Segurança estará reforçada neste domingo (4), primeiro turno das eleições gerais, em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Esquema de segurança terá empenho de 3.500 agentes extras, 557 viaturas, 2 helicópteros e 1 avião.
Os órgãos envolvidos, a nível municipal, estadual e federal, são:
- Polícia Militar (PMMS) – 887 militares
- Polícia Civil (PCMS) – 160 policiais
- Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) – 300 militares – 110 viaturas
- Guarda Civil Metropolitana (GCM) – 112 guardas
- Polícia Federal (PF) – 37 policiais
- Exército Brasileiro
- Polícia Rodoviária Federal (PRF)
- Defesa Civil
- Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
- Polícia Científica (CGP)
De acordo com o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, mesmo com todo o esquema de segurança, furtos e violência doméstica são os crimes que mais preocupam durante o dia de votação.
“O dia das eleições é um dia que aglomera bastante pessoas em torno dos locais de votação e essas pessoas estacionam seus veículos. Então a gente tem uma grande preocupação com os furtos e também tem verificado nos últimos pleitos que a violência doméstica também tem sido um delito bastante registrado e esse é um grande ponto de atenção para esse pleito de 2026”, pontuou.
A recomendação é que os eleitores adotem cuidados básicos no domingo (4), como evitar deixar objetos de valor dentro dos veículos, estacionar em locais seguros, trancar a casa e fechar portas e janelas de residências. Em casos de violência doméstica, a orientação é acionar as autoridades policiais via 190.
A Polícia Militar será responsável pelo policiamento ostensivo nas ruas, a Polícia Civil pelo registro de boletins de ocorrência, a Polícia Rodoviária Federal pelo monitoramento das estradas, Polícia Federal/Exército Brasileiro pelo monitoramento da faixa de fronteira e Corpo de Bombeiros pelo cuidado à vida e eventuais temporais.
As aeronaves estarão à disposição das forças de segurança - para eventuais intercorrências meteorológicas e acesso a áreas de difícil acesso – e do Tribunal Regional Eleitoral, para substituição ou troca de urnas.
O objetivo é proporcionar segurança nos 1.036 locais de votação, alocados em 7.272 seções eleitorais, de 54 Zonas Eleitorais, localizados nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, além das Áreas de Interesse Operacional (locais de votação, cartórios eleitorais, locais de apuração/totalização, vias públicas e estações de transporte), em apoio ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS).
As possíveis intercorrências que podem necessitar de intervenção das forças de segurança, no domingo (4), são:
- Crimes eleitorais (boca de urna, compra de votos, chuva de santinhos [derrame de material de propaganda], corrupção eleitoral, transporte irregular de eleitores, dano e destruição de urna eletrônica, fraude na identificação do eleitor, concentração de eleitores e desordem)
- Crimes comuns (furto, violência doméstica, ameaça, lesão corporal dolosa e vias de fato)
- Manifestações pacíficas e/ou violentas
- Bloqueio de vias
- Rixas, ameaças e atentados
- Ocorrência de temporais/alagamentos
- Queda de energia nos locais de votação e apuração
ANTES DAS ELEIÇÕES
- Planejamento
- Alocação de recursos
- Treinamento do efetivo
- Monitoramento (inteligência)
- Designação de Delegado de Polícia e Oficial PM à disposição de Juiz Eleitoral por Zona Eleitoral
DURANTE AS ELEIÇÕES
- Policiamento ostensivo nos locais de votação, apuração e totalização de votos
- Policiamento ostensivo nas rodovias estaduais e vias urbanas
- Ampliação da capacidade de atendimento dos telefones de urgência
- Monitoramento (inteligência)
- Equipes especializadas em condições de pronto-atendimento para situações críticas
- Ampliação do efetivo nas áreas rurais que possuem locais de votação
- Aeronaves em situação de pronto-emprego para atendimento emergencial (deslocamento/substituição de urnas; transporte eleitores caso haja temporais e alagamentos que impeçam o eleitor de votar)
- Ampliação da capacidade de atendimento nas Delegacias de Polícia
- Instalação do CICC às 6h30min e conexão com o Ministério de Justiça e Segurança Pública
APÓS AS ELEIÇÕES
- Emissão de relatórios
- Desmobilização das equipes
Segundo o secretário, os crimes eleitorais diminuíram, mas ainda podem ocorrer.
“Os crimes eleitorais têm se até diminuído ano a ano aqui no Estado, mas a gente tem verificado que a boca de urna, o derramamento de santinhos, a compra de votos, a aglomeração e a uniformização ainda são crimes bastante registrados e é um grande ponto de atenção para 2026”, explicou.
Ele ainda afirmou que Campo Grande, Dourados e região sul de MS são os locais onde ocorrem maior número de ocorrências durante as eleições.
“Em relação aos crimes eleitorais, a gente tem 31% do eleitorado em Campo Grande, então o maior volume. Campo Grande tem uma grande preocupação. A gente tem percebido pela análise dos últimos pleitos que a região de Dourados e a região sul do Estado tem sido locais onde há registros acima da média do estado”, detalhou.
Neste ano, não haverá Lei Seca. Caso a população queira denunciar algum crime, deve ligar no 190 (Polícia Militar).

