Cidades

Apreensão

Perseguição termina com apreensão de 1,5 tonelada de maconha em MS

Motorista foge da PRF, abandona caminhonete em milharal e desaparece após cerco policial em Caarapó

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Uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de aproximadamente 1,5 tonelada de maconha nesta terça-feira (16), na BR-163, no município de Caarapó, em Mato Grosso do Sul. O motorista responsável pelo transporte da droga conseguiu fugir e, até o momento, não foi localizado.

De acordo com as informações apuradas, equipes da PRF realizavam fiscalização de rotina na rodovia quando suspeitaram de uma caminhonete que trafegava com aparente excesso de peso.

Ao receber ordem de parada, o condutor desobedeceu e iniciou fuga em alta velocidade, dando início a uma perseguição.

Após alguns quilômetros de acompanhamento tático, o suspeito saiu da pista e invadiu uma plantação de milho às margens da rodovia. Em seguida, abandonou o veículo e fugiu a pé, utilizando a vegetação como esconderijo. Apesar das buscas realizadas na região, ele não foi encontrado.

Dentro da caminhonete, modelo MMC/L200, os policiais localizaram grande quantidade de maconha, totalizando 1.540 quilos do entorpecente. Além da droga, também foram encontradas as placas originais do veículo, levantando suspeitas de possível adulteração.

O veículo e a carga ilícita foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Caarapó, onde o caso foi registrado. A polícia agora investiga a origem e o destino da droga, além de tentar identificar o motorista que conseguiu escapar.

Consórcio Guaicurus

Juiz muda de ideia e libera os R$ 46 milhões para "manutenção do transporte coletivo"

De acordo com o juiz Eduardo Lacerda, não há mais perigo de movimentação financeira indevida ou ocultação de valores devido à determinação da intervenção no Consórcio Guaicurus

17/06/2026 17h25

Intervenção no Consórcio Guaicurus foi determinada na última terça-feira (16)

Intervenção no Consórcio Guaicurus foi determinada na última terça-feira (16) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, voltou atrás da decisão que bloqueava R$ 46 milhões das contas das empresas que integram o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público de Campo Grande. 

Na decisão assinada na tarde desta quarta-feira (17), o juíz determinou a liberação dos valores bloqueados para que sejam usados na "manutenção adequada dos serviços públicos de transporte coletivo". 

Além disso, os bens não podem ser utilizados pelos antigos administradores, bem como por empresas ligadas ao grupo, ficando autorizada somente a movimentação pelos interventores nomeados pela Prefeitura de Campo Grande. 

O descumprimento da determinação pode gerar responsabilização civil e criminal. 

A pedido da ação popular, interposta por Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista, o juíz determinou o bloqueio dos valores em dinheiro ou ativos financeiros existentes nas contas bancárias das empresas Viação Campo Grande, Viação Cidade Morena, Viação São Francisco e Jaguar Transportes Urbanos, as quais compõem o Consórcio Guaicurus.

No entanto, na decisão de hoje, o juiz considerou que o decreto de intervenção, que foi publicado também na última terça-feira, já foi o suficiente para inibir risco de movimentação financeira ou ocultação de valores por parte dos administradores afastados. 

Além disso, o juiz ainda teceu elogios à prefeita Adriane Lopes (PP) pela "corajosa decisão de intervenção".

"Percebo que a atual Prefeita é permanentemente vítima de preconceitos historicamente direcionados às  mulheres que ocupam posição de liderança, além de machismo e misoginia (nunca se viu alguém tão perseguido na imprensa, por tudo e por qualquer coisa), mas ao decretar a intervenção nos precários serviços de transporte coletivo, a Prefeita teve a coragem que muitos homens não tiveram, já que este problema se arrasta há muitos anos. O que lhe cabe agora, com a intervenção e todas as suas consequências, é atuar de forma implacável na construção de um novo modelo de transporte coletivo que atenda às exigências de qualidade exigidas pela coletividade Campo-grandense, e o Poder Judiciário também atuará neste intento", diz em trecho do documento. 

Intervenção

Na manhã de ontem (16), a Prefeitura de Campo Grande publicou, na edição do Diário Oficial (Diogrande), o decreto A intervenção na concessão do transporte coletivo de Campo Grande, executado pelo Consórcio Guaicurus, decretada nesta terça-feira (16) pela prefeita Adriane Lopes (PP) não irá trazer alterações para usuários e funcionários durante o período de 180 dias.

O interventor Aléxandre Adriano Lisandro de Oliveira explicou que o primeiro passo será fazer um diagnóstico mais aprofundado sobre a situação do Consórcio Guaicurus e a prestação do serviço, para que ao fim do prazo a prefeitura possa tomar uma decisão "correta e acertada".

Além de Aléxandro, que já ocupou o cargo de diretor de regulação e fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (MT), também fazem parte da equipe de intervenção o economista e consultor empresarial Rodolfo Bahiense Fernandes, como interventor administrativo-financeiro; Alexandre Souza Moreira será o interventor jurídico, ele ocupa cargo de confiança na Agetran e é chefe da Junta Administrativa de Recursos de Infrações e Transportes; e Robson Tadeu Pereira, como interventor operacional.

De acordo com Adriane, como foi proposta uma intervenção pacífica, a equipe nomeada irá atuar promovendo a troca da diretoria das empresas que formam o Consórcio para uma avaliação financeira e orçamentária e para entender se houve e quais os problemas surgiram no decorrer dos anos de concessão.

Oliveira explicou que a intervenção é um procedimento legal, previsto para contratos de concessão de serviços públicos em crise e que, no caso do Consórcio Guaicurus, foi feito um levantamento que concluiu que havia a necessidade de entrar com a intervenção para buscar informações dentro de dentro da empresa.

Ele acrescentou que a intervenção funciona como uma nova gestão, com novos diretores entrando de forma temporária. Essa equipe terá acesso a documentos e poderá avaliar todos os dados, sem restrições. 

No período, toda a gestão ficará a cargo dos interventores, que também serão responsáveis pela folha de pagamento, manutenção do sistema, diesel, dentre outros.

Ao término da intervenção, a prefeita, em vista do relatório final dos interventores e do resultado do procedimento administrativo, decidirá sobre: o encerramento da intervenção e a devolução do serviço à atual gestão do Consórcio, com ou sem condicionantes; a aplicação de sanções contratuais cabíveis; a decretação da caducidade da concessão, mediante processo administrativo específico; e a adoção de outras medidas administrativas e judiciais pertinentes.

Colaborou João Pedro Flores

Segurança Pública

MS registra queda na criminalidade, mas insegurança ainda preocupa

Redução de homicídios, roubos e crimes sexuais marca início de 2026, porém números ainda expõem fragilidades na segurança pública

17/06/2026 17h14

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul registrou queda nos principais indicadores criminais entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A redução atinge crimes contra o patrimônio, homicídios e crimes sexuais, tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado, refletindo o impacto das ações integradas das forças de segurança.

Em Campo Grande, os homicídios dolosos caíram de 71 para 51 casos em comparação com o mesmo período de 2025, uma redução de 28,2%.

Os registros de estupro também apresentaram queda, passando de 295 para 246 ocorrências (-16,6%), enquanto os casos de estupro de vulnerável recuaram de 245 para 179 (-26,9%).

Os crimes patrimoniais seguem a mesma tendência. Os roubos diminuíram 23%, passando de 691 para 532 registros. Já os furtos tiveram redução mais tímida, de 6,1%, com 6.324 ocorrências neste ano contra 6.735 no período anterior. Nos furtos em residência, a queda foi praticamente simbólica: apenas 0,3%.

No cenário estadual, os dados mantêm o mesmo comportamento. Os casos de estupro caíram 14,4%, de 1.014 para 868 registros, e os estupros de vulnerável tiveram redução de 16,4%.

Os roubos registraram uma das quedas mais expressivas, com recuo de 21,7%, passando de 1.175 para 920 casos. Os furtos diminuíram 6,5%, enquanto os registros de violência doméstica apresentaram leve retração de 2,7%.

Apesar dos números positivos, vale alertam que a redução não significa, necessariamente, uma melhora perceptível na sensação de segurança da população.

Crimes como furtos, que ainda somam milhares de ocorrências, e a violência doméstica, que permanece com índices elevados, mostram que a criminalidade continua presente no dia a dia.

Além disso, há preocupação com possíveis subnotificações, especialmente em crimes sensíveis como estupro e violência doméstica, onde muitas vítimas ainda não procuram as autoridades.

Outro ponto é que quedas percentuais, embora relevantes, partem de bases historicamente altas, o que exige cautela na leitura dos dados.

Na prática, para grande parte da população, a rotina ainda é marcada pelo medo, pela insegurança e pela percepção de que os avanços, apesar de reais, ainda estão longe de representar uma mudança estrutural no cenário da segurança pública.

Enfrentamento ao tráfico de drogas

Outro ponto de destaque é o combate ao tráfico de drogas. Entre janeiro e maio de 2026, foram apreendidas 238,5 toneladas de entorpecentes no Estado, um aumento de 21,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Campo Grande, o crescimento foi ainda maior: 25,6%, com cerca de 27 toneladas recolhidas.

As apreensões reforçam o papel estratégico de Mato Grosso do Sul como corredor do tráfico internacional, especialmente por sua extensa faixa de fronteira.

No entanto, o aumento no volume de drogas apreendidas também levanta um alerta: quanto maior a apreensão, maior pode ser o fluxo tentando atravessar o Estado.

O governo estadual atribui os resultados às ações integradas da segurança pública. Ainda assim, os dados revelam que, embora haja avanços, a criminalidade segue presente no cotidiano da população e a redução estatística, por si só, não garante tranquilidade nas ruas.

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