Santa Casa de Campo Grande, no entanto, conforme já informado pelo Correio do Estado, o hospital vem passando por um aumento acentuado no número de pacientes no pronto-socorro, deixando a instituição a um passo de fechar totalmente para novos pacientes, em função da superlotação.

De acordo com o informado pela diretoria técnica da Santa Casa, o setor de urgência e emergência está operando atualmente muito além de sua capacidade máxima.

O setor, originalmente projetado para acomodar 13 leitos, chegou a ter 87 pacientes internados em março, segundo informado pela comunicação do hospital.

A unidade de urgência e emergência do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) também tem contado, nas últimas semanas, com número de pacientes acima da capacidade instalada, com muitos adultos com doenças que necessitam de tratamento clínico (não cirúrgico).

UPAS

A superlotação também acontece nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Campo Grande, que foram pauta da primeira reunião do Centro de Operações de Emergências de Saúde Pública (COE).

De acordo com a prefeitura da Capital, 36 equipes volantes estão empenhadas para ampliar o número de profissionais dentro das unidades de saúde.

A atuação das equipes tem como objetivo desafogar a superlotação das UPAs. Apesar de atenderem, em média, 3,6 mil pessoas, as equipes já contribuíram no atendimento de 5 mil pessoas por dia.

A reportagem do Correio do Estado esteve presente ontem nas UPAs Coronel Antonino e Leblon, que normalmente atendem a uma grande demanda, para averiguar o fluxo de pacientes.

Conforme observado, as unidades estavam cheias, porém, não superlotadas, e o fluxo de atendimento estava ocorrendo sem grandes esperas, segundo os pacientes.

Esperando atendimento na UPA Leblon, Sebastiana Mendes, de 68 anos, relatou que procurou a unidade em função da falta de médicos em um posto de saúde próximo à sua casa.

“Está demorando muito no atendimento, na Unidade de Saúde do Santa Emília, onde eu moro, a gente não consegue ser atendido porque não tem médico, precisa marcar consulta com antecedência de meses”, disse.

PARTICULARES

O problema, porém, não se resume aos hospitais públicos. A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com hospitais particulares de Campo Grande, que, segundo a Sesau, também estão enfrentando problemas de superlotação em função do aumento de casos de doenças respiratórias.

Conforme informou o Hospital Cassems de Campo Grande, a instituição está trabalhando acima da sua capacidade operacional, com 100% dos leitos ocupados. 

“A alta demanda é reflexo do atual surto de doenças respiratórias que atinge nossa cidade. Diante desse cenário, estamos empenhados em ampliar nossas equipes para melhor atender a todos os pacientes.

Reforçamos, ainda, a importância de manter a vacinação contra a gripe em dia, como medida essencial de prevenção”, afirmou a Cassems, em nota.

O Hospital da Unimed também destacou que, nas últimas semanas, registrou um aumento significativo no número de atendimentos no pronto atendimento pediátrico e adulto em Campo Grande, principalmente em função de doenças respiratórias.

“Ressaltamos que, normalmente, esse aumento acontece com a chegada do outono. Em relação à taxa de ocupação, informamos que não há falta de leitos, mas, quando necessário, fazemos uma dinâmica de giro de atendimentos para atender a todas as demandas dos pacientes”, declarou a Unimed, em nota.

Saiba

A reunião do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) contou com a presença da prefeita Adriane Lopes e da secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, além de autoridades da área da saúde, Ministério Público de Mato Grosso do Sul e Defensoria Pública de MS.

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