Cidades

REFIS

Prazo para negociar dívidas com a prefeitura termina amanhã

Programa de pagamento incentivado foi prorrogado até 10 de setembro

NATALIA YAHN

09/09/2019 - 09h42
Continue lendo...

Termina amanhã (10) o prazo para que os contribuintes inadimplentes quitem débitos com a Prefeitura, no Programa de Pagamento Incentivado (PPI), mais conhecido como Refis, com descontos que podem chegar até a 90% nos juros e multas.

Inicialmente o programa terminaria no dia 12 de agosto, quando foi renegociado total de R$ 7 milhões em um só dia, totalizando R$ 21.715.577,43 em dívidas.  O Executivo encaminhou o projeto em regime de urgência, adiando o prazo do PPI para o dia 31 de agosto. Mas, na Casa de Leis, os vereadores aprovaram uma emenda para que a prorrogação valesse durante os dez primeiros dias deste mês. A mudança levou em consideração as datas de pagamento dos trabalhadores e, com isso, a maior possibilidade de contribuintes se interessarem em negociar dívidas. 

Porém, ao longo do mês extra para negociação, inclusive com a manutenção do desconto, que chega a 90% no pagamento à vista, o cenário de longas filas, pessoas aguardando na calçada e muita espera, registrado no então último dia do Refis – em 12 de agosto – foi diferente a partir da prorrogação: pouca fila e procura, com atendentes vagos e quase nenhuma espera.

INCENTIVO

A prorrogação teve por objetivo oferecer mais uma vez a oportunidade para que os contribuintes inadimplentes regularizem os débitos que a eles possam ser atribuídos, decorrentes de créditos tributários e não tributários constituídos ou não, inclusive os inscritos em Dívida Ativa, ajuizados ou não, com a exigibilidade suspensa ou não, em razão de fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2018.

A prefeitura entende que o Refis incentiva o contribuinte a retomar sua capacidade de investimentos, propiciando condições para que a Fazenda Pública Municipal possa receber créditos de difícil recuperação. Além disso, tal medida possibilita, como política eventual e excepcional, arrecadação de montante de créditos tributários significativos como receita própria aos cofres públicos.

O programa abrange todos os tributos cobrados pelo município – Imposto sobre Serviços (ISS), Imposto sobre a Transmissão de Bens Móveis (ITBI), taxas públicas e, principalmente, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). 

O Refis oferece desconto de 90% na atualização monetária dos juros de mora incidentes sobre o valor do crédito tributário e da multa de pagamento à vista. Para o parcelamento em até seis meses, a remissão chega a 75%. Já para quem dividir os débitos em 12 vezes, o desconto será de 30%.

A Prefeitura de Campo Grande tem hoje mais de 195 mil contribuintes com algum tipo de atraso e esta dívida chega a um montante de aproximadamente R$ 2,2 bilhões em parcelas em aberto. Isso vai desde débitos ajuizados pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) a também débitos não ajuizados.

SERVIÇO

A oportunidade de quitar dívidas em atraso com a prefeitura também é para os contribuintes que possuem imóveis em Campo Grande e residem em outras cidades de Mato Grosso do Sul e do País.

Para quem mora fora da Capital, a prefeitura disponibiliza o telefone (67) 4042-0581, ramal 3082. O telefone é exclusivo para as pessoas quem moram em outras cidades. A Central do IPTU fica no complexo do Paço Municipal e está localizada na Rua Arthur Jorge, 500, Centro. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, sem intervalo para o almoço.

QUATRO MESES

No ano passado, o Refis da prefeitura durou quase quatro meses e encerrou-se em 23 de dezembro. Foram renegociados, na ocasião, débitos que somaram R$ 54,5 milhões, R$ 4,5 milhões além do esperado. Um total de 45 mil contribuintes recorreu a essa modalidade de pagamento de impostos.

 

MATO GROSSO DO SUL

Gaeco e PF quebram esquema de 'advogado do crime' em MS

Medidas envolvem bloqueio de bens que aproximam da casa dos R$18milhões, em organização criminosa que supostamente conta com envolvimento até mesmo de servidores públicos

16/04/2026 13h01

Rubens foi o estopim da investigação por flagrante transportando dinheiro em espécie em 2023, condenado posteriormente a 7 anos e 6 meses de prisão por tráfico de drogas e associação criminosa

Rubens foi o estopim da investigação por flagrante transportando dinheiro em espécie em 2023, condenado posteriormente a 7 anos e 6 meses de prisão por tráfico de drogas e associação criminosa Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Polícia Federal cumpriram, nesta quinta-feira (16), mandados de prisão preventiva e busca e apreensão na Capital e em quatro municípios do interior do Estado, com o intuito de desarticular um esquema criminoso ligado a um indivíduo que carrega a alcunha de "advogado do crime".

Parte da Operação Audácia 2, os mandados foram cumpridos nas seguintes localidades em Mato Grosso do Sul: 

  • Campo Grande, 
  • Caarapó, 
  • Dourados e
  • Fátima do Sul

Conforme a PF, as medidas envolvem inclusive o bloqueio de bens que se aproximam da casa dos R$18milhões, em uma organização criminosa que supostamente conta com envolvimento de servidores públicos. 

Toda essa investigação teve início após Rubens Dariu Saldivar Cabral ser flagrado transportando R$100 mil em espécie em 2023, com esse profissional sendo preso posteriormente até mesmo por tráfico de cocaína. 

Na primeira ocasião que foi "estopim" da investigação, o acusado foi flagrado transportando valores em espécie entre os municípios de Dourados e Ponta Porã, apreensão que aconteceu em 29 de janeiro de 2023. 

Advogado do crime

A primeira fase da Operação Audácia foi deflagrada em julho do ano passado, a partir da qual foram obtidas as informações apontando a existência de tráfico de drogas e, até mesmo, supostamente com envolvimento de servidores públicos.

Entre 2023 e 2025, segundo a PF, o avanço dos trabalhos detectou a existência de várias pessoas em uma rede de contatos que possuíam "movimentações financeiras incompatíveis", que possivelmente são descritas como ligadas ao investigado.

Em 2023 Salazar foi preso, no âmbito da Operação Akã II, acusado de obstruir investigação, sendo absolvido deste caso pela ausência de elementos que comprovem a caracterização desse ato. 

Já em 1° de outubro de 2025, como bem acompanhou o Correio do Estado, Rubens Dariu Saldivar Cabral,  foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas e associação criminosa, após ser preso em janeiro do ano passado transportando  21,6 quilos de pasta base de cocaína e continuará em regime fechado. 

Conforme a sentença, Saldivar sabia da droga escondida em um Audi A3 e “adotou todas as medidas para acompanhar pessoalmente a recuperação do automóvel com a carga ilícita”. Por ser advogado, permaneceu no Presídio Militar de Campo Grande, mas transferido para a PED.

Como consta no inquérito, o Audi A3 carregado com cocaína havia sido abandonado em trecho da BR-267 após o condutor desobedecer ordem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dias depois, Rubens Saldivar retirou o veículo do pátio da PRF em Nova Alvorada do Sul, munido de ordem judicial. Na sequência, levou o carro até um posto de combustível e repassou-o a Lucinei, enquanto seguia em um Honda HR-V junto de Marlon, atuando como “batedor” até Dourados.

Antes de chegar ao destino, o grupo passou por uma oficina em Nova Alvorada do Sul para verificar se havia rastreamento no veículo. Pouco depois, foram interceptados na BR-163, próximo ao Trevo do Alegrete, quando Lucinei Ribeiro de Oliveira, condenado na mesma ocasião a oito anos e nove meses, delatou os comparsas e confessou ter recebido mil reais do advogado para transportar a droga.

 

Assine o Correio do Estado

OPERAÇÃO

PF investiga incêndios em área de preservação no interior do Estado

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, e dois envolvidos são suspeitos responsáveis pela prática criminosa

16/04/2026 12h10

APA Baía Negra Reprodução / apabaianegra.eco

Continue Lendo...

Durante a manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Federal deflagrou a Operação Baía Negra, para investigar incêndios na Área de Proteção Ambiental em Ladário, a menos de 430 quilômetros da Capital. Foram cumpridos na ação três mandados de busca e apreensão.

De acordo com as informações, as investigações iniciaram ainda no final do ano passado, em outubro, quando foram identificados focos de queimadas na região. Com a apuração foram identificados dois suspeitos responsáveis pelos incêndios.

A prática ilegal buscava viabilizar a construção de um embarcadouro de animais no local, para o manejo de gado. Diante da ilegalidade por se tratar de uma área de preservação, a operação cumpriu com três mandados de busca e apreensão, incluindo documentos e aparelhos celulares dos investigados.

O material foi encaminhado para análise para auxiliar na investigação e identificação de possíveis envolvidos.

APA Baía Negra

A operação leva o nome da Área de Proteção Ambiental (APA), criada em 2010, a Baía Negra, é uma unidade de Conservação de Uso Sustentável em Ladários. O local abriga cerca de 40 famílias que vivem essencialmente do extrativismo sustentável. 

Localizada às margens do Rio Paraguai, a área se sustenta e é focada no turismo ecológico, agricultura familiar e no projeto Casa Eco Pantaneira.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).