Polícia

CAMPO GRANDE (MS)

Adolescente morre em confronto com o Choque após tentativa de fuga

Garoto tentou fugir pelo telhado, mas foi capturado pelos policiais, momento em que ocorreu o confronto

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Adolescente, de 17 anos, que não teve a identidade divulgada, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na noite desta quarta-feira (24), na rua Wega Neri, no Portal Caiobá, em Campo Grande.

Ele tinha passagens pela polícia por roubo, homicídio e tráfico de drogas. É suspeito de matar um adolescente de 15 anos, em 6 de setembro de 2025, na Vila Nhanhá, em Campo Grande. Além disso, possuía mandado de apreensão em aberto e estava foragido da justiça.

Conforme apurado pela reportagem, os militares realizavam patrulhamento pela região, quando recebeu uma denúncia de que uma mulher estaria escondendo um foragido da justiça em sua residência.

Arma utilizada pelo adolescente de 17 anos para atacar os policiais. Foto: Divulgação/BPMChoque

Em seguida, se deslocaram até o endereço indicado e foram recebidos por duas pessoas, uma menina e um garoto. Um outro rapaz, de 17 anos, que estava dentro da casa, fugiu para os fundos da residência, o que gerou desconfiança dos policiais.

O autor foi localizado agachado no telhado do imóvel, momento em que os militares deram voz de abordagem, mas ele desobedeceu, sacou uma arma e apontou em direção aos policiais. Para se defenderem, os PMs revidaram, balearam e desarmaram o criminoso.

Ele se desequilibrou do telhado e caiu no chão da casa vizinha e, mesmo ferido, atirou mais duas vezes contra os policiais, que reagiram novamente e efetuaram mais disparos. O rapaz ainda tentou pular o muro dos fundos da residência para fugir, mas, estava baleado e não conseguiu.

Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu durante atendimento médico.

Polícia Civil e Polícia Científica foram acionados para recolher os vestígios do confronto e realizar a perícia.

No local dos fatos, foram apreendidos um revólver de calibre .32 e porção de drogas (136 gramas de maconha).

O caso foi registrado como “Homicídio Decorrente de Intervenção de Agente de Estado”, "Tráfico de Drogas" e "Tentativa de Homicídio" na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ESTATÍSTICA

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 64 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, de 1º de janeiro a 25 de novembro de 2025, em Mato Grosso do Sul. 

Desse número, 10 óbitos ocorreram em janeiro, 8 em fevereiro, 2 em março, 10 em abril, 4 em maio, 9 em junho, 4 em julho, 7 em agosto, 4 em setembro, 5 em outubro e 1 em novembro.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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