Polícia

FEMINICÍDIO

Ex-guarda municipal morre esfaqueada pelo ex-marido em Dourados

Ela foi morta com 23 golpes de faca na frente do filho; assassino é um boliviano que usa tornozeleira eletrônica

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Alliene Nunes Barbosa, de 50 anos, morreu esfaqueada pelo ex-marido, Cristian Alexandre Cebeza Henrique, na noite deste domingo (23), na Vila Sulmat, em Dourados, município localizado a 226 quilômetros de Campo Grande.

Ela era ex-guarda municipal em Dourados (MS) e o assassino é um boliviano que usa tornozeleira eletrônica. Este é o 38º feminicídio, no ano de 2025, em Mato Grosso do Sul.

Conforme apurado pela mídia local, o homem agrediu a mulher com 23 golpes de faca na frente do filho de nove anos, após uma briga. Ele foi preso pela Polícia Militar horas após o crime na casa de sua mãe, na Vila Industrial.

Ela possuía diversos boletins de ocorrência por violência doméstica, ameaça, tentativa de estupro e lesão corporal.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher os vestígios do assassinato, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O corpo de Alliene foi encaminhado ao Instituto Médico Odontológico Legal (Imol), onde será submetido a exame de necrópsia. Em seguida, deve ser liberado para velório e sepultamento.

* Com informações de Dourados News

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 34 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 5 de novembro 2025 em Mato Grosso do Sul. Em 2024, 35 mulheres perderam a vida e 30 em 2023. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

CAMPO GRANDE

Cadáver é encontrado enforcado em área de mata no Jardim do Pênfigo

Corpo está pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore

04/09/2026 11h50

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada Reprodução/WhatsApp

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Um cadáver, em estado avançado de decomposição, foi encontrado na manhã desta sexta-feira (4), em uma área de mata localizada na avenida Zilá Corrêa Machado, número 10.300, no Jardim do Pênfigo, região do Presídio Federal, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o corpo é de um homem que aparentava ter entre 30 e 40 anos. Ainda não se a identidade dele.

Ele está enforcado e pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore, com a cabeça quase decepada. O corpo está baixo e ajoelhado no chão.

Ainda não se sabe se o caso se trata de suicídio ou assassinato. As circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes. 

Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estão no local para isolar a área, apurar os fatos da ocorrência, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O cadáver foi achado há poucas horas e ainda não há boletim de ocorrência sobre o caso.

ARAL MOREIRA (MS)

Mãe de bebê assassinado com foice é transferida para hospital de Dourados

Mãe e filho foram atacados por uma foice no domingo (30); filho faleceu e mãe segue internada

31/08/2026 10h25

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados Foto: Governo de MS

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Regina Ramires, mãe do bebê de cinco meses morto com golpes de foice, foi transferida do Hospital Municipal de Coronel Sapucaia para o Hospital da Vida em Dourados. 

Ambos ficam a cerca de 175 quilômetros de distância um do outro. O hospital de Dourados tem mais estrutura, suporte e profissionais especializados para lidar com o caso. Regina segue internada em estado grave com ferimentos pelo corpo.

Mãe e filho foram atacados por golpes de foice, na madrugada de domingo (30), em Aral Moreira. O bebê faleceu no local do crime e a mãe foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital de Coronel Sapucaia, a 70 quilômetros de distância. 

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança das vítimas. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

HOMICÍDIO

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, a equipe policial seguiu até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

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