Polícia

SEGURANÇA PÚBLICA

"Por enquanto não", diz Riedel sobre implantação de câmera na farda dos policiais

Equipamento seria utilizado para filmar abordagens e ações dos policiais

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Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou que pretende lançar o programa de câmeras em farda de policiais militares no primeiro semestre deste ano.

O equipamento seria utilizado para filmar as abordagens e ações dos policiais. Mas, o projeto não está nos planos do governador do Estado (PSDB), Eduardo Riedel.

O chefe do executivo estadual afirmou que, por enquanto, não cogita implantar câmera na farda dos policiais militares de Mato Grosso do Sul.

“Por enquanto não, essa é uma discussão delicada. No momento eu não tenho esse pensamento. A gente tem que avaliar em que situação cada ocorrência dessa se deu. Falar que foi executada às vezes, tem que haver o contexto, tem que entender o que aconteceu”, disse.

“Estamos em discussão com as forças de segurança pública para que a gente tenha a respeito absoluto ao cidadão, mas garantindo a ordem também e combatendo a criminalidade”, finalizou.

O pronunciamento foi feito na manhã desta quinta-feira (2), durante assinatura de termo de fomento entre o Governo do Estado e Federação de Clubes de Laço de MS.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado no dia 15 de fevereiro de 2023, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, disse sua posição, a respeito da implantação de câmera na farda, “é muito tranquila”.

“Nós somos a favor de tudo que garanta a segurança do policial e que garanta a segurança de uma operação policial”, afirmou.

Ele ainda disse que o Estado fez a opção de ter o equipamento quando o governo federal destinar esse tipo de tecnologia para as polícias federais e os estados, para que tudo seja feito de uma forma padronizada e ligada a todo o País.

“Nós fizemos a opção Mato Grosso do Sul de ter a mesma época, o mesmo equipamento que o Governo Federal destinar para a Polícia Federal e pra Polícia Rodoviária Federal”, concluiu.

Dados

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que, no início deste ano, Mato Grosso do Sul registrou o maior número de mortes por intervenção policial nos últimos 10 anos, levando em consideração os meses de janeiro e fevereiro.

Números da Sejusp apontam que 22 pessoas morreram em confronto com a Polícia Militar, de 1º de janeiro a 2 de março de 2023, em Mato Grosso do Sul.

Desse número, oito ocorreram em janeiro e 14 em fevereiro. São 13 mortos em Campo Grande e 9 no interior.

Em 2022, 43 mortes foram registradas em confronto policial. De 2013 até 17 de fevereiro deste ano, 375 pessoas morreram em ocorrências por intervenção de agentes do Estado. Dessas, 291 são homens, quatro são mulheres e 80 pessoas não têm o sexo informado.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Augusto Regalo, afirmou que as mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

ARAL MOREIRA (MS)

Bebê de cinco meses é morto com foice e mãe fica ferida na fronteira

Autor do crime alegou que teria agido por vingança, pois o pai do bebê queimou sua motocicleta

30/08/2026 15h15

Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira

Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira DIVULGAÇÃO/PCMS

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Bebê de cinco meses, do sexo masculino, foi morto com golpes de foice, na madrugada deste domingo (30), em Aral Moreira, município localizado a 386 quilômetros de Campo Grande, na fronteira Mato Grosso do Sul (Brasil)/Paraguai.

A mãe da criança, Regina Ramires, também foi agredida e está internada no hospital.

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, os policiais civis seguiram até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. Não se sabe o estado de saúde dela. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O pai do bebê teve que reconhecer o corpo do filho no IMOL. O corpo da criança deve ser liberado nas próximas horas para velório e sepultamento.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

Operação Little Bag

PF bloqueia R$ 7 milhões em bens contra organização criminosa em MS

Dinheiro em espécie e veículos foram apreendidos

27/08/2026 09h00

Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal

Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (27), quatro mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, durante a Operação Little Bag, em Dourados e de Itaporã, municípios localizados a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande.

Além dos mandados, também houve bloqueio e sequestro de bens no valor de R$ 7 milhões. Dinheiro em espécie (R$ 160.000,00) e veículos (Fiat Strada, Volkswagen Voyage e Iveco Daily) foram apreendidos. Quatro pessoas tiveram a prisão decretada, sendo que três foram presas e uma está foragida.

As medidas foram expedidas pela Justiça da Comarca de Dourados.

Conforme apurado pela reportagem, a operação está relacionada a apreensões de maconha que ocorreram em 2025.

A investigação apontou uma organização criminosa atuante em Mato Grosso do Sul, com participação em outros estados brasileiros, que é responsável pelo envio de drogas a regiões do País.

O objetivo é combater a produção, tráfico, comercialização, venda e envio de entorpecentes de Mato Grosso do Sul para outros estados do Brasil.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 38.992,959 quilos de maconha foram apreendidos, no ano de 2025, em Dourados. De 1° de janeiro a 27 de agosto de 2026, foram 69.761 quilos.

Não há dados sobre o município de Itaporã na plataforma da Sejusp.

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

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