Polícia

CAMPO GRANDE

Morto pela PM na Nhanhá tinha mais de 100 passagens pela polícia

Criminoso de 35 anos foi morto durante a Operação Dual

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Homem, de 35 anos, morto em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque) na Vila Nhanhá, tinha mais de 100 antecedentes criminais por furto, roubo, homicídio e tentativa de homicídio, entre outras passagens.

O confronto ocorreu na noite desta quinta-feira (30), no quadrilátero da Vila Nhanhá, compreendido pelas ruas do Aquário e Bom Sucesso e avenidas Ernesto Geisel e das Bandeiras, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, os militares realizavam policiamento preventivo e ostensivo na região, quando abordaram o indivíduo e, em seguida, ele reagiu com uma faca.

Para se defenderem, os policiais revidaram, balearam e desarmaram o criminoso. O confronto policial ocorreu durante a “Operação Dual”.

De acordo com a PM, a vila Nhanhá é um bairro tomado pelo tráfico de drogas e alvo de usuários e ladrões corriqueiramente.

OPERAÇÃO DUAL

“Operação Guardião” foi deflagrada pela Polícia Militar e Polícia Civil, na noite desta quinta-feira (30), no quadrilátero da Vila Nhanhá, compreendido pelas ruas do Aquário e Bom Sucesso e avenidas Ernesto Geisel e das Bandeiras, em Campo Grande.

Ao todo, participaram da operação 87 policiais (61 policiais militares e 26 policiais civis) alocados em 38 viaturas quatro rodas ou duas rodas (32 da PM e 6 da PC) e um helicóptero.

A operação teve o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) da Polícia Civil, Delegacia de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) da Polícia Civil, Batalhão de Choque da PM, Batalhão de Trânsito da PM, Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) da PM, Comando de Policiamento Especializado (CPE) da PM e Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA) da PM.

Durante a operação:

  • 68 trouxinhas de cocaína foram apreendidas
  • 13 porções de maconha foram apreendidas
  • 7 autos de prisão em flagrantes foram lavrados
  • 1 arma de fogo foi apreendida
  • 1 veículo proveniente de furto foi recuperado
  • 7 pessoas foram conduzidas à delegacia
  • 49 veículos de quatro rodas foram checados
  • 16 veículos de duas rodas foram checados
  • 1 criminoso foi morto

O objetivo é combater o tráfico de drogas que é intenso na região, especialmente aquele chamado de “formiguinha”, que são traficantes que portam pequenas quantidades de droga.

O delegado titular da DENAR, Hoffman D’Ávila, fez um balanço positivo da operação.

“Operação foi exitosa porque se você fecha uma boca de fumo, os vizinhos que moram ali vão ficar mais em paz. A boca de fumo incomoda demais a população. Quando a polícia está ali, a sensação de segurança é muito maior”, disse o delegado em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (31), no Comando Geral da PM.

De acordo com o policial, a operação ocorrerá mais vezes neste lugar e em outros considerados críticos em Campo Grande.

NÚMEROS

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 10 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, de 1º a 31 de janeiro de 2025, em Mato Grosso do Sul. 

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

feminicídio

Homem mata namorada em SP e é preso em MS

César Ferreira matou Simone Trigueiro estrangulada na casa dela em Andradina (SP) e depois fugiu para Água Clara (MS)

27/02/2026 10h40

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio DIVULGAÇÃO

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César Ferreira da Silva assassinou a namorada, Simone Trigueiro, na tarde desta quarta-feira (26), no cruzamento das ruas Joaquim Antônio Proença e Presidente Vargas, Vila Mineira, em Andradina (SP), cidade que faz divisa com Três Lagoas (MS).

Ele matou ela estrangulada e asfixiada na casa dela. Ambos namoraram por oito meses.

Após o crime, fugiu em direção a Mato Grosso do Sul, mas foi capturado e preso, por policiais militares da 13ª Companhia Independente (13ªCIPM), em Água Clara (MS).

Conforme apurado pela mídia local, familiares estavam sem notícias há dois dias de Simone e estranharam seu sumiço. Com isso, foram até a casa dela e a encontraram sem vida, com sinais de estrangulamento e luta corporal.

Em seguida, acionaram a polícia. Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e funerária estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia, recolher indícios do feminicídio e retirar o corpo, respectivamente.

O autor do crime fugiu para Água Clara (MS), onde foi preso pela Polícia Militar.

"A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio da 13ª CIPM, recebeu informações sobre um indivíduo suspeito de feminicídio que estaria em deslocamento sentido Água Clara/MS. Uma equipe realizou diligências pela BR-262 e localizou o suspeito e realizou a abordagem, confirmando sua identidade durante a abordagem. Na ocasião, o autor declarou espontaneamente ter cometido o crime. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão e, posteriormente, ele foi apresentado na delegacia para as providências legais", informou a PMMS por meio de nota.

As circunstâncias do caso serão investigadas pelas autoridades competentes. O corpo da vítima será submetido a exame necroscópico, que deverá confirmar a causa da morte.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 3 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 27 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul. Em 2025, 39 mulheres foram assassinadas, 35 em 2024 e 30 em 2023.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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