Polícia

CORONEL SAPUCAIA (MS)

Marido mata esposa com facada no pescoço durante discussão no jantar

Este é o 11º feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul

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Olizandra Vera Cano, de 26 anos, foi morta a facadas pelo marido, Celso Irineu, de 32 anos, na madrugada desta sexta-feira (23), em Coronel Sapucaia, município localizado a 396 quilômetros de Campo Grande.

Ambos tem um filho de 1 ano e 9 meses. Conforme apurado pela reportagem, Olizandra e Celso estavam em casa e começaram a discutir durante o jantar.

Em seguida, o homem pegou uma faca de cozinha e desferiu golpes contra a mulher. Ela teve diversas perfurações profundas no pescoço. Ele ingeriu bebida alcoólica ao longo do dia e estava bêbado no momento do assassinato.

Polícia Militar foi acionada, mas, ao chegarem no local, encontraram Olizandra caída no chão sem sinais vitais e com muito sangue ao redor do corpo. O local foi isolado para trabalho na perícia.

O corpo da mulher está no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) e deve ser liberado para velório nas próximas horas.

Interrogado pelos policiais, o marido disse que a briga foi motivada pelo preparo do jantar e que a mulher teria pegado uma faca durante a discussão. Ele negou a autoria do crime, apesar de estar com o corpo sujo de sangue da vítima.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar e funerária estiveram no local para efetuar os procedimentos de praxe.

Este é o 11º feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul. Dados da Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 35 mulheres foram mortas em 2024 e 30 em 2023, em Mato Grosso do Sul.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 11 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 23 de maio de 2025 em Mato Grosso do Sul. Em 2024, 35 mulheres perderam a vida e 30 em 2023. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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Polícia

Escala 6x1 não tem impacto fiscal, mas tarifa zero tem, diz Haddad, citando medida sustentável

O ministro defendeu nesta sexta-feira, 6, que o cumprimento de promessas de campanha seja feito de maneira responsável e com sustentação

06/02/2026 22h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira, 6, que o cumprimento de promessas de campanha seja feito de maneira responsável e com sustentação. O ministro citou a aprovação de projetos, como o aumento da isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil.

"(Escutei): 'Haddad é uma promessa, tem de fazer e ponto'. Eu sei, companheiro. Eu não estou dizendo que não vou fazer. Eu estou pedindo tempo para fazer direito (...) Vou trabalhar para a gente fazer uma coisa sustentável. Estou pedindo tempo para fazer bem feito", declarou o ministro em Salvador (BA), durante evento de celebração do aniversário de 46 anos do PT.

Em tom eleitoral, Haddad afirmou que o grupo cumprirá a "promessa de campanha do jeito certo", mas voltou a dizer que ainda estuda como mitigar a tarifa zero para transporte público antes de incluir no plano de governo.

"A escala 6x1 não tem impacto fiscal. Mas, por exemplo, as tarifas zero têm. Então, eu preciso desenhar um programa que tenha consistência. Se não tiver consistência, vai ter de voltar atrás. Agora, se for uma coisa consistente, sustentável, como é que vamos financiar o transporte público se não for por tarifa?", perguntou o ministro da Fazenda.

E continuou: "Tem jeito? Tem. Temos de desenhar isso. Não é uma coisa simples abdicar da tarifa para financiar um serviço público. Mas estamos trabalhando em cenários que permitirão ou não ao presidente incluir, ou não, essa proposta do seu plano de governo."

Haddad disse também que nenhuma medida da Fazenda visou à "concessão para A, B ou C", mas para construir uma trajetória sustentável dos indicadores econômicos.

Defesa das contas públicas

Afirmou ainda que sempre defendeu a reorganização das contas públicas. "Se eu estiver aqui ou na Faria Lima, vou estar falando a mesma coisa, porque senão você não vai ter credibilidade. Sou a favor, desde o começo do governo, da reconstrução das contas públicas."

Crítica à condução econômica do governo Bolsonaro

Haddad voltou a criticar a condução econômica do governo Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o Brasil não está numa "situação normal" de alternância de poder, por conta das medidas adotadas pelos adversários.

"Não estamos numa situação normal, em que você tem uma alternância no poder e você tem uma mudança de trajetória, mas consistente com uma visão de bem-estar, uma visão de enfrentamento das mazelas sociais", falou o ministro.
 

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CAMPO GRANDE (MS)

Ladrão furta trailer, reage com chave de fenda e acaba morto por PM de folga

Homem, de 50 anos, havia furtado várias bebidas em um trailer na noite desta quarta-feira (4), no Jardim Carioca

05/02/2026 08h15

Foto de ilustração - Fachada do Batalhão de Choque em Campo Grande (MS)

Foto de ilustração - Fachada do Batalhão de Choque em Campo Grande (MS) Gerson Oliveira

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Homem, de 50 anos, foi morto por um sargento do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPMChoque), à paisana e de folga, na noite desta quarta-feira (4), no Jardim Carioca, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o rapaz furtou um pequeno comércio na região e saiu andando pela rua com uma sacola preta aparentemente pesada, quando, foi avistado pelo sargento.

De acordo com o boletim de ocorrência, o militar, de folga, se identificou como policial e deu ordem de abordagem, mas, o ladrão sacou uma chave de fenda da cintura e ameaçou o policial. Em seguida, o PM sacou a arma, baleou e desarmou o rapaz.

Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros (CBMMS), mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Após o confronto, três viaturas do Batalhão de Choque e uma viatura de Rádio Patrulha (RP) apoiaram a ocorrência.

No local dos fatos, foram apreendidos uma chave de fenda com cabo amarelo e a sacola preta contendo várias bebidas, como um refrigerante Refriko Tubaína, quatro refrigerantes Refriko Uva, dois refrigerantes Fanta mini, oito refrigerantes Refriko Uva mini, oito refrigerantes Cola mini, dois refrigerantes Refrico laranja, dois refrigerantes Refriko Guaraná 500 ml e um pote de balas.

Todos esses itens foram furtados do trailer momentos antes do confronto e devolvidos aos proprietários, que compareceram a delegacia para confirmar o arrombamento e furto de bebidas.

O caso foi registrado como “ameaça” e “morte decorrente de intervenção legal de agente de Estado” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 3 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 5 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Em 2025, foram 68 mortes. Desse número, 10 óbitos ocorreram em janeiro, 8 em fevereiro, 2 em março, 10 em abril, 4 em maio, 9 em junho, 4 em julho, 7 em agosto, 4 em setembro, 5 em outubro, 5 em novembro e 1 em dezembro.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

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