Cidades

Calorão

Porto Murtinho bate recorde com 43,4ºc e MS segue liderando altas temperaturas no Brasil

As chuvas em 77 municípios estão abaixo da média histórica e o calorão intenso deve durar a semana toda

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Pelo terceiro dia consecutivo, o município de Porto Murtinho bateu recorde de alta temperatura em Mato Grosso do Sul, alcançando 43,4ºc, nesta terça-feira (17). Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essa também é a maior temperatura registrada entre os municípios brasileiros.

No último domingo (15), o município registrou pela primeira vez a temperatura mais alta do País, com 41,8ºC e sensação térmica de 45ºC. Na segunda-feira (16), bateu o recorde novamente com 42,5ºc e hoje (17), contínua consagrando a liderança de cidade mais quente do Brasil, com 43,4ºc.

Além de Porto Murtinho,  Corumbá é a segunda cidade mais quente do Brasil com 42,5ºc. Em terceiro lugar, está Cuiabá, no estado vizinho, com 41,1ºc. Os valores foram observados até às 16h de hoje (17), podendo sofrer alterações ao final do dia, pelo Inmet. 

O meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), Vinicius Sperling, explica que a região mais afetada será a do Pantanal. O calor deve se concentrar em boa parte do estado, com ênfase para Corumbá e Porto Murtinho.

“Nesta terça-feira tivemos o recorde de temperatura máxima em 2023, em Mato Grosso do Sul, que foi 43,4 graus em Porto Murtinho. Os principais centros estão chamando de nova onda de calor, que se configura em temperatura acima da média por um período maior que 5 dias”, observa.

No entanto, o meteorologista adianta que haverá uma mudança drástica nesse cenário, a partir de quinta-feira (19), com a previsão de uma forte tempestade na região sul do Estado.

“Na quinta-feira tem expectativa de chuvas, principalmente para a região sul do estado, acompanhadas de tempestades com raio, granizo, rajada de vento, devido a esse forte calorão. Então, fica essa preocupação para essas chuvas. Em Porto Murtinho, a tendência é a baixa desses 43 graus para uns 38 graus”, revela o meteorologista, Vinicius.

Nova onda de calor

O calorão é o resultado de uma nova onda de calor que assola o Estado desde ontem (16). A chegada de uma massa de ar seco deve elevar os termômetros com cinco graus acima da média, pelo período de uma semana.

“Existem duas situações ocorrendo em Mato Grosso do Sul: a chegada de um frente fria entre os dias 19 e 20 de outubro, na região sul e sudeste; e a nova onda de calor, principalmente no norte do Estado, que deve durar por uma semana”, explica a meteorologia do Inmet. 

Balanço das chuvas

Nesta primeira quinzena do mês de outubro de 2023, apenas dois dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul registraram chuvas acima do esperado. As outras 77 cidades seguem com alerta vermelho, registrando uma falta de chuva abaixo da média histórica no Estado.

Conforme o Cemtec/MS os maiores acumulados de chuvas ocorreram nas regiões centro-sul (Rio Brilhante, Maracaju) e leste (Nova Andradina, Anaurilândia) do estado, onde variam entre 60-120 mm. 

Em grande parte do estado, as chuvas variaram entre 0-60 mm, caracterizando chuvas abaixo da média histórica nestes primeiros 15 dias do mês de outubro de 2023.

Quanto à precipitação acumulada, destaca-se que os municípios de Rio Brilhante e Nova Andradina (estação meteorológica localizada no IFMS) estão acima da média histórica para o mês de outubro, com acumulados de chuvas variando entre 140-160 mm. 

Os acumulados de chuva mais significativos ocorreram entre os dias 08 e 09 de outubro devido ao avanço de uma frente fria sobre Mato Grosso do Sul. Já na Capital, a precipitação acumulada ficou bem abaixo da média histórica de chuvas para outubro, com registro de apenas 10,4 mm acumulados.

Precipitação Acumulada (mm) observada durante os primeiros 15 dias de outubro de 2023. Fonte dos dados: CEMADEN, INMET, EMBRAPA AGROPECUÁRIA OESTE, SEMADESC.  

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CIDADE MORENA

Campo Grande conclui 'pacotão' de R$ 174 milhões para asfaltar bairros

Valores somam exatos R$174.511.622,66 voltados para pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais que somam exatos; confira bairros a serem contemplados

25/08/2026 13h03

"Mega pacote" foi inicialmente divulgado pelo Executivo de Campo Grande como um montante de R$ 188 milhões Foto: Divulgação/PMCG

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Através da edição desta terça-feira (25) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), foi homologado hoje pelo Executivo, às vésperas dos 127 anos da Capital, a contratação de empresas especializadas em um "pacotão" de mais de R$174,5 milhões para pavimentar bairros pela Cidade Morena. 

Conforme o documento oficial, foram publicadas homologações referentes a 17 itens e seus respectivos licitantes vencedores, em um verdadeiro "pacotão" para pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais que somam exatos: R$174.511.622,66.

Enquanto 16 itens compõem um pacote voltado para a pavimentação de vários bairros, em um montante de R$160.322.445,90, um certame específico no valor de R$14.189.176,76 (vencido pela DMP Construções Ltda.) é voltado para execução dessas obras e drenagem de águas no Complexo Lageado, para o Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa. 

Além desse, a prefeitura homologou o "pacotão" para diversos bairros, que apresenta as seguintes licitantes vencedoras e os respectivos valores a serem pagos em cada caso.

  • ITEM 02 - R$ 14.436.766,76 | Meta Construtora Ltda. 
  • ITEM 03 - R$ 3.618.880,98 | CG3F Serviços e Construtora Ltda.
  • ITEM 04 - R$ 4.969.886,52 | GRADUAL ENGENHARIA E CONSULTORIA EIRELI
  • ITEM 05 - R$ 6.010.491,52 | META CONSTRUTORA Ltda.
  • ITEM 06 - R$ 8.491.872,72 | SOUZA DOS SANTOS CONSTRUTORA Ltda. 
  • ITEM 07 - R$ 7.708.091,27 | MACRO ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES Ltda. 
  • ITEM 08 - R$ 11.580.993,60 | TST CONSTRUÇÕES Ltda. 
  • ITEM 09 - R$ 13.008.484,55 | TST CONSTRUÇÕES Ltda.
  • ITEM 10 - R$ 9.584.999,00 | SANTA CRUZ CONSTRUÇÕES E TERRAPLENAGEM Ltda. 
  • ITEM 12 - R$ 14.299.998,79 | TST CONSTRUÇÕES Ltda. 
  • ITEM 13 - R$ 5.222.844,06 | RELEVO ENGENHARIA Ltda.   
  • ITEM 14 - R$ 8.605.537,11 | MACRO ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES Ltda. 
  • ITEM 15 - R$ 15.009.480,60 META CONSTRUTORA Ltda
  • ITEM 16 - R$ 17.366.814,11 | DMP CONSTRUÇÕES Ltda. 
  • ITEM 17 - R$ 13.461.154,96 | MOBICON CONSTRUTORA Ltda.  
  • ITEM 18 - R$ 6.946.149,35 | RR BARROS SERVIÇOS E CONSTRUÇÕES Ltda.  

Pacotão

Esse “mega pacote” acabou saindo mais barato que o previsto, já que foi inicialmente divulgado pelo Executivo de Campo Grande como um montante de R$ 188 milhões, sendo parte do planejamento municipal de ampliação da infraestrutura urbana, com intervenções para diversas regiões da Capital, como, por exemplo: 

  • Vila Nossa Senhora Aparecida, 
  • Vila Bosque da Saúde, 
  • Jardim Noroeste (Lote 3),
  • Jardim Mansur, 
  • Jardim Auxiliadora (Etapa B), 
  • Complexo Itatiaia (Etapa D), 
  • Jardim Los Angeles, 
  • Porto Galo, 
  • Parque Residencial Lisboa, 
  • Guanandi II, 
  • Jardim Tarumã, 
  • Coophavila,
  • Batistão, 
  • Jardim Santa Emília,
  • Residencial Aquarius I e II, 
  • Jardim São Conrado, 
  • Jardim Aero Rancho, 
  • Vila Nogueira, 
  • Vila Aimoré, 
  • Vila Amapá, 
  • Jardim das Nações, 
  • Jardim Tijuca II e 
  • Jardim Verdes Mares.

Conforme divulgado, esses recursos fazem parte do planejamento do Executivo de Campo Grande a serem empregados para cobertura da pavimentação e drenagem. A previsão da Capital do Mato Grosso do Sul é alcançar um volume de 640 milhões de reais em investimentos até o ano de 2028. 

 

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INQUÉRITO CIVIL

MPF apura se prefeitura de MS usou verba da educação para pagar advogados

Uma ação coletiva da Assomasul e municípios cobra repasses antigos da União à educação básica, porém a associação e Corumbá firmaram contrato com um escritório de advocacia e prometeu 10% do benefício caso ganhe a causa

25/08/2026 12h30

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul Divulgação

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para fiscalizar se verbas federais destinadas a educação básica foram usadas para pagamentos a um escritório de advocacia, que foi contratado após uma ação coletiva ajuizada pela Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (ASSOMASUL) contra a União.

A fiscalização visa apurar a adesão do município de Corumbá à esta ação coletiva e a legalidade do contrato celebrado com o escritório Coimbra & Palhano Advogados Associados.

O inquérito apura se houve desvio de finalidade na aplicação de verbas do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), o que pode configurar em dano ao erário e atos de improbidade administrativa.

O processo foi instaurado na 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que trata sobre o combate à corrupção.

Em resumo, o MPF quer saber se a contratação do escritório Coimbra & Palhano Advogados Associados e a forma de pagamento são regulares. Há uma preocupação específica do órgão ministerial sobre de onde está vindo o dinheiro para pagar esses advogados, especialmente se esses recursos vêm de verbas da educação.

O foco principal é garantir que verbas destinadas à educação básica (FUNDEF/FUNDEB) não estejam sendo usadas de maneira errada para pagar honorários advocatícios, o que poderia causar prejuízos aos cofres públicos.

O MPF vai verificar se a prefeitura respeitou a recomendação n° 02/2018, a qual proíbe a destinação, vinculação ou retenção de recursos do FUNDEF/FUNDEB para o pagamento de honorários advocatícios contratuais a patronos particulares.

A Assomasul terá o prazo de 20 dias para apresentar:

a) cópia integral do contrato de prestação de serviços advocatícios firmado com o escritório Coimbra & Palhano Advogados Associados;

b) cópia do Termo de Adesão, procuração e/ou ato autorizativo outorgado especificamente pelo Município de Corumbá para o patrocínio;

c) informações pormenorizadas e atualizadas quanto ao andamento processual da aludida liquidação provisória de sentença.

Já a Prefeitura de Corumbá também terá os mesmos 20 dias para prestar as seguintes informações:

a) esclarecimentos formais acerca do ato que autorizou a adesão do Município à liquidação coletiva do FUNDEF promovida pela ASSOMASUL;

b) manifestação expressa indicando a fonte orçamentária e a origem contábil dos recursos que serão eventualmente empregados para o adimplemento dos honorários contratuais de 10%;

c) ciência formal e manifestação quanto ao cumprimento dos ditames contidos na Recomendação nº 02/2018 exarada por esta Procuradoria da República.

Assomasul cobra verbas federais

A  Assomasul ajuizou uma ação contra a União Federal para cobrar diferenças de repasses do antigo FUNDEF. O processo está em trâmite na 2ª Vara Federal de Campo Grande. 

A associação firmou contrato de prestação de serviços advocatícios na modalidade de risco (ad exitum) com a Coimbra & Palhano Advogados Associados. Esta modalidade significa que o escritório só recebe se a ação for bem-sucedida e o dinheiro for recuperado. 

Com isso, foram estipulados honorários contratuais no percentual de 10% sobre o benefício econômico obtido, figurando o Município de Corumbá entre os entes federados municipais aderentes e potenciais custeadores do montante.

Ou seja, se o município ganhar a causa e receber os milhões atrasados do FUNDEF, 10% desse valor da educação serão repassados para pagar os honorários contratuais do escritório de advocacia.

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