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Plataforma do Governo Federal soluciona 7 em cada 10 reclamações de consumidores de MS

Qualquer cidadão pode registrar uma reclamação contra empresas cadastradas no site consumidor.gov.br

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O consumidor.gov.br, plataforma online para solução de conflitos de consumo, resolveu, em média, 78,08% das reclamações de consumidores do estado de Mato Grosso do Sul (MS). 

Os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) indicam que, somente neste ano, 11.051 reclamações foram finalizadas e o segmento do mercado que obteve maior índice de solução foi o de bancos, financeiras e administradoras de cartão, com 3.657 registros. 

Em segundo lugar, o setor com maior volume de reclamações solucionadas foi o de operadoras de telecomunicações (telefonia, internet e tv por assinatura), com 1.612 registros. Em seguida, está o setor de transporte aéreo (1.171).
 
Outro indicador positivo é que 98,56% das reclamações dos consumidores do estado foram respondidas pelas empresas por meio da plataforma, entre janeiro e outubro deste ano. Já entre os assuntos mais demandados, a liderança está com serviço aéreo, que, por sua vez, se encontra entre os três segmentos de mercado com maiores índices de reclamações solucionadas no Mato Grosso do Sul. 

Em relação ao perfil de problemas registrados na plataforma, o principal ponto é a dificuldade e/ou atraso na devolução de valores pagos, reembolsos e retenção de valores. No Mato Grosso do Sul, os homens são os que mais registram reclamações no Consumidor.gov, com 59,89%, enquanto as mulheres respondem por 40,1% das notificações.

Ao se considerar o panorama regional, no Centro-Oeste, a média de solução de reclamações chega a 77%, ficando na quarta posição no país. Nas três primeiras colocações, estão as Regiões Norte (78,26%); Sul (78,25%) e Nordeste, com 77,41%, respectivamente. 

 

Nacional

 

A plataforma Consumidor.gov.br permite a comunicação direta entre os consumidores e empresas para a solução de conflitos sobre produtos ou serviços adquiridos. O portal é gratuito e possibilita que os consumidores tenham a resolução de conflitos de forma rápida e desburocratizada. 

No âmbito nacional, a média de resoluções das reclamações registradas chega a 77,28%, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O montante de processos finalizados é de 6 milhões, no período de junho de 2014 até outubro de 2022. 

As principais reclamações são contra empresas bancárias, operadoras de telecomunicação e transporte aéreo, respectivamente. Os problemas mais frequentes são dificuldade/atraso na devolução e oferta não cumprida/serviço não fornecido. O prazo médio de resposta é de sete dias úteis e o índice de resposta é expressivo: 98% das ações. Atualmente, a plataforma tem 4 milhões de usuários cadastrados e conta com a participação de 1.265 empresas.

 

Como funciona

 

No Consumidor.gov.br, o registro de uma reclamação ocorre, exclusivamente, a partir da experiência individual do consumidor. Por meio da plataforma, o usuário registra sua reclamação e a empresa responde. Quem diz se a demanda foi respondida ou não, é o cidadão, tendo em vista que o processo é feito 100% online. 

O primeiro passo é verificar se a empresa está cadastrada no sistema do Governo Federal.  Após esta etapa, é necessário registrar a reclamação no site e, a partir daí, inicia-se a contagem do prazo de até 10 dias para a manifestação da empresa. Por fim, o consumidor poderá ter a chance de comentar a resposta, classificar a demanda como Resolvida ou Não Resolvida e, ainda, classificar o grau de satisfação.


Com informações de: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)

 

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Oportunidade

Detran-MS abre cadastro para instrutores de trânsito; veja como se inscrever

Candidatos aprovados integrarão banco de cadastro com validade de dois anos

16/07/2026 17h51

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) está com inscrições abertas para formar um cadastro de profissionais interessados em atuar como instrutores, coordenadores de cursos e colaboradores em ações de educação e segurança no trânsito. O prazo para participar segue até 31 de julho, e a inscrição deve ser feita exclusivamente por e-mail.

Os candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos, podendo ser prorrogado. O Detran-MS ressalta que até mesmo profissionais que já atuaram ou possuíam credenciamento anterior precisam realizar uma nova inscrição e apresentar novamente toda a documentação exigida.

Os interessados devem se inscrever por meio do ([email protected]), com todos os documentos digitalizados em formato PDF. Os interessados devem possuir: Carteira Nacional de Habilitação (CNH), currículo, diploma, histórico escolar e certificados de cursos, pós-graduações, palestras e eventos realizados nos últimos três anos.

O cadastro somente será efetivado após a confirmação do setor responsável por meio do e-mail encaminhado pelo candidato. A ausência de qualquer documento obrigatório impede a inclusão no banco de profissionais.

Para atuar como instrutor, é necessário ter idade mínima de 21 anos, ensino superior completo e formação compatível com a disciplina que pretende lecionar. Dependendo da área de atuação, também será exigida formação específica como Instrutor de Trânsito ou Instrutor Especializado.

Já candidatos com ensino médio completo poderão concorrer às funções de coordenação, apoio aos cursos e colaboração em programas, projetos e campanhas educativas promovidas pelo Detran-MS.

O cadastro contempla profissionais para ministrar cursos destinados a condutores de transporte coletivo de passageiros, transporte escolar, veículos de emergência, transporte de produtos perigosos e cargas indivisíveis. Também estão previstas atividades ligadas aos cursos de primeira habilitação, reciclagem de condutores infratores, formação de instrutores e capacitação de agentes de fiscalização de trânsito.

Cabe destacar que não há definição sobre a quantidade de profissionais que serão convocados, as cidades onde as atividades serão desenvolvidas nem os valores que serão pagos. As convocações ocorrerão conforme a necessidade do órgão e de acordo com a qualificação dos profissionais cadastrados.

Selecionados receberão incentivo financeiro pelas atividades desempenhadas. No entanto, a prestação dos serviços não gera vínculo empregatício com o órgão.

Degrau de cima

Operação Gutemberg: Gaeco investiga deputados e prefeitos

Parte da investigação do esquema de corrupção subiu para o Tribunal de Justiça por causa do envolvimento de autoridades com foro privilegiado em Mato Grosso do Sul

16/07/2026 17h32

Operação Gutemberg foi desencadeada em 7 de julho

Operação Gutemberg foi desencadeada em 7 de julho Paulo Ribas

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A investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) que apura esquema de corrupção envolvendo extorsão de gestores públicos em trocas de contratos fraudulentos de livros paradidáticos, alvo da Operação Gutemberg, subiu de patamar institucional ao encontrar indícios de participação de autoridades de foro por “prerrogativa de função”, também conhecido como foro privilegiado. 

O motivo é o envolviemnto de deputados estaduais e prefeitos no esquema. O juízo da 2ª Vara Criminal de Campo Grande declinou da competência e remeteu os autos ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), instituição onde devem ser processados prefeitos e parlamentares estaduais. 

O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que focava no esquema de corrupção liderado na Editora Avante e em sua controladora, a Família Jafar, expandiu-se após a análise dos dados bancários e telemáticos em poder dos promotores do Gaeco.

O documento mostra que as tratavas fraudulentas entre o ex-líder da Central de Regulação, Ed Carlo Britto Burgatt e o vendedor Gabriel Taquino indicam ligações a deputados estaduais que exerciam influência sobre determinados municípios para facilitar a contratação da editora. 

Burgatt, que tinha o poder de regular vagas e liberar cirurgias em Mato Grosso do Sul, forçava prefeitos a comprar os livros da Editora Avante, em troca, liberava as vagas e tudo indica que passava os pacientes destas cidades na frente da fila pelos procedimentos. 

A editora, por sua vez, vendia livros disponíveis no mercado - alguns aparentemente plagiados - em contratos milionários. Por tratar-se de obras paradidáticas, eram dispensadas de licitação (pois a legislação estabelece que obras de arte, artesanato ou literárias não precisam de licitação, por não ser possível a concorrência na aquisição do produto). 

Entre os nomes citados em diálogos interceptados e relatórios de inteligência como “padrinhos” de negociações ou articuladores políticos aparecem os deputados Paulo Corrêa (PL), Jamilson Name (PP), Mara Caseiro (PL) e o vereador de Campo Grande e ex-deputado Herculano Borges (Republicanos). 

As mensagens sugerem que assessores parlamentares faziam a ponte entre a organização criminosa e as administrações municipais para garantir a celebração de contratos milionários por inexigibilidade de licitação.

Emtre os crimes que podem ter sido praticados pela organização estão corrupção ativa, passiva, peculato e lavagem de capitais. 

O Gaeco identificou que a Editora Avante recebeu mais de R$ 27 milhões em contratos suspeitos com prefeituras de Mato Grosso do Sul, sendo que parte desse montante era sacada em espécie ou pulverizada em contas de familiares de agentes públicos para ocultar o rastro das propinas.

Extorsão

O aspecto mais cruel do esquema envolvia a extorsão direta contra prefeitos, utilizando a estrutura da Secretaria de Estado de Saúde. Ed Carlo Britto Burgatt, valendo-se de seu cargo de coordenador estadual de Regulação, condicionava o atendimento de pacientes à assinatura de contratos com a Editora Avante.

Em diálogos chocantes, Ed Carlo afirmava que, se o “acerto” não ocorresse, ele iria “trancar tudo” na regulação, deixando o município com “saúde zero”.

Gabriel Taquino endossava a pressão, sugerindo frases como “só opera se fechar (o contrato)” e alertando que, sem o contrato de livros, “vai morrer todo mundo”.

Quando o município de Nova Alvorada do Sul resistiu à contratação, a orientação foi drástica: “deixa o povo sem leito lá” e “suspende as cirurgias”.

Por outro lado, para os prefeitos que cediam, Ed Carlo, coordenador da Central Estadual de Regulação à época, prometia “resolver a vida” na saúde, garantindo vagas imediatas no sistema e cotas de centenas de milhares de reais em exames.

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