Polícia

FEMINICÍDIO

"Eles brigavam muito"; casal é encontrado morto com tiros na cabeça no Los Angeles

Vizinhos contam que disparos foram ouvidos por volta de 02h e revelam passado de briga entre Danilo e Dantiele

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Danilo Peixoto da Silva, de 19 anos, e Dantiele Vilalba Acunha, 29, foram encontrados mortos na casa que dividiam, localizada na rua Ana Maria Scherer, esquina com rua Isaltino Leiria de Paula, que fica no bairro Los Angeles. 

Conforme apurado no local do crime, os corpos estavam dentro da casa que fica aos fundos do terreno e, segundo vizinhos, quem encontrou os dois mortos no primeiro momento da manhã foi a avó do rapaz, que morava na residência da frente. 

Ainda, como ambos foram encontrados baleados na cabeça (mais especificamente na região do rosto), a polícia trabalha, neste primeiro momento, com a hipótese de que Danilo matou a mulher e depois se matou.

 

Entretanto, conforme apurado pela equipe no local, há uma lacuna entre a hora da morte e o momento em que os policiais foram acionados. Segundo os vizinhos, apesar dos disparos terem sido ouvidos ainda na madrugada, ninguém optou por acionar a polícia, já que barulhos de tiro pela região "é algo normal". 

"Escutei dois tiros. Aqui é direto saindo tiro. Eu conhecia o menino, a menina não. Fazia uns três anos que eles estavam juntos. A menina diz que trabalhava numa lanchonete, o menino não sei. Eles sempre brigavam muito, dava para ouvir a gritaria. Isso aconteceu mais ou menos umas duas horas da manhã", conta uma moradora da região que preferiu não se identificar. 

Viaturas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM); Polícia Militar; Grupo de Operações e Investigações (GOI), da Polícia Civil; Polícia Científica e pax acumulam-se pelo local antes mesmo das 10h.

Em entrevista coletiva, a delegada Rafaela Brito Sayao Lobato lamentou a fatalidade de mais uma mulher morta, e justamente no início de um mês de campanha para enfrentamento da violência doméstica e crimes de feminicídio

"Pelas circunstâncias dos fatos, segundo também a perita, houve esse feminicídio de madrugada. Aparentemente era um casal que tinha muitas brigas, físicas também, mas não há registro nenhum de boletim de ocorrência entre as partes", disse. 

Rafaela esclarece que um revólver foi usado nesse crime, entretanto, Danilo - que seria o dono da arma - não tem registro nenhum ou qualquer cadastro no SIGO, sem possuir também passagem pela Polícia. 

Até pelo falecimento do autor, ainda não é possível afirmar que ele, de fato, faz uso de entorpecentes, sendo necessária constatação por parte da perícia. Apesar disso, substância análoga à maconha

Dever de todos

Mato Grosso do Sul já acumula 16 ocorrências de feminicídios computadas neste 2023 (sem contabilizar ainda a morte de Dantiele) até o fim de julho, como aponta a central de estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Importante frisar que, há menos de uma semana, o lançamento da campanha de Agosto Lilás em Mato Grosso do Sul colocava como cúmplice aqueles que ignoram a violência contra a mulher, classificando esse enfrentamento como "dever de todos". 

Como bem destacou a Secretária-adjunta de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, Viviane Luiza, no lançamento do Agosto Lilás, é importante lembrar que essa "cumplicidade" é caracterizada a partir do momento em que o conceito de violência entre casais é normalizado.

No caso desta terça-feira (08), no Jardim Los Angeles, além do fator de disparos terem sido ouvidos e não notificados às autoridades competentes, há o agravante de que o casal, já possuía o infame título de "casal briguento", com constantes discussões que já extrapolavam o limite do lar, segundo os vizinhos. 

"Não tem registro formal de boletim de ocorrência algum entre as partes. Mas, como foi dito, a vizinhança fala que era um relacionamento um pouco conturbado sim", pontua Rafaela Lobato. 

"A investigação segue o fluxo normal, vamos realizar todas as perícias, como já foram feitas algumas apreensões; realizar oitivas de testemunha, não tem como fazer interrogatório, mas vamos encerrar o inquérito policial ainda dentro do prazo e encaminhar para o Ministério Público", conclui Rafaela Lobato.

 

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Mata do Jacinto

Homem que apontou arma para policiais é o 136° morto em confronto em 2026

Ele tem várias passagens pela polícia por vias de fato, violência doméstica, porte de drogas, entre outros

17/09/2026 08h25

Arma utilizada pelo criminoso

Arma utilizada pelo criminoso DIVULGAÇÃO/BPMChoque

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Dionatan Ribeiro de Souza, de 28 anos, apelidado de “Coringa”, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na noite desta quarta-feira (16), na rua Cristóvão Lechuga Luengo, Mata do Jacinto, em Campo Grande.

Ele tem passagens pela polícia por vias de fato, lesões corporais recíprocas, resistência/desobediência, porte de droga, tráfico de droga, violência doméstica, dano, medida protetiva, ameaça e homicídio qualificado tentado.

Conforme apurado pela reportagem, O Batalhão de Choque recebeu uma denúncia anônima de que dois indivíduos estavam perto do Parque do Sóter, sendo que um estava armado para dar suporte a um roubo.

Com isso, os militares foram até o local e visualizaram ambos com características compatíveis com as repassadas.

Eles deram voz de abordagem aos dois rapazes, sendo que um obedeceu, mas o outro sacou uma arma e apontou em direção aos policiais.

Os miliares reagiram, balearam e desarmaram o indivíduo. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Polícia Civil e Polícia Científica foram acionadas para realizar os procedimentos judiciais, legais e periciais.

De acordo com o Choque, foram apreendidos um revólver calibre 32 e 5 munições. O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 3.500,00.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) como:

  • Desobediência
  • Resistência
  • Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
  • Homicídio simples na forma tentada contra agente de segurança pública
  • Homicídio decorrente de oposição a intervenção de agente legal do estado

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 136 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 17 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 136 mortes,

  • 12 ocorreram em janeiro
  • 5 em fevereiro
  • 8 em março
  • 14 em abril
  • 17 em maio
  • 17 em junho
  • 26 em julho
  • 31 em agosto
  • 6 em setembro
  • 128 são homens
  • 4 são mulheres
  • 4 não tiveram o sexo divulgado
  • 59 são adultos
  • 62 são jovens
  • 5 são idosos
  • 10 são adolescentes

Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

alerta

Idoso sobe de escada em telhado, cai e morre em Campo Grande

Ele foi socorrido em estado gravíssimo, com politraumatismo, mas faleceu na Santa Casa

16/09/2026 11h50

Telhado - imagem de ilustração

Telhado - imagem de ilustração Foto: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Francisco Caetano dos Santos, de 73 anos, morreu após cair de um telhado, que possui quatro metros de altura, na tarde desta terça-feira (15), na Vila Cidade Morena, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso subiu em uma escada para fazer um reparo no telhado de sua residência, quando se desequilibrou e caiu.

Ele ficou inconsciente e teve sangramento na cabeça. Em seguida, a família acionou o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS).

Ele foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado até o Hospital Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e foi diagnosticado com politraumatismo.

Mas, ele não resistiu e faleceu instantes depois no hospital.

O caso foi registrado como “morte decorrente de fato atípico” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ALERTA

A situação traz um alerta: uma tarefa aparentemente comum pode se transformar, em poucos segundos, em uma tragédia.

Subir no telhado pode parecer uma tarefa simples, mas envolve riscos graves e que podem resultar em ferimentos sérios ou até mesmo em morte.

Além da altura, a pessoa pode perder o equilíbrio, escorregar, pisar em uma telha que não suporta seu peso ou cair.

A recomendação é não subir no telhado por conta própria. Acione um profissional capacitado, que tenha os equipamentos de segurança adequados para realizar o trabalho.

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