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Pesquisador sul-mato-grossense é eleito para a Academia Brasileira de Hagiologia

O professor-doutor Fábio do Vale ocupará a Cadeira nº 22, da Patronesse Santa Teresinha do Menino Jesus

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Responsável por estudar e divulga o conhecimento sobre santos, candidatos à santidade, movimentos messiânicos e outras manifestações sagradas da Igreja Católica Apostólica Romana, a Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI), em consonância com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e com o Vaticano, elegeu o professor-doutor sul-mato-grossense Fábio do Vale para ocupar a sua 22ª cadeira, de um total de 40.

Com sede em Fortaleza, capital do Ceará, a ABRHAGI tem como atividades a realização de pesquisas, publicações de livros e revistas e a organização de cursos, palestras e congressos sobre o tema. Na prática, a Academia estuda os fatos extraordinários para - havendo correspondência canônica e litúrgica - iniciar os processos de canonização em todo o território nacional. 

Além de quantificar, auxiliar e promover essas questões iniciais de forma biográfica, a ABRHAGI também contribui com o início de possíveis causas bem como o monitoramento das que tão em andamento. Hoje, o Brasil tem 37 santos, 54 bem-aventurados, 31 veneráveis e 88 Servos de Deus, números que revelam a riqueza da santidade florescida em solo brasileiro e seu potencial de evangelização a partir das atividades extraordinárias que obtiveram em vida. 

Em entrevista ao Correio do Estado, o campo-grandense Fábio do Vale informou que a posse dos novos acadêmicos está marcada para o dia 11 de fevereiro de 2026, durante missa solene na sede da Academia. “Sou pesquisador da vida e da obra do Missionário Salesiano Padre João Crippa. Em 2025, recebi a Medalha Legislativa São Carlos Acutis concedida pela Câmara Municipal de Campo Grande pelos méritos e empenhos para com a juventude católica campo-grandense”, declarou.

Aluno da Escola Diaconal São João Paulo II, da Arquidiocese de Campo Grande, ele é graduado em Letras e Pedagogia, além de graduando em Teologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Também é membro efetivo da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), onde ocupa a cadeira nº 14, e pós-graduado em Teologia. 

O pesquisador é doutor e pós-doutor em Estudos de Linguagem pelo PPGEL/FAALC, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), sendo que ainda realizou ainda outros dois pós-doutorados pela USP, no Programa Interunidades em Integração da América Latina da ECA, e pela UFSC, no Programa de Relações Internacionais. 

Atualmente, Fábio do Vale atua como diretor-acadêmico da Faculdade Insted e é coordenador de Pesquisa e Iniciação Científica e editor-chefe da revista científica RECAM. Ainda é pesquisador visitante da UFMS no projeto sobre a Rota Bioceânica e integra a Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), bem como o Núcleo de Estudos Culturais Comparados (NECC/UFMS) e o NAV(r)E da UEMS/CNPq, atuando nas áreas de Literatura Comparada, Estudos da Linguagem, Educação, América Latina e Estudos Culturais. 

Ele ainda é pós-graduado em Tecnologias e Educação a Distância, docência no Ensino Superior, Educação Especial e Neuropsicopedagogia, tem ampla experiência docente nos segmentos universitário, colegial e pré-vestibular. Foi diretor de Cultura da União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (2018–2021) e participou, a convite do Vaticano, do Congresso do CELAM em Bogotá, contribuindo com o debate sobre a linguagem simbólica da cultura popular.

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Ciência

Militar é o primeiro de MS a receber medicamento brasileiro que pode devolver os movimentos

A primeira cirurgia para o caso aconteceu nesta quarta-feira (21), no Hospital Militar de Campo Grande

21/01/2026 18h00

Procedimento foi realizado no Hospital Militar de Campo Grande nesta quarta (21)

Procedimento foi realizado no Hospital Militar de Campo Grande nesta quarta (21) Álvaro Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Um rapaz de 19 anos é o primeiro paciente de Mato Grosso do Sul a receber o medicamento Polilaminina, uma medicação em fase de experimentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que funciona como um estímulo para o corpo, com o objetivo de recuperar nervos que foram cortados ou machucados em um acidente. 

O jovem, identificado apenas como Luiz, foi atingido por um tiro acidental no pescoço no final do ano de 2025, causando uma lesão medular grave que o deixou sem o movimento dos membros inferiores e superiores, conhecido como tetraplegia. 

O paciente esteve sob acompanhamento médico especializado desde então, mas não respondeu aos tratamentos convencionais, motivo pelo qual a família procurou outras medidas que poderiam levar a soluções eficazes. 

O advogado responsável pelo caso do jovem, Gabriel Traven Nascimento, explicou ao Correio do Estado que o processo de liberação ou não do medicamento pela Anvisa demanda cerca de 45 dias, o que é um problema devido à grande janela de tempo. 

"Quanto mais rápido o paciente tiver acesso ao medicamento, mais chances ele tem de responder ao tratamento com maior eficácia. Nós fizemos o pedido para a liberação da Anvisa, mas eu avisei a família que a chance de aprovação seria bem pequena, já que era o primeiro caso em Mato Grosso do Sul", contou. 

Gabriel também enviou um requerimento à União, como forma de também acelerar o andamento do pedido. O deferimento do processo pela União veio logo após a liberação do uso da Polilaminina pela Anvisa, cerca de uma semana depois. 

"Por sorte, nos atenderam bem rápido, o que garantiu que a cirurgia pudesse ser feita, como mais uma alternativa de tratamento para o jovem. Tivemos nesta quarta-feira uma reunião com representantes do Rio de Janeiro sobre o procedimento e foi um sucesso, com a cirurgia acontecendo logo em seguida. Esse é o primeiro caso no Mato Grosso do Sul", explicou à reportagem. 

O procedimento

A cirurgia foi realizada nesta quarta-feira (21) no Hospital Militar de Campo Grande, por volta das 9h30 da manhã e levou cerca de 40 minutos. 

O médico responsável pelo procedimento, o Dr. Wolnei Marques Zeviani, explicou ao Correio do Estado que o medicamento é proveniente de uma proteína, a laminina, que tem a função de dar sustentação na membrana basal celular. 

"A polilaminina é aplicada diretamente na medula espinhal do paciente, guiada por uma radioscopia. É como se fosse um raio-x que fazemos em tempo real da medula espinhal. Através desse raio-x, injetamos a agulha na medula espinhal e introduzimos cerca de 1 ml dessa substância. A função dessa substância no tecido neural é dar suporte para que os neurônios consigam crescer os seus axônios na região medular", explicou. 

Para o médico, o ideal é que o procedimento seja feito em pacientes que tenham sofrido a lesão a poucas horas, em estado inicial, o que traria melhor resultado do tratamento, já que o medicamento também auxilia na redução do processo inflamatório. 

"Se nós conseguimos bloquear esse processo inflamatório, que é aplicando nas primeiras horas, o resultado é melhor. Então, o ideal seria nós aplicarmos em todos os pacientes em até 10 dias. Nem sempre isso é possível, mas até aqueles pacientes que receberam numa fase um pouco mais tardia, que seria em alguns meses, também tiveram resultados satisfatórios". 

O paciente já deve ser liberado amanhã (22) e os resultados podem ser observados no período de 3 a 18 anos. 

É do Brasil!

A Polilaminina é um fármaco desenvolvido pela professora Tatiana Coelho de Sampaio em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , após 20 anos de pesquisa. Ele é produzido a partir de uma proteína retirada da placenta, a laminina, e tem apresentado resultados satisfatórios em testes com animais e voluntários que sofreram acidentes graves e perderam os movimentos. 

A Anvisa autorizou o início dos estudos clínicos do antídoto no dia 05 de janeiro e será realizado em cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, que possuam lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10. 

O Dr. Zeniani ressalta que a melhora depende de cada paciente. A maioria dos que realizaram o procedimento dentro do grupo de avaliação teve uma melhora funcional promissora mas nem todos tiveram uma melhora completa. 

"O paciente que mais teve resultado, teve uma melhora de cerca de 95%. Ele ainda tinha dificuldade nas mãos. O medicamento ajuda a reconstruir o axônio, que transmite os impulsos nervosos. Se no local da medula onde há a lesão tem, também, uma lesão da inervação do corpo celular, ele não melhora" explicou. 

Para ele, o esperado é que os resultados em todos os pacientes sejam consideráveis. 

"Devem ser observados resultados em pacientes que não conseguem ficar sentados porque caem para frente, ou em um paciente que tenha perdido funções urinárias, por exemplo. É variável, nem sempre os pacientes vão conseguir voltar a andar completamente, mas as melhoras já vão trazer uma qualidade de vida muito melhor". 

Contrabando

Motorista de ambulância é flagrado vendendo Tirzepatida, caneta emagrecedora em MS

Em conversa com a polícia, o suspeito informou que adquiria o remédio para emagrecer no Paraguai; fazia divulgação da venda por meio das redes sociais

21/01/2026 17h24

Imagem Divulgação

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Um homem identificado como J.A.S., de 42 anos, foi preso nesta quarta-feira (21), após a polícia receber denúncias de que ele vendia canetas emagrecedoras em Brasilândia, município localizado a 363 quilômetros de Campo Grande.

Chegou ao conhecimento das autoridades que o suspeito adquiria medicamento similar ao Mounjaro fora do país para posterior comercialização no município. Usando, inclusive, as redes sociais para vender o produto.

A equipe policial iniciou diligências e localizou o suspeito em uma via, conduzindo uma motocicleta Honda Biz.

Durante a abordagem, ao verificarem o compartimento da Biz, os policiais localizaram o medicamento Tirzepatida T.G., de procedência paraguaia, cuja importação e revenda são proibidas no Brasil.

Em conversa com a equipe, ele confessou que comprava o produto no Paraguai para revender em território nacional, sem possuir autorização dos órgãos sanitários competentes.

Ainda conforme a polícia, as seringas estavam preparadas, sem qualquer indicação de controle sanitário ou procedência, o que coloca em risco a saúde pública.

Diante da situação, ele foi preso em flagrante e levado à delegacia, onde deve responder pelo crime de contrabando, que, conforme o artigo 334-A do Código Penal, prevê pena de dois a cinco anos de prisão.

Imagem Divulgação

Contrabando na mira

Com o aumento das apreensões das popularmente conhecidas canetas emagrecedoras nas rodovias do Estado, vindas do Paraguai, autoridades policiais estão fechando o cerco ao contrabando.

Em 2025, conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), foram apreendidas mais de 3 mil caixas desse tipo de produto, cada uma contendo, em média, quatro unidades do medicamento.

Na primeira quinzena de 2026, 189 caixas foram apreendidas nas rodovias, o que indica que o crime segue tentando furar barreiras e entrar no país com produtos contrabandeados.

Participam da ação equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv).

Primeira apreensão de 2026

Durante uma abordagem feita por equipes do BPMRv na rodovia MS-386, na primeira quinzena deste ano, em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã, os policiais encontraram os produtos ocultos no estepe de um veículo.

Com o aumento desse tipo de crime, segundo informou o comandante do BPMRv, tenente-coronel Vinícius de Souza, houve a intensificação das fiscalizações nas rodovias estaduais, especialmente nos trechos próximos à fronteira.

Além das ações relacionadas à segurança viária, as equipes também estão enfrentando crimes fronteiriços, que resultaram na identificação e interceptação do transporte irregular de medicamentos.

O comandante do DOF, tenente-coronel Wilmar Fernandes, afirma que a apreensão das canetas emagrecedoras ocorre, em sua maioria, durante o combate a crimes fronteiriços que envolvem contrabando e descaminho.

Wilmar Fernandes ainda frisou que os produtos ilegais estão sendo transportados junto com outras mercadorias, como eletrônicos, perfumes e cigarros.

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