Polícia

MÍLICIA

Jamil Name, policial federal e ex-guardas viram réus por execução de Playboy da Mansão

Morte do empresário foi motivada por vingança, devido a ele ter dado soco em Name Filho

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Juiz da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, Aluizio Pereira dos Santos, aceitou denúncia contra Jamil Name, Jamil Name Filho, o policial federal Everaldo Monteiro de Assis, ex-guardas municipais Marcelo Rios e Rafael Antunes Vieira e os pistoleiros Juanil Miranda Lima e José Moreira Freires pela execução de Marcel Costa Hernandes Colombo, 31 anos, conhecido como Playboy da Mansão.

O empresário foi morto a tiros em bar da Avenida Fernando Corrêa da Costa, na Vila Rosa Pires, em Campo Grande, no dia 18 de outubro de 2018.

Ele e mais dois amigos estavam sentados à mesa na cachaçaria, quando por volta da 0h18, o suspeito chegou ao local de moto, estacionou atrás do carro da vítima e, ainda usando capacete, se aproximou pelas costas e atirou.  

Além de Colombo, jovem de 18 anos, foi atingido no joelho.  

Conforme a denúncia, Jamil  Name e Jamil Name Filhoforam os mandantes do crime.  

Name Filho e a vítima teriam se desentendido anteriormente em uma casa noturna, quando Marcel deu um soco no nariz do filho de Name. Vingança desta situação foi o que motivou a execução do empresário.

José Moreira Freires, Marcelo Rios e o policial federal Everaldo Monteiro de Assis foram os intermediários, sendo encarregados de levantar informações sobre a vítima, e Juanil Miranda foi o executor.

O ex-guarda Rafael Antunes Vieira não teve participação no homicídio, mas foi o responsável por ocultar a arma usada no crime.

Freires, que também era pistoleiro da mílicia, neste caso não foi o responsável pela execução devido a usar tornozeleira eletrônica.

Eles vão responder por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, motivo torpe, além de tentativa de homicídio contra o rapaz que foi baleado.

DOURADOS

Mulher é morta a pauladas e facadas; 3° feminicídio em 48 horas e 20° em 2026

Suspeitos são o próprio marido da mulher e a ex-companheira dele, que foi presa

02/08/2026 14h45

Mulher morta em estrada vicinal em Dourados (MS)

Mulher morta em estrada vicinal em Dourados (MS) Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News

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Agosto lilás começou violento em Mato Grosso do Sul.

Rose Batista Cabreira, de 41 anos, foi encontrada morta, na manhã deste domingo (2), na estrada vicinal Pedreira, que dá acesso à aldeia Jaguapiru, reserva indígena localizada em Dourados, a cerca de 216 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, o crime possivelmente trata-se de um feminicídio, pois os suspeitos são o próprio marido da vítima e a ex-esposa dele, que foi presa.

Este é o terceiro feminicídio registrado nas últimas 48 horas, em pleno agosto lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. Com mais um óbito, Mato Grosso do Sul chega a 20 feminicídios em 2026.

Conforme apurado pela mídia local, Polícia Militar foi acionada via 190 para atender uma ocorrência em uma estrada de terra, próximo a Reserva Indígena Jaguapiru.

Os militares se deslocaram até o endereço indicado e, ao chegarem ao local, visualizaram a mulher morta com lesões graves de pauladas e facadas.

Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para recolher os indícios do assassinato, realizar a perícia e retirar o corpo.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Odontológico Legal (IMOL), onde será submetido a exame de necrópsia e posteriormente liberado para velório e sepultamento.

As circunstâncias do assassinato serão investigadas pelas autoridades competentes.

* Com informações de Dourados News

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 19 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 2 de agosto de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

LISTA TRÁGICA

Confira a lista de mulheres assassinadas por (ex) companheiros em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto

CAMPO GRANDE

Cão farejador do Choque encontra 365 kg de cocaína e maconha em residência

Entorpecentes foram avaliados em R$ 7.120.000,00

30/07/2026 11h45

Zeus (cão farejador) ao lado dos entorpecentes

Zeus (cão farejador) ao lado dos entorpecentes DIVULGAÇÃO/BPMChoque

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Zeus, cão farejador do Batalhão de Choque (BPMChoque), encontrou 365 quilos de entorpecentes, sendo 53 kg de cocaína e 312 kg de maconha, na noite desta quarta-feira (29), em uma residência localizada na rua Dina Sfat, Jardim Carioca, em Campo Grande.

As drogas, acondicionadas em tabletes e porções (sacos medianos), foram avaliadas em R$ 7.120.000,00.

Conforme apurado pela reportagem, policiais militares realizavam patrulhamento tático no Jardim Carioca, quando visualizaram um indivíduo em atitude suspeita em frente a uma residência.

Em seguida, deram voz de abordagem ao rapaz, mas, ele desobedeceu, saiu correndo em direção aos fundos da casa, pulou muros dos vizinhos e fugiu. Até o fechamento desta reportagem, o autor ainda não havia sido localizado.

Logo depois, cão farejador e militares acessaram a casa e flagraram grande quantidade de entorpecentes, que, após pesagem, totalizou 53 quilos de cocaína e 312 quilos de maconha.

Drone e um aparelho celular também foram apreendidos. Todo o material capturado foi entregue a Delegacia de Polícia Civil para continuidade das investigações e procedimentos de polícia judiciária.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 6.078,9 kg de cocaína e 4.240.216,714 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 27 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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