O município de Jardim, a aproximadamente 230 quilômetros de Campo Grande, confirmou a morte de uma idosa de 83 anos por complicações da Chikungunya nesta terça-feira (31). Assim, Mato Grosso do Sul acumula sete óbitos pela doença em 2026.
Conforme apurado pela reportagem, a vítima tinha hipertensão, obesidade e cardiopatia. Foi internada no dia 20 de março por complicações dos sintomas da doença e faleceu no dia 25 de março, no Hospital de Coxim.
Com isso, a Prefeitura do Município prorrogou por mais 30 dias a situação de emergência por saúde pública. Atualmente, são 235 casos confirmados de Chikungunya, além de 17 casos confirmados de dengue, com um total de 620 notificações registradas.
Segundo a Prefeitura de Jardim, os casos da doença ainda não se estabilizaram, mantendo elevado o risco de disseminação em diferentes regiões da cidade.
Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos.
As vítimas pela doença no Estado são:
- mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
- homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
- bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
- mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
- bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03)
- homem de 72 anos (Bonito, no dia 19/03);
- mulher de 83 anos (Jardim, no dia 25/03).
Dados do Ministério da Saúde mostram que Mato Grosso do Sul tem a maior taxa de incidência da Chikungunya entre os estados brasileiros, de 122,7 a cada 100 mil habitantes. Até agora, são 3.588 casos prováveis e sete mortes confirmadas.
De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, o MS soma 1.452 casos confirmados. Dentre eles, 21 são de gestantes.
Chikungunya em MS
Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal.
Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.
Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis.
Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.
Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.
Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado.


