Polícia

DENÚNCIA

Omissão de socorro é crime: saiba como denunciar maus-tratos contra crianças

Deixar de prestar assistência pode resultar em prisão de um a seis meses ou multa

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Maus-tratos conta a criança e ao adolescente é crime.

Ver, ouvir, ou saber que uma criança sofre violência física ou sexual, e não denunciar, também é.

Deixar de prestar assistência, negar ajuda ou não pedir socorro é ilegal e pode causar danos graves à vítima, inclusive levar a óbito.

Omitir socorro pode resultar em prisão de um a seis meses ou multa. Se a omissão resulta em lesão corporal grave, a pena será duplicada e, caso houve morte, triplicada.

Portanto, é importante denunciar e expor o delinquente para que a vida, saúde e integridade da vítima sejam preservadas.

Caso não queria ser identificado, é possível efetuar a denúncia em anônimo por meio de vários canais de comunicação, existentes em Campo Grande. Confira:

  • Polícia Militar - 190
  • Disk Denúncia CIOPS - 181
  • Polícia Civil - 197
  • 1º Conselho Tutelar Sul - (67)3314-6370 / (67)99941-2195 (plantão)
  • 2º Conselho Tutelar Norte - (67)3314-4483 / (67)99688-1623 (plantão)
  • 3º Conselho Tutelar Centro - (67)3314-4337 / (67)99715-9024 (plantão)
  • 4º Conselho Tutelar Bandeira - (67)3314-4482 / (67)99989-3692 (plantão)
  • 5º Conselho Tutelar Lagoa - (67)3314-4482 / (67)99847-9119 (plantão)

Caso Sophia

Sophia Ocampo, de 2 anos e 7 meses, chegou morta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, em 26 de janeiro deste ano, após ser agredida pela mãe, Stephanie de Jesus da Silva, de 24 anos, e pelo padrasto, Christian Campoçano Leitheim, de 25 anos.

De acordo com laudo necroscópico emitido pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), o homem também estuprou a criança.

Christian e Stephanie são réus por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, contra menor de 14 anos e meio cruel.

O padrasto foi denunciado pelo crime de estupro de vulnerável e mãe por homicídio doloso por omissão, já que encaminhou a menina à UPA após morta.

Mais um caso

Mãe e padrasto foram presos após o filho da mulher - bebê de um ano e 27 dias - ser internado em estado grave, com lesões na cabeça e indícios de violência.

O casal foi detido, em flagrante, em 14 de fevereiro, pela Polícia Civil, por meio Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). As identidades da mãe, padrasto e criança não foram divulgadas.

O garoto foi internado no Hospital Santa Casa de Campo Grande. O laudo médico apontou que ele teve duas clavículas quebradas, traumatismo craniano e pneumotórax.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado no dia 16 de fevereiro de 2023, a Santa Casa afirmou que o menino permanece internado na ala vermelha da pediatria e respirando com ajuda de aparelhos. Seu quadro clínico é estável e encontra-se em processo de retirada da sedação para avaliar o despertar.

A polícia não descarta a ocorrência de maus-tratos e de lesão corporal dolosa. Conforme apurado pelo Correio do Estado, a criança passará por corpo de delito assim que sair do hospital.

Mata do Jacinto

Homem que apontou arma para policiais é o 136° morto em confronto em 2026

Ele tem várias passagens pela polícia por vias de fato, violência doméstica, porte de drogas, entre outros

17/09/2026 08h25

Arma utilizada pelo criminoso

Arma utilizada pelo criminoso DIVULGAÇÃO/BPMChoque

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Dionatan Ribeiro de Souza, de 28 anos, apelidado de “Coringa”, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na noite desta quarta-feira (16), na rua Cristóvão Lechuga Luengo, Mata do Jacinto, em Campo Grande.

Ele tem passagens pela polícia por vias de fato, lesões corporais recíprocas, resistência/desobediência, porte de droga, tráfico de droga, violência doméstica, dano, medida protetiva, ameaça e homicídio qualificado tentado.

Conforme apurado pela reportagem, O Batalhão de Choque recebeu uma denúncia anônima de que dois indivíduos estavam perto do Parque do Sóter, sendo que um estava armado para dar suporte a um roubo.

Com isso, os militares foram até o local e visualizaram ambos com características compatíveis com as repassadas.

Eles deram voz de abordagem aos dois rapazes, sendo que um obedeceu, mas o outro sacou uma arma e apontou em direção aos policiais.

Os miliares reagiram, balearam e desarmaram o indivíduo. Ele foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Polícia Civil e Polícia Científica foram acionadas para realizar os procedimentos judiciais, legais e periciais.

De acordo com o Choque, foram apreendidos um revólver calibre 32 e 5 munições. O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 3.500,00.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) como:

  • Desobediência
  • Resistência
  • Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
  • Homicídio simples na forma tentada contra agente de segurança pública
  • Homicídio decorrente de oposição a intervenção de agente legal do estado

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 136 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 17 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 136 mortes,

  • 12 ocorreram em janeiro
  • 5 em fevereiro
  • 8 em março
  • 14 em abril
  • 17 em maio
  • 17 em junho
  • 26 em julho
  • 31 em agosto
  • 6 em setembro
  • 128 são homens
  • 4 são mulheres
  • 4 não tiveram o sexo divulgado
  • 59 são adultos
  • 62 são jovens
  • 5 são idosos
  • 10 são adolescentes

Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

alerta

Idoso sobe de escada em telhado, cai e morre em Campo Grande

Ele foi socorrido em estado gravíssimo, com politraumatismo, mas faleceu na Santa Casa

16/09/2026 11h50

Telhado - imagem de ilustração

Telhado - imagem de ilustração Foto: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Francisco Caetano dos Santos, de 73 anos, morreu após cair de um telhado, que possui quatro metros de altura, na tarde desta terça-feira (15), na Vila Cidade Morena, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso subiu em uma escada para fazer um reparo no telhado de sua residência, quando se desequilibrou e caiu.

Ele ficou inconsciente e teve sangramento na cabeça. Em seguida, a família acionou o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS).

Ele foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado até o Hospital Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e foi diagnosticado com politraumatismo.

Mas, ele não resistiu e faleceu instantes depois no hospital.

O caso foi registrado como “morte decorrente de fato atípico” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ALERTA

A situação traz um alerta: uma tarefa aparentemente comum pode se transformar, em poucos segundos, em uma tragédia.

Subir no telhado pode parecer uma tarefa simples, mas envolve riscos graves e que podem resultar em ferimentos sérios ou até mesmo em morte.

Além da altura, a pessoa pode perder o equilíbrio, escorregar, pisar em uma telha que não suporta seu peso ou cair.

A recomendação é não subir no telhado por conta própria. Acione um profissional capacitado, que tenha os equipamentos de segurança adequados para realizar o trabalho.

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