Polícia

DOURADOS

Juiz "perdoa" atirador em fuga e decisão causa repúdio entre militares de MS

Além de atirar contra policiais, só no último fim de semana ficha de Matheus Santana acumulou ameaça com arma de fogo a uma mulher de 59 anos e atropelamento de outra de 55; direção perigosa em via pública e tráfico de drogas

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Acusado de ameaçar com arma de fogo uma mulher de 59 anos; atropelar outra de 55; desobedecer e empreender fuga de moto; dirigir perigosamente em via pública e atirar contra policiais militares de Dourados, isso só no último fim de semana, a audiência de custódia que terminou na liberdade de Matheus Marcon gerou repúdio entre oficiais de Mato Grosso do Sul. 

Todo o fato narrado acima aconteceu na tarde do último sábado (29), no bairro Estrela Porã, do município distante cerca de 250 km da Capital, enquanto a audiência de custódia foi feita nesta segunda-feira (31) e já na tarde de ontem a Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul (AOFMS) publicou nota repudiando a decisão do juiz Caio Márcio de Brito.

Pelo texto dos oficiais militares, a decisão "desacredita o serviço policial e desestimula os agentes de segurança pública", dando destaque inclusive para o recurso do Ministério Público - pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Dourados/MS -, que aponta como "inadequada" a negação do pedido de prisão preventiva.

Entenda o caso

Segundo relato policial, a ocorrência de fato começou com Matheus, de 21 anos, saindo de moto de um comércio na Rua Olga de Lima Melgarejo, sendo que os militares teriam avistado o rapaz praticando a chamada "direção perigosa", indo na contramão e com velocidade acima do permitido para a via. 

Dada a ordem de parada, o rapaz, por sua vez, iniciou a fuga na contramão e sobre a ciclovia, onde sobre ponte no mesmo bairro atropelou a mulher de 55 anos. Foi quando perdeu o controle e caiu da moto, durante tentativa de abordagem por parte da PM, que Matheus teria iniciado os disparos contra os policiais. 

Depois disso, ainda conforme os policiais, veio a ameaça com arma de fogo à segunda vítima, de 59 anos, na tentativa de que a mulher liberasse a entrada em sua residência onde, sem sucesso, escolheu por continuar sua fuga a pé saltando por muros. 

No fim da perseguição, Matheus Marcon foi primeiro levado ao Hospital da Vida, com uma fratura no tornozelo e perfuração no ombro direito - fruto da troca de tiro com a polícia - e, posteriormente, preso e encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) no município. 

Com ele, nessa ocasião, foram apreendidos cinco gramas de cocaína, fracionadas em três trouxinhas, e outras 10 gramas de haxixe localizadas no baú de sua Biz, além do revólver 38, que possuía quatro cartuchos deflagrados, mais dois "picotados". 

Diante das alegações de violência psicológica e física durante sua prisão em flagrante, o juiz decidiu que "não se combate violência com despreparo funcional". Segundo ele, salvo a posse de entorpecente, não há documento que "pudesse abonar a narrativa trazida nos autos". 

Os lados da moeda

Diante desse caso e dos constantes confrontos presenciados entre policiais e criminosos em âmbito nacional, o retrospecto das escolhas, tanto de Matheus Marcon Santana, quanto do juiz Caio Márcio de Brito, voltaram a borbulhar, já que os dois são recorrentes na mídia há tempos.

Em janeiro de 2020, como detalham portais jurídicos, Caio Márcio de Brito, enquanto na 1ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Dourados (MS), absolveu um homem que chamou guardas municipais de "bosta", dos crimes de calúnia e desacato. 

Entretanto, por ressaltar que o adjetivo depende da conotação e podia ser encarado, inclusive, como algo bom, já que o termo "pode ser visto como fertilizante, portanto, algo positivo", foi o que viralizou o caso de Caio Márcio e trouxe controvérsia à decisão. 

“Pensar que o fato de ser chamado de ‘bosta’ faz com que os que utilizam a farda da Guarda Municipal se sintam desacatados, é ter a certeza de que se sentem sem nenhuma relevância em relação às suas honradas funções, a ponto de entenderem que o simples pronunciamento da palavra 'bosta' pudesse ser tão ofensivo”, argumentou o juiz no caso. 

Além disso, foi Brito o responsável por livrar o vereador Diogo Castilho (DEM), acusado de violência doméstica, da casação de seu mandato ainda em novembro de 2021. Vale ressaltar que o parlamentar cumpriu seis disas de prisão, mas teve esse procedimento administrativo suspenso após anulação das provas. 

Por sua vez, Matheus Marcon Santana, enquanto ainda tinha 17 anos, presenciou a morte de seu amigo, Diogo Pinheiro da Silva, após a moto em que estavam - com mais um terceiro passageiro - colidir com uma árvore após os três indivíduos roubarem o veículo na região do Parque do Lago. 

Além da morte de Diogo, Matheus sofreu fratura no fêmur, enquanto o terceiro infrator foi socorrido ao Hospital da Vida com fratura no joelho. 

 

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CAMPO GRANDE

Cadáver é encontrado enforcado em área de mata no Jardim do Pênfigo

Corpo está pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore

04/09/2026 11h50

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada Reprodução/WhatsApp

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Um cadáver, em estado avançado de decomposição, foi encontrado na manhã desta sexta-feira (4), em uma área de mata localizada na avenida Zilá Corrêa Machado, número 10.300, no Jardim do Pênfigo, região do Presídio Federal, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o corpo é de um homem que aparentava ter entre 30 e 40 anos. Ainda não se a identidade dele.

Ele está enforcado e pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore, com a cabeça quase decepada. O corpo está baixo e ajoelhado no chão.

Ainda não se sabe se o caso se trata de suicídio ou assassinato. As circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes. 

Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estão no local para isolar a área, apurar os fatos da ocorrência, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O cadáver foi achado há poucas horas e ainda não há boletim de ocorrência sobre o caso.

ARAL MOREIRA (MS)

Mãe de bebê assassinado com foice é transferida para hospital de Dourados

Mãe e filho foram atacados por uma foice no domingo (30); filho faleceu e mãe segue internada

31/08/2026 10h25

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados Foto: Governo de MS

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Regina Ramires, mãe do bebê de cinco meses morto com golpes de foice, foi transferida do Hospital Municipal de Coronel Sapucaia para o Hospital da Vida em Dourados. 

Ambos ficam a cerca de 175 quilômetros de distância um do outro. O hospital de Dourados tem mais estrutura, suporte e profissionais especializados para lidar com o caso. Regina segue internada em estado grave com ferimentos pelo corpo.

Mãe e filho foram atacados por golpes de foice, na madrugada de domingo (30), em Aral Moreira. O bebê faleceu no local do crime e a mãe foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital de Coronel Sapucaia, a 70 quilômetros de distância. 

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança das vítimas. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

HOMICÍDIO

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, a equipe policial seguiu até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

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