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Polícia investiga morte de casal como possível 10° feminicídio em MS

Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta próxima ao portão de sua casa, ao lado do corpo do ex-companheiro, Valdeci Caetano dos Santos

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Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta na noite de ontem (12), próxima ao portão de sua casa, localizada no município de Eldorado, com o corpo de Valdeci Caetano dos Santos caído ao lado, caso esse investigado como o possível 10° feminicídio registrado neste ano em Mato Grosso do Sul.

Distante aproximadamente 442 quilômetros de Campo Grande, o caso foi registrado no bairro chamado de Jardim Novo Eldorado, sendo investigado pela Polícia Civil agora como feminicídio seguido de suicídio. 

Conforme narrado pelas forças policiais, o acionamento da Polícia Militar aconteceu próximo de 23h50, com as informações iniciais apontando que Valdeci teria se dirigido até a casa da ex-convivente antes de supostamente cometer o crime. 

Comerciante local, o ex-companheiro é apontado como suspeito do caso e teria tirado a própria vida após a morte de Vera Lúcia, caso esse que passa a ser investigado como o 10° feminicídio do ano no Estado. 

Feminicídios em MS

Se comparado com o último ano, os feminicídios em Mato Grosso do Sul ainda apresentam uma tendência desenfreada, tendo em vista que o número de 10 mulheres mortas pelas mãos dos próprios companheiros neste 2026 chegou um mês antes dessa mesma marca em 2025. 

No ano passado, Simone da Silva, de 25 anos, foi a 10ª vítima de feminicídio, morta a tiros na frente dos filhos por William Megaioli da Silva, que chegou a se entregar para a polícia com a arma do crime em mãos. 

Já neste ano, o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

Antes de Vera Lucia, a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço, morta pelo namoraDo, Gilberto Jarson, de 50 anos, aparece como o nono feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste 2026. 

 

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DISPUTA POR MANSÃO

Secretaria publica vacância em cargo do fiscal morto por Bernal

Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com vacância se dando pela morte do servidor no último dia 24 de março

13/04/2026 10h57

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Através do Diário Oficial Eletrônico (DOE) de Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) anunciou nesta segunda-feira (13) a vacância para o cargo de fiscal tributário após a morte de Roberto Carlos Mazzini pelas mãos do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. 

Conforme o texto assinado pelo secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, fica declarada a vacância para o cargo de Fiscal Tributário Estadual na Sefaz. 

A resolução aponta que Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com a vacância se dando justamente pela morte do fiscal no último dia 24 de março.

Localizada na Rua Antônio Maria Coelho, número 3242, no Bairro Jardim dos Estados em Campo Grande, uma mansão que acumula dívidas de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) que chegam na casa de R$345 mil, foi palco da morte do fiscal. 

Sobre a mansão, vale destacar que a casa de 680 metros quadrados foi tomada pela Caixa e, após o arremate pelo leilão, estava nessa disputa de posse, sendo que Mazzini mantinha a  tinha a esperança de receber em torno de R$ 850 mil do ex-prefeito a título de aluguel mensal de R$ 24,1 mil retroativo a abril de de 2023, quando o banco tomou a casa de Alcides Bernal. 

Além disso, o valor do IPTU é alto, R$344.923,14, já que essa casa trata-se de uma construção antiga, com área construída localizada em área nobre da Capital, em um terreno de 1,4 mil metros  quadrados.

Para fins de comparação das dimensões dessa mansão, um terreno convencional, de 12 metros por 30, soma um total de 360 metros quadrados. 

Relembre

Como já abordado amplamente pelos noticiários locais, Roberto Carlos Mazzini chegou na residência junto de um chaveiro, identificado como Maurílio da Silva, antes das 13h. 

A morte do fiscal tributário, Roberto Carlos Mazzini, pelas mãos do ex-prefeito da Capital, Alcides Bernal, foi captada pelas câmeras de circuito interno privado que fazem o monitoramento da mansão. Nas mãos da polícia, devem ajudar a esclarecer os fatos na disputa por esse imóvel onde o crime foi registrado. 

Sendo que o portão social foi aberto por volta de 12h56, após conseguirem acesso ao imóvel, Roberto e Maurílio foram rumo à porta de entrada. Alcides Bernal teria chegado na mansão às 13h44.

"Pelas imagens de câmeras fornecidas pela empresa, o senhor Alcides Bernal chegou ao local em seu veículo, desceu do veículo já com uma arma de fogo, foi em direção à vítima, e efetuou dois disparos", cita o texto oficial do boletim de ocorrência. 

Em um primeiro momento, o crime envolvendo o radialista, vereador por dois mandatos e ex-prefeito, foi noticiado como uma recusa de Bernal em entregar o imóvel que em um primeiro pregão ainda em 2023 foi ofertado por R$3,7 milhões, mas ninguém se interessou. 

Posteriormente, a vítima Roberto Carlos Mazzini foi identificada como fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), considerado um dos cargos mais cobiçados do Executivo Estadual, acabou comprando a mansão quando o valor caiu para R$2,4 milhões.

Ainda em 24 de março, o ex-prefeito de Campo Grande justificou que matou a tiros fiscal tributário na tarde desta terça-feira (24), “para se defender”, com a defesa apontando que Bernal inclusive teria acionado os bombeiros e que "não sabia da morte". 

 

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VOTAÇÃO

Câmara vota projeto que garante merenda adaptada para alunos com necessidades especiais

Entre elas estão: Transtorno do Espectro Autista (TEA), anemia, intolerância à lactose, diabetes, hipertensão, obesidade, etc

13/04/2026 10h30

Licitação suspensa merenda escolar

Licitação suspensa merenda escolar Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votam nesta terça-feira (14) o Projeto De Lei Legislativo nº 11936/2025, que institui o Programa de Apoio à Alimentação Escolar Inclusiva (PAAI) para alunos com necessidades alimentares específicas na Rede Municipal. O texto é de autoria do vereador Leinha (Avante)

Estas necessidades incluem Transtorno do Espectro Autista (TEA), anemia, doença celíaca e intolerância à lactose; disfagia, dificuldades de mastigação ou outras condições que exijam dieta pastosa; diabetes, hipertensão e obesidade.

Caso seja aprovado, a execução do PAAI será objeto de acompanhamento e fiscalização pelo Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE).

Solicitação

A inclusão do aluno no PAAI se dará mediante solicitação dos pais ou responsáveis junto à unidade escolar em que o aluno está matriculado, instruída com, no mínimo, um dos seguintes documentos:

I - laudo médico ou relatório nutricional;
II - comprovação da seletividade alimentar associada ao transtorno por profissional da área de saúde ou educação;
III - orientações e prescrições emitidas por nutricionistas e demais profissionais de
saúde que acompanhem o aluno.

Segundo o texto da proposta, a adaptação da merenda escolar será organizada com base em eixos de cardápios especiais, conforme dispuser o regulamento da lei, garantindo a análise individualizada para casos excepcionais.

Quando a complexidade da dieta ou a inviabilidade temporária de fornecimento pelo Poder Público o justificar, poderá ser autorizado que os pais ou responsáveis legais forneçam a refeição do aluno, a ser consumida no ambiente escolar.

Competências

Cabe às Secretarias Municipais de Educação e Saúde adotar as medidas necessárias para o cumprimento da lei, incluindo:

I - elaborar e implementar os cardápios especiais, sob a responsabilidade técnica de nutricionista;
II - assegurar o acompanhamento nutricional específico aos alunos beneficiários do PAAI;
III - promover capacitação periódica dos profissionais responsáveis pela manipulação e fornecimento da alimentação escolar.

A justificativa apresentada na proposta para implantação deste PL é que esta proposição não se limita a um mero ajuste administrativo, mas representa um imperativo de saúde pública e um avanço na concretização dos direitos fundamentais à alimentação e à educação.

Ao assegurar refeições adequadas para estes alunos, o PAAI visa promover o pleno desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem e o rendimento escolar desses estudantes.

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