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Pintura moderna: grafite deve harmonizar com a decoração

Pintura moderna: grafite deve harmonizar com a decoração

TERRA

30/05/2012 - 01h00
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O grafite começou como uma arte pública, feita nas ruas, à vista de todos. Aos poucos, no entanto, ganhou espaços privados. Primeiro, foram as paredes de empresas e lojas descoladas. Agora, os traços marcantes dessa expressão artística marcam presença em residências, mas sempre harmonizando com o ambiente em volta.
É importante que o desenho não brigue com a decoração. A arquiteta Andréa Hermes, do

Atelier de Arquitetura, conta que, em um projeto que fez, deu total liberdade aos artistas, mas só colocou uma restrição: as cores seriam as que ela escolhesse, para que combinassem com o resto dos objetos. A artista Erica Mizutani, por sua vez, afirma que a maioria dos clientes lhe dão liberdade total de trabalho, mas quase sempre ditam coordenadas sobre os tons. “Respeito o ambiente, e decorações mais intensas pedem menos contrastes, já as mais sóbrias permitem ousadias”, afirma a artista.

O designer Alê Ferro conta que, na Casa Cor, fez um ambiente que era o quarto grafitado de um adolescente. Desde então, passou a ser procurado para deixar sua marca na residência das pessoas. Ele fala que o trabalho é um pouco diferente daquele feito em ambientes públicos. “Na rua, a tinta e o tempo são meus, e a obra é para a cidade.” Como muitos clientes pedem desenhos baseados em coisas que o grafiteiro já fez, também há algumas adaptações para o cômodo. Já os materiais são os mesmos do grafite ao ar livre: tinta latex, spray e caneta.

Ferro diz que é muito chamado para fazer coisas para crianças. “Meu traço é mais divertido, atende bem a esse público”, conta. Nesses casos, ele evita tintas que tenham cheiros mais fortes. Erica Mizutani, por outro lado, identifica casais jovens, alguns com filhos, como os maiores clientes. “Faço os trabalhos geralmente na sala de estar, sala de jantar e no hall de entrada”, afirma. Ela desenha com pincel e prefere tinta acrílica, pois “as cores ficam mais firmes e duradouras”.

O suporte também é levado em conta. Segundo Andréa Hermes, o custo do grafite não é baixo e, por isso, é mais fácil convencer o cliente a ter uma obra em casa quando ela não é feita na parede, mas sim em uma tela ou uma lona, que podem ser movimentadas. Os suportes móveis, por exemplo, possibilitam que o desenho seja levado para uma nova casa quando a pessoa se muda.

Tanto Erica Mizutani quanto Ferro destacam que as pessoas os procuram porque já conhecem seus trabalhos e estilos. Quem quiser ter um desenho em casa, portanto, deve escolher um artista de que goste, até porque, como diz o designer, “o grafite é que nem uma tatuagem na casa, a pessoa vai ver todos os dias”.
 

Itamaracá

Homem morre três dias após ser baleado em Campo Grande

Irmã disse que ele foi atingido por três tiros na sexta-feira e morreu nesta segunda, horas após receber alta hospitalar

27/07/2026 17h32

Homem morreu em casa, no Jardim Itamaracá

Homem morreu em casa, no Jardim Itamaracá Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Deivid Nascimento Zaghi, 33 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (27), em sua residência no Jardim Itamaracá. Segundo familiares, ele foi atingido por três tiros na última sexta-feira (24).

Segundo a irmã da vítima, Flávia Nascimento Zaghi, 37 anos, o homem era detento do regime semiaberto e cumpria pena no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.

Ainda segundo a irmã, na última sexta-feira ele teria se envolvido em uma briga em uma bar, onde foi atingido por três tiros. Na ocasião, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Deivid recusou socorro.

Depois do episódio, ele saiu de casa e a última mensagem que mandou para a família foi uma foto, de visualização única, onde mostrava uma das pernas roxa.

A família só descobriu o paradeiro do homem na noite de sábado (25), quando um funcionário da Santa Casa de Campo Grande teria ligado informando que ele estava internado na ala vermelha do hospital e solicitando a presença de um familiar.

Na manhã desta segunda, ele recebeu alta hospitalar e foi para casa, onde morreu horas depois.

A irmã informou que Deivid já havia sofrido outras quatro tentativas de homicídio. Ele ainda era usuário de drogas e fazia uso de remédios controlados. Flávia não soube informar por qual crime o irmão cumpria pena.

O delegado Christian Duarte Mollinedo compareceu ao local para realizar os primeiros levantamentos, mas não deu declarações à imprensa, justificando que há limitações devido ao período eleitoral. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Investigação

MPMS apura corte de quase 100 hectares de vegetação nativa no Pantanal

Inquérito investiga supressão a corte raso em propriedade rural de Corumbá; área teria sido desmatada sem autorização ambiental.

27/07/2026 16h52

achada do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apura a supressão de quase 100 hectares de vegetação nativa no Pantanal.

achada do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apura a supressão de quase 100 hectares de vegetação nativa no Pantanal. Foto: Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apura a supressão a corte raso de 97,698 hectares de vegetação nativa do bioma Pantanal em uma propriedade rural localizada no município de Corumbá.

A investigação consta na pauta de julgamento do Conselho Superior do MPMS publicada no Diário Oficial da instituição. O caso tramita por meio do Inquérito Civil nº 06.2026.00000450-6, conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Corumbá. 

Conforme o documento, o procedimento busca a adoção de providências para sanar os danos decorrentes da supressão da vegetação registrada no interior da Fazenda Recreio, identificada pela matrícula nº 33.765 e pelo cadastro ambiental rural CARMS0015168.

O Diário Oficial aponta que os 97,698 hectares de vegetação nativa teriam sido suprimidos sem a devida autorização ambiental, em desacordo com as normas legais e regulamentares aplicáveis. 

A dimensão da área investigada equivale a aproximadamente 137 campos de futebol, considerando como referência um campo oficial com cerca de 7,1 mil metros quadrados. Ao todo, os 97,698 hectares correspondem a aproximadamente 977 mil metros quadrados.

Auto de infração e laudo

A apuração não está baseada apenas na identificação da área. O procedimento mencionado pelo MPMS também faz referência ao Auto de Infração nº 014410/2023 e ao Laudo de Constatação nº LC018183/2023, documentos relacionados à ocorrência ambiental investigada.

No inquérito civil, consta como requerido Sérgio Serra Baruki, apontado no Diário Oficial como proprietário da Fazenda Recreio. O procedimento tem como objetivo buscar providências para sanar os danos decorrentes da supressão da vegetação.

O caso será analisado pelo Conselho Superior do Ministério Público, tendo como relator o conselheiro Silasneiton Gonçalves. A investigação integra uma série de procedimentos ambientais incluídos na pauta do colegiado. 

A inclusão do inquérito na pauta não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade. O procedimento serve para apurar os fatos e as medidas cabíveis diante do dano ambiental apontado nos documentos que deram origem à investigação.

Pantanal na mira das fiscalizações

O mesmo Diário Oficial revela outros procedimentos relacionados a possíveis danos ambientais em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

Entre eles está uma investigação sobre 103 hectares atingidos por incêndio em Coxim, incluindo áreas de preservação permanente, Reserva Legal e vegetação nativa. O MPMS também analisa casos envolvendo desmatamento em reserva legal, exploração de madeira sem autorização e outros danos ambientais. 

No caso da Fazenda Recreio, porém, chama atenção a extensão da vegetação diretamente mencionada no procedimento: quase 100 hectares de vegetação nativa do Pantanal.

A investigação deverá definir quais providências serão necessárias para reparar os danos apontados e verificar as circunstâncias em que ocorreu a supressão da vegetação.

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