Cidades

NO PARAGUAI

Polícia estoura laboratório de
cocaína na busca por 'Minotauro'

Integrante de facção é apontado como assassino de policial de MS

RAFAEL RIBEIRO

26/03/2018 - 14h18
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A Polícia Nacional do Paraguai estourou, na manhã desta segunda-feira (26), um laboratório clandestino para refino e preparo de cocaína em Pedro Juan Caballero, cidade que faz pronteira seca com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

O local funcionava em casa apontada como um dos esconderijos de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o 'Minotauro', 32 anos, acusado de ser o principal mentor da execução do investigador da Polícia Civil Wescley Vasconcelos Dias, 37, no último dia 6, em Ponta Porã. 

As equipes policiais do país vizinho, junto de promotores e até juízes, rodaram também por outros endereços residenciais e comerciais de Celso Matos Espindola, nome falso usado pelo integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Em nenhum dos locais Minotauro foi encontrado.

Segundo a polícia paraguaia, foram apreendidos em uma das casas vários bidões de Hidróxido de Potássio, utilizado para o preparo da pasta base de cocaína, além de balança, várias caixas de ferramentas, macaco hidráulico e forno utilizado para preparo e cozimento da droga.

Durante as buscas, os policiais ainda descobriram um mini laboratório, construído no interior do lava a jato denominado “Espuma de Prata”, a menos de 500 metros da linha divisória com Ponta Porã. No local também havia um forno para cozimento da cocaína, além de terem sido apreendidos uma moto Kawasaki e um carro Polo, ambos com placas do estado de São Paulo e que seriam usados pelo integrantes da facção.

Em entrevista a jornais paraguaios, as autoridades daquele país disseram que continuarão as buscas por Minotauro e outros integrantes do PCC até que eles sejam presos e o assassinato do investigador seja solucionado. Não foi informado se detalhes dessa investigação paraguaia foram repassados à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ou se as autoridades brasileiras estão fazendo troca de informações.

tempo

Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%

Nova projeção aponta que o fenômeno será o mais forte desde 1950

11/09/2026 23h00

Foto: Ilustração Nottus/Divulgação

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A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10). 

A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950. 

O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. 

Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. 

Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

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