Polícia

DESDOBRAMENTOS

Polícia acredita que "patrão dos pistoleiros" foi morto na casa do próprio cunhado

Força de Segurança paraguaia acredita que morte de Márcio Ariel "Aguacate" aconteceu dentro do círculo próximo do criminoso

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Para a Polícia Nacional do Paraguai, Márcio "Aguacate" Ariel Sánchez Giménez, considerado o patrão dos pistoleiros da fronteira, foi morto com 33 tiros no último fim de semana, dentro do seu círculo mais próximo e no interior do próprio cunhado. 

Ainda nesta segunda-feira (19), o jornal paraguaio ABC trouxe a público um áudio onde o suposto comandante dos pistoleiros fazia ameaças demais criminosos. 

Dando fim à paz na fronteira devido à momentânea trégua entre facções, Márcio "Abacate" afirmava ser o chefe dos demais, que não eram nada diante dele, sendo que após sua morte poderiam escolher um novo líder. 

Desovado na periferia de Pedro Juan Caballero, "Abacate" fazia ameaças duras, dizendo que iria "destroçar com fuzil" os adversários caso os incomodassem. 

"avave ndapendesalvamo'ãi, ni pehóramo peike Ñandejára pype ndapendesalvamo'ãi avave, amigo (ninguém vai salvá-los, nem mesmo se ajoelharem aos pés de Deus, amigo)" dizia ele em Guarani. 

Luis López é comissário, chefe da equipe policial paraguaia encarregada dessa investigação, e afirma não haver dúvidas do envolvimento do círculo mais próximo de Márcio Sánchez, na morte do narcotraficante. 

Para ele, a morte de "Aguacate" aconteceu na casa de um parente - seu próprio cunhado - e não há dúvidas de que alguém do círculo próximo de Aguacate o matou, afirmam os investigadores do caso.

Relembre

Reconhecido pela família, o cadáver de Marcio Ariel Sánchez foi desovado na periferia de Pedro Juan Caballero enrolado em um cobertor. 

Curiosamente, um dos disparos atingiu exatamente o cabo da arma enrolado em um rosário, peculiar tatuagem do criminoso que trazia ainda os dizeres: "no meu caminho vou com Deus, e se não volto é porque já estou com ele", em tradução livre. 

Possivelmente os disparos foram de uma pistola calibre 9mm, segundo forças de segurança pública da região e, por seu corpo, além das dezenas de tiros, haviam outros sinais de violência, como a face desfigurada pelos lábios inchados e dentes quebrados. 

 

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Crime

Homem é detido após lavar mandiocas em pia batismal de igreja em MS

Segundo a PM, suspeito teria xingado padre, se recusado a deixar o templo e resistido à abordagem policial

14/08/2026 14h30

Situação aconteceu em Antônio João

Situação aconteceu em Antônio João Reprodução/

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Um homem foi detido após entrar em uma igreja católica e usar a água da pia batismal para lavar raízes de mandioca, em Antônio João, a cerca de 320 quilômetros de Campo Grande. O caso foi registrado pela Polícia Militar e envolveu acusações de resistência, perturbação do sossego e discriminação religiosa.

Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada para atender à situação dentro da igreja. O padre José Eduardo relatou aos policiais que o homem entrou na igreja carregando um balde e começou a enchê-lo com água para lavar as mandiocas.

O religioso teria pedido que ele pegasse a água e deixasse o local. Conforme o relato, porém, o homem se recusou a sair e, em seguida, levou as raízes até o tanque batismal, onde passou a lavá-las.

Ainda segundo a ocorrência, durante o episódio, o homem teria proferido xingamentos contra o padre. O religioso também afirmou que, em determinado momento, o suspeito tentou atingi-lo com o balde.

A PM realizou buscas nas proximidades e localizou o homem, identificado como Ronaldo Machado da Silva. Ele estava com um balde contendo aproximadamente 13 pedaços de raízes de mandioca.

Abordagem

De acordo com a Polícia Militar, durante a abordagem, o homem apresentou comportamento agitado e agressivo e resistiu à ação policial. Os agentes utilizaram instrumentos de menor potencial ofensivo e algemas.

O homem foi encaminhado à autoridade competente para os procedimentos cabíveis. O caso foi registrado como resistência, perturbação do trabalho ou do sossego alheio.

Tráfico

PF apreende quase 5 kg de drogas sintéticas em ações contra tráfico internacional em Corumbá

Quatro bolivianos foram presos em flagrantes distintos; entorpecentes teriam como destino Santa Cruz de la Sierra

13/08/2026 14h00

Reprodução PF

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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Receita Federal, apreendeu quase 5 quilos de drogas sintéticas em duas operações realizadas em Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Quatro bolivianos foram presos durante os flagrantes.

As apreensões ocorreram em ações integradas de inteligência, investigação e fiscalização. Ao todo, foram encontrados aproximadamente 3,9 quilos e 1 quilo de substâncias com características compatíveis com ecstasy, incluindo MDA, MDMA e MDEA, em formas como pó, cristais e outros materiais sólidos.

Segundo as investigações, os entorpecentes teriam como destino o mercado boliviano, principalmente a cidade de Santa Cruz de la Sierra. A origem das drogas é investigada, mas os primeiros elementos levantados indicam que os carregamentos podem ter saído da região Sudeste do Brasil.

A PF também apura o uso de uma estratégia conhecida como logística reversa do tráfico, utilizada por organizações criminosas para dificultar a identificação da origem, do destino e dos responsáveis pelas remessas de drogas.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a cadeia logística utilizada no transporte dos entorpecentes até a região de fronteira.

As substâncias apreendidas serão submetidas aos procedimentos periciais para confirmação da composição e das quantidades.

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