Cidades

Homicídio

Polícia monta força-tarefa para apurar morte de investigador na fronteira

Agente do SIG foi atingido por tiros de fuzil enquanto transitava em viatura

RENAN NUCCI

07/03/2018 - 06h46
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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul montou força-tarefa para esclarecer a morte do investigador Wescley Dias Vasconcelos, ocorrida no início da noite de ontem, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. A vítima foi assassinada a tiros de fuzil Ak 47 e 7.62 enquanto se deslocava de carro com uma estagiária da delegacia.

Segundo a assessoria de Comunicação da Polícia Civil, o delegado Márcio Shiro Obara, da Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios (DEH) assume o caso. Equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), Grupo de Operações e Investigações (GOI) e Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) estão na cidade auxiliando na apuração. 

Conforme noticiado ontem, o policial, agente do Setor de Investigações Gerais (SIG), trafegava em uma viatura descaracterizada pelo Bairro Reno, na direção de sua residência, quando foi surpreendido pelos pistoleiros a bordo de um veículo modelo Honda Civic. O policial foi baleado várias vezes e não resistiu. A estagiária que o acompanhava levou quatro tiros e foi socorrida com vida.

Por meio de nota, a Polícia Civil lamentou o ocorrido e disse que presta apoio aos familiares e espera que os autores sejam identificados rapidamente. O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS) considerou o ato como covardia que afronta toda a segurança pública.

"Ele foi covardemente assassinado com disparos de fuzis enquanto dirigia uma viatura descaracterizada. A jovem estagiária da delegacia que estava com ele não corre risco de morte. O assassinato de um policial civil é uma afronta ao próprio Estado. É preciso elucidar rapidamente o crime e punir os criminosos com o rigor da lei", disse o sindicato em nota.

CAMPO GRANDE

Professores aceitam proposta da Prefeitura para reposição salarial

Após seis reuniões entre as partes, a ACP aceitou dividir os 5,4% do Piso Nacional em três parcelas

14/07/2026 09h00

O reajuste total será apenas em janeiro de 2027

O reajuste total será apenas em janeiro de 2027 Divulgação

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A Assembleia Extraordinária realizada na noite desta segunda-feira (13) recebeu os professores da Rede Municipal de Ensino (REME) de Campo Grande para avaliarem a proposta da Prefeitura sobre a reposição dos 5,4% do piso salarial para 20 horas semanais. 

Depois de seis reuniões entre a ACP, representantes da Prefeitura de Campo Grande e vereadores que formaram a Comissão da Educação da Câmara Municipal, a negociação para reposição do piso salarial para jornada de 20 horas semanais, se encerrou ontem. Os professores aceitaram o reajuste em três parcelas, sendo 2% em setembro, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. 

Em entrevista na manhã desta terça-feira (14), o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni afirmou que apesar de aceitarem a proposta da Prefeitura, esta não era exatamente o que os professores queriam, pois desejavam ter a reposição dos 5,4% à vista.

O reajuste salarial também envolve os professores efetivos, temporários, convocados e profissionais com aulas complementares.

O reajuste total será apenas em janeiro de 2027
Salário-base para o cargo de professor da rede municipal com 20 horas semanais

A tabela é referente ao salário-base dos professores da REME, com carga horária de 20 horas semanais, e foi atualizada em janeiro de 2026. A partir de janeiro de 2027, os proventos dos professores desta categoria passarão a receber entre R$ 3171,85 (nível mais baixo, referente ao PH-1 A) e R$ 11.395,21 (mais alto, referente àqueles profissionais com pós-graduação em nível de doutorado).

SEGURANÇA

Assassinatos crescem na fronteira em meio à guerra do tráfico

Em Ponta Porã foram 20 executados este ano; o último registro foi no domingo, quando Dorileu dos Santos foi morto

14/07/2026 08h00

Divulgação/Reprodução

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A intensificação da briga por novas rotas para escoar o tráfico de drogas tem causado o aumento no número de execuções, principalmente na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e com a Bolívia.

Somente em Ponta Porã, cidade gêmea de Pedro Juan Caballero, por exemplo, o número de homicídios dolosos cresceu 42,8% este ano, de janeiro a julho, mesmo considerando que o mês ainda não chegou nem na metade.

Até o domingo, 20 pessoas haviam sido mortas no município, número muito maior que o registrado de janeiro a julho do ano passado, quando 14 haviam sido assassinadas, um aumento de 42,8%. Ou seja, ainda antes do fim do mês o acumulado de mortes já é superior ao período completo de 2025.

A última morte registrada no município ocorreu na tarde de domingo. Dorileu dos Santos Vieira da Rosa, de 59 anos, foi morto na frente da esposa por uma dupla.

A vítima, também conhecida como Deca, e sua esposa participavam de um almoço familiar no Clube do Laço. Conforme o boletim de ocorrência, após deixar o local o casal teria se deslocado em direção à sua residência. 

Ao estacionar o veículo em frente ao imóvel, um Fiat Pálio de cor preta parou logo atrás. Dois atiradores desembarcaram e passaram a efetuar diversos disparos de arma de fogo em direção a Dorileu.

A mulher saiu ilesa, pois conseguiu se abrigar embaixo do carro. Já a vítima foi atingida principalmente na cabeça e veio a óbito no Hospital Regional de Ponta Porã.

No interior da residência estavam três filhos do casal, todos maiores de idade.

Condenado por tráfico de drogas, Deca foi preso durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) em 2021, e cumpria sua pena já em liberdade condicional.

Ainda em 2021, Deca passou a ser investigado por supostamente estar associado ao traficante paraguaio Carlos Ramon Ubieta Ortega.

Horas após o crime, um carro foi encontrado totalmente carbonizado em uma estrada na área rural entre Pedro Juan Caballero e Sanja Pytã, no Paraguai.

A Polícia Nacional do Paraguai trabalha no caso em conjunto com as forças brasileiras.

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