Cidades

Óbito

Prefeitura confirma 12ª morte por chikungunya em Dourados

Criança indígena estava internada desde fevereiro

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A Prefeitura de Dourados confirmou nesta quarta-feira (20) a 12ª morte causada por complicações da chikungunya no município.

A vítima mais recente é uma criança indígena de 12 anos, que estava internada desde 28 de fevereiro e morreu no dia 3 de abril no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). A morte ocorre no momento em que a curva epidemiológica da doença começa a apresentar queda no município, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.

A confirmação foi divulgada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela prefeitura para coordenar as ações de enfrentamento à epidemia tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana de Dourados. Com a nova ocorrência, sobe para 10 o número de indígenas mortos em decorrência da doença. Os outros dois óbitos confirmados são de moradores do perímetro urbano.

Além das 12 mortes já confirmadas, outros quatro óbitos seguem em investigação. Entre os casos suspeitos mais recentes estão uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos com comorbidades. Também permanecem sob análise a morte de um idoso de 84 anos, portador de doença arterial coronariana, e a de um homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco e morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em 27 de abril.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira aponta que o município contabiliza 8.764 casos notificados de chikungunya. Desse total, 5.154 são considerados casos prováveis, 4.066 foram confirmados e 1.088 seguem em investigação.

Na Reserva Indígena, o cenário continua preocupante. São 3.202 casos notificados, com 2.139 confirmações, 768 descartes e 295 casos ainda em investigação.

Apesar da gravidade da epidemia, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a Curva Epidêmica apresentou queda na 20ª semana epidemiológica, indica possível desaceleração da transmissão da doença no município.

Vacinação

Como parte das ações de enfrentamento, a Prefeitura de Dourados e a Universidade Federal da Grande Dourados  promovem nesta sexta-feira (22), das 13h às 20h, uma ação especial de vacinação contra Influenza e chikungunya no campus universitário.

A vacinação seguirá os critérios definidos pelo Ministério da Saúde e será destinada a pessoas entre 18 e 59 anos. Até o momento, 3.409 doses já foram aplicadas. A meta da campanha é imunizar pelo menos 27% do público-alvo, cerca de 43 mil pessoas.

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CNH

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para tirar CNH A e B em MS

Nova exigência vale para processos de primeira habilitação abertos a partir de 18 de maio e segue determinação da Senatran após mudança no Código de Trânsito Brasileiro

20/05/2026 17h32

Foto: Rachid Waqued/Detran

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A obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B passou a exigir exame toxicológico em Mato Grosso do Sul para candidatos que abrirem o processo a partir de 18 de maio de 2026.

A nova regra foi implementada pelo Detran-MS após determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), baseada em alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A orientação foi oficializada por meio de ofício-circular encaminhado aos Departamentos Estaduais de Trânsito de todo o país.

Até então, o exame toxicológico era obrigatório apenas para motoristas das categorias C, D e E, utilizadas principalmente para transporte de cargas e passageiros.

Com a mudança na legislação federal, a exigência passa a alcançar também os candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, destinadas à condução de motocicletas e veículos de passeio.

Segundo a Senatran, embora a regulamentação específica pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda esteja em fase de análise técnica, os Detrans estaduais já devem aplicar a nova regra nos processos abertos após 18 de maio.

De acordo com a orientação federal, o exame deverá ser realizado em laboratórios e clínicas credenciadas pela Senatran. A comprovação do resultado negativo ocorrerá de forma sistêmica no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), durante a etapa de emissão da Permissão para Dirigir.

Na prática, isso significa que o candidato poderá fazer o exame em qualquer fase do processo de habilitação, desde que o resultado negativo esteja regularizado antes da emissão da PPD. Caso o sistema não registre um exame válido, o documento não poderá ser emitido.

O Detran-MS orientou os candidatos a buscarem informações apenas nos canais oficiais e verificarem se o laboratório escolhido possui credenciamento regular junto à Senatran.

Ainda conforme a Secretaria Nacional de Trânsito, a medida busca ampliar a segurança viária e garantir o cumprimento das novas disposições previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Como funciona o exame toxicológico

O exame toxicológico de larga janela de detecção utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas para identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período retrospectivo mínimo de 90 dias.

Atualmente, o procedimento já é obrigatório para motoristas habilitados nas categorias C, D e E, conforme previsto na Lei Federal nº 13.103, de 2015, e regulamentado pela Resolução Contran nº 923/2022.

A validade do exame é de 90 dias a partir da data da coleta do material biológico. Nos casos em que o candidato não possuir cabelos ou pelos, a coleta poderá ser feita pelas unhas, mediante apresentação de laudo dermatológico que comprove alopecia universal.

A lista completa de laboratórios credenciados pode ser consultada no portal oficial da Senatran.

Segue o link, com os laborátorios autorizados a realizar o exame toxicológico: https://www.gov.br/transportes/pt-br/pt-br/assuntos/transito/conteudo-Senatran/exame-toxicologico

Corumbá

Quatro passageiros são presos com drogas em ônibus em MS

Adolescente de 15 anos e três homens foram flagrados com maconha e pasta base de cocaína durante fiscalização em ônibus que seguia de Corumbá para Campo Grande

20/05/2026 16h52

PM apreende drogas em ônibus e prende quatro passageiros em MS

PM apreende drogas em ônibus e prende quatro passageiros em MS Foto: Divulgação

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Uma fiscalização da Polícia Militar no Posto Lampião Aceso, em Corumbá, terminou com a prisão de três homens e a apreensão de uma adolescente por tráfico de drogas na noite desta terça-feira (20). A ação ocorreu durante a Operação Protetor, realizada por equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar.

Os policiais abordaram um ônibus intermunicipal da empresa Andorinha, que fazia o trajeto entre Corumbá e Campo Grande, e encontraram carregamentos de maconha e pasta base de cocaína escondidos em bagagens e até no forro das poltronas do coletivo.

De acordo com a PM, a primeira apreensão ocorreu durante a vistoria em uma mala pertencente a uma adolescente de 15 anos. Dentro da bagagem, os militares localizaram 18 pacotes de substância análoga à maconha, totalizando aproximadamente 8,27 quilos da droga.

Questionada pelos policiais, a menor relatou que recebeu a mala em um hotel de Corumbá e que receberia dinheiro para transportar o entorpecente até Campo Grande.

Na sequência, os militares encontraram mais 20 pacotes de maconha em outra bagagem, pertencente a um passageiro de 30 anos. A droga pesou cerca de 9,43 quilos.

O homem afirmou que pegou a mala em Puerto Quijarro, na Bolívia, mas alegou não saber que havia entorpecentes no interior da bagagem.

Durante a continuidade da fiscalização, os policiais decidiram realizar uma vistoria minuciosa nas poltronas do fundo do ônibus. Escondidos no forro dos assentos ocupados por dois jovens, de 18 e 19 anos, foram encontrados três tabletes de substância análoga à pasta base de cocaína, pesando aproximadamente 2,8 quilos.

Segundo a Polícia Militar, os dois confessaram que pegaram a droga na Bolívia e fariam a entrega em Campo Grande mediante pagamento.

Diante do flagrante, os três homens receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com os entorpecentes apreendidos, para a Delegacia da Polícia Federal.

Já a adolescente foi conduzida para a Delegacia de Polícia Civil, acompanhada por uma conselheira tutelar, para os procedimentos cabíveis.


 

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