Cidades

INCÊNDIO CRIMINOSO

Polícia prende mulher suspeita de incendiar banheiro de bar e matar homem em Dourados

Um vizinho relatou que por volta das 4h30 ouviu um forte grito e, ao sair para verificar, percebeu que o banheiro do estabelecimento estava em chamas

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Na manhã desta sexta-feira (22), um homem não identificado, com idade entre 25 e 35 anos, morreu carbonizado dentro do banheiro de um bar. O local fica situado na esquina das ruas Alpes e Belo Horizonte, no Jardim Itália, em Dourados. Uma mulher, suspeita de causar o incêndio criminoso, foi presa.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem foi encontrado agachado sobre o vaso sanitário, coberto por fuligem, com o corpo parcialmente carbonizado e irreconhecível, impossibilitando a identificação de suas características físicas. 

Um vizinho relatou que por volta das 4h30 ouviu um forte grito e, ao sair para verificar, percebeu que o banheiro do estabelecimento estava em chamas. Informou ainda que arrombou a porta e iniciou o combate ao incêndio com água até a chegada do Corpo de Bombeiros.

Um outro morador vizinho informou que viu, através de câmeras de segurança instaladas em sua residência, o momento em que a vítima, aparentemente um morador de rua, entrou no banheiro para se abrigar do frio. Além disso, relatou que uma mulher teria, possivelmente, ateado fogo no local e posteriormente fugido.

As roupas da vítima estavam totalmente queimadas. No local, os policiais também encontraram indícios da presença de uma segunda pessoa, possivelmente uma mulher.

Não foram localizados documentos que possibilitassem a identificação da vítima. O nome da autora do crime também não foi divulgado até o momento.

Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo foi liberado para a Funerária Bom Jesus, sendo posteriormente encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

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Infraestrutura

Governo licita pacote bilionário para tapa-buraco em rodovias

Ao todo, serão 18 lotes para manutenção em estradas, divididos em 5 certames; até agora, foram publicados 2 certames ao custo de R$ 748,8 milhões

22/05/2026 08h00

Divulgação / Agesul

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul publicou ontem a segunda licitação de um pacotão bilionário para manutenção de rodovias pavimentadas, ou seja, tapa-buraco, e também para vias não pavimentadas. Até agora, dois certames foram publicados, contendo sete lotes. O projeto completo, no entanto, prevê que 18 lotes serão oferecidos.

Até agora a previsão de investimento é de R$ 748,8 milhões nas duas licitações, que são compostas por sete lotes, porém, como ainda há outros lotes a serem licitados, o valor deve passar da casa do R$ 1 bilhão.

As licitações foram publicadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), que na semana passada teve o seu diretor-presidente, Rudi Fiorese, preso por suspeita de participar de suposto esquema de corrupção quando era titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Porém, já no governo do Estado, em fevereiro deste ano, 12 dias depois de assumir o comando da Agesul, o engenheiro renovou o contrato com a Construtora Rial, empresa investigada na Capital, para continuar fazendo por mais um ano manutenção de 417 quilômetros da regional de Camapuã. 

Com esta renovação, a empresa que pertence a Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa garantiu faturamento anual de R$ 9,9 milhões.

E, por conta das suspeitas de superfaturamento de serviços de tapa-buracos na Prefeitura de Campo Grande, o empreiteiro também foi preso na operação. Ambos continuam na cadeia. 

O contrato renovado com o governo é para manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas na regional de Três Lagoas durante um ano. O valor foi de R$ 11,5 milhões. 

Nesta renovação já constava a observação de que o contrato poderia ser rompido caso houvesse nova licitação. E o anúncio de sete lotes de licitações que a Agesul fez nesta semana é justamente para substituir estes antigos contratados, que já haviam sido renovados sem licitação ao menos cinco vezes. 

PACOTE

Conforme publicação no site da Agesul, a primeira licitação, publicada no início desta semana é referente a contratos de tapa-buracos e manutenção de rodovias não pavimentadas nas regiões Centro e Leste, englobando cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Três Lagoas e Rochedo.

Os quatro primeiros pacotes preveem recuperação em mais de 2,6 mil quilômetros, sendo 1.086 km de vias pavimentadas e pouco mais de 1,5 mil km de vias não pavimentadas.

Ao todo, serão investidos R$ 446,7 milhões nestes primeiros quatro lotes, que está marcado para o dia 8 de junho deste ano, a partir das 8h30min (horário de MS).

A empresa vencedora tem previsão para executar as obras em 1.080 dias, mas o contrato terá mais 120 dias após o fim do prazo das obras, o que significa que serão 1.200 dias, pouco mais de 3 anos.

O segundo certame prevê investimento de R$ 302 milhões para os lotes 6, 7 e 8, que correspondem a rodovias nas regiões Norte e Nordesde do Estado. Porém, não há informações sobre ele no site da Agesul, apenas o aviso de licitação publicado no Diário Oficial do Estado de ontem. 

Esta licitação será aberta no dia 10 de junho, também às 8h30min (horário de MS).

O lote 5 ainda não foi posto em licitações, e ainda estão previstos certames que contemplem até o lote 18. A previsão é de sejam publicadas mais três licitações.

CREMA

Segundo a licitação, a previsão é de que todas as regiões sejam beneficiadas neste pacotão de licitações, apenas a região Sudeste não terá lotes, porque ela já faz parte de outro projeto do governo do Estado.

“A Região Sudeste, embora não esteja incluída entre os 18 lotes previstos neste planejamento, será contemplada por uma solução contratual específica vinculada ao Programa Crema-DBM [Contrato de Restauração e Manutenção – Design, Build, Maintain], a ser implementado com apoio do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento [Bird]. A não inclusão dessa região no grupo de lotes ora citados não decorre de lacuna de planejamento, mas sim de uma decisão técnica e financeira previamente estabelecida, que busca alinhar os investimentos a um modelo contratual diferenciado, compatível com os objetivos e diretrizes do programa financiado por organismo internacional”, diz trecho do estudo técnico que originou a licitação.

* Saiba

A contratação das empresas para o serviço de tapa-buraco nas rodovias estaduais será pago com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul)

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Operação

Chefe de quadrilha que fraudava cartões vivia em mansão e tinha carro de luxo

Investigação da PF surgiu após denúncia da Caixa Econômica; o grupo movimentou mais de R$ 120 milhões

22/05/2026 08h00

Divulgação/PF

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A Polícia Federal (PF) desmantelou uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro, após investigação revelar que o grupo movimentou mais de R$ 120 milhões em um esquema de ocultação patrimonial, o que deu a oportunidade para o líder da quadrilha adquirir veículos de luxo e uma mansão.

Ontem, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, além de medidas de bloqueio patrimonial, nas cidades de Campo Grande e Campo Limpo Paulista (SP).

Uma das casas visitadas pelos policiais fica na Vila Planalto, mais especificamente no condomínio Sky Residence.

A Operação Cyber Trap é um desdobramento da investigação que começou em 2023, após a Caixa Econômica Federal comunicar a existência de um site especializado na comercialização de cartões bancários fraudados.

A partir das informações encaminhadas à PF, o principal suspeito foi identificado, inicialmente vinculado à capital sul-mato-grossense. Até o momento do fechamento desta edição, os nomes dos alvos não haviam sido divulgados.

Durante o cumprimento das medidas judiciais foram apreendidos quatro aparelhos celulares, computadores, veículos, joias, grande quantidade de dinheiro em espécie, criptoativos, imóveis e outros bens relacionados com os fatos investigados.

Policiais federais fizeram uma devassa na casa de líder do grupo - Foto: Divulgação/PF

Nos vídeos divulgados pela PF, é possível observar os agentes retendo diversos aparelhos celulares, tanto dentro de carros de luxo (incluindo um Mustang) quanto dentro do imóvel de um dos alvos.

Diversas munições e armas foram encontradas na parte interna da mansão e até um tênis da marca Louis Vuitton foi apreendido.

Também é possível verificar que os alvos tinham aparatos tecnológicos avançados, como monitores e PCs de última geração.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), 4.912 sul-mato-grossenses foram vítimas de estelionato este ano. No ano passado, foram mais de 13,4 mil vítimas, o menor índice quando comparado com os dois anos anteriores.

PARECIDO

Outro esquema similar foi desmantelado pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), em janeiro deste ano, por meio da Operação Chargeback.

Na ocasião, integrantes de uma quadrilha especializada de Mato Grosso do Sul criavam empresas fictícias para conseguir acesso a uma plataforma de vendas e até a máquinas de cartão, que seriam usadas posteriormente como os principais acessórios para ter sucesso nas fraudes.

Conforme as investigações, a associação criminosa atuava desde 2023 em fraudes eletrônicas contra instituições financeiras, com foco nos bancos digitais.

Para que o plano desse certo, os indivíduos envolvidos criavam empresas de fachada para que pudessem adquirir uma plataforma de venda ou maquininhas.

Com essa possibilidade, a quadrilha conseguia praticar vendas simuladas de diversos produtos, desde carne até veículos.

Porém, em vez de enganar os interessados em comprar tais mercadorias, os golpistas utilizavam cartões de crédito de terceiros para efetuar o pagamento e, posteriormente, solicitar uma ferramenta chamada “antecipação de venda”, que é típica de bancos digitais.

Diante da contestação da compra, a bandeira do cartão de crédito cobrava a instituição financeira, que por sua vez cobrava o vendedor. Contudo, o vendedor, que era integrante do grupo criminoso, não apresentava a comprovação da entrega do bem ou qualquer prestação de serviço, desaparecendo com o dinheiro.

Ao todo, a Operação Chargeback cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e realizou cinco prisões nos bairros Aero Rancho, Nova Campo Grande, Jardim Paradiso e Jardim Aeroporto, todos em Campo Grande.

Os presos não tiveram seus nomes divulgados, mas há informação de que eram homens de 21 a 32 anos.

* Saiba 

A operação faz parte do Projeto Tentáculos, plataforma e modelo estratégico da Polícia Federal para combater fraudes bancárias eletrônicas e golpes financeiros digitais.

É estruturado a partir de acordos de cooperação técnica firmados entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e diversas instituições financeiras
e de pagamento.

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