Campo Grande teve um prejuízo estimado em R$ 40 milhões com as chuvas e os fortes ventos que atingiram a cidade na semana passada. Por conta disso, no fim de semana, a prefeita Adriane Lopes (PP) decretou situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal e deve ser publicada hoje no Diário Oficial da União, segundo informações da chefe do Executivo municipal ao Correio do Estado.
Adriane Lopes viajou a Brasília (DF) para pedir celeridade na apreciação do pedido e foi prontamente atendida pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. A reunião foi intermediada pelo deputado federal e candidato ao Senado, Vander Loubet (PT).
Também participaram do encontro os vereadores Beto Avelar (PP), líder da gestão municipal na Câmara Municipal de Campo Grande, e Landmark Rios (PT).
“Nosso pedido foi prontamente atendido. Conseguimos o reconhecimento de emergência e vamos trabalhar com a recuperação dos estragos causados pelo temporal”, afirmou a prefeita.
A estimativa inicial de Adriane Lopes é de que os prejuízos do vendaval cheguem a, pelo menos, R$ 40 milhões, número que pode subir à medida que a atuação da Defesa Civil e de outros órgãos municipais avançarem.
“Tivemos muitos estragos: 37 escolas destelhadas, dezenas de famílias desabrigadas, a UPA do Bairro Universitário e a Esplanada Ferroviária também foram destelhadas”, enumera Adriane Lopes.
Segundo ela, agora haverá um trabalho conjunto da Defesa Civil Nacional com o órgão homólogo do município. “Assim, conseguiremos dar uma resposta mais rápida e conseguir ajuda humanitária”, explica.
Na prática, o reconhecimento do decreto de emergência possibilita que o município faça a contratação emergencial de serviços e obras relacionadas ao evento que motivou a solicitação, no caso, o vendaval de quinta-feira, que registrou ventos de quase 90 km/h e deixou um rastro de destruição pela cidade.
O decreto também facilita o acesso do município a recursos federais destinados exclusivamente a mitigar os danos do vendaval.
Prefeita Adriane Lopes se reuniu ontem com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães - Foto: DivulgaçãoOs efeitos do vendaval foram sentidos pela população de Campo Grande durante todo o fim de semana. Na manhã de segunda-feira, 36 horas após o temporal, ainda havia moradores sem energia elétrica, por exemplo.
ÁRVORES CAÍDAS
Segundo um levantamento feito pela Prefeitura e divulgado segunda-feira, a Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Na segunda-feira, 35 equipes continuavam mobilizadas em todas as regiões da cidade para fazer os reparos.
Conforme o Executivo Municipal, a região central concentrou o maior volume de chamados, com mais de 120 registros.
“Desde quinta-feira, nossas equipes estão nas ruas trabalhando de forma ininterrupta para minimizar os impactos causados pelas chuvas. Foram centenas de árvores caídas, e nossa prioridade, desde o primeiro momento, foi desobstruir as vias, garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade na cidade”, disse a prefeita.
Para contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.
No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha).
A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) abertos para acolhimento da população.
A ação conta com o apoio do governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.
* Saiba
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de quinta-feira até segunda-feira, o acumulado de chuvas ultrapassou os 102 milímetros, quase 40% acima da média histórica para setembro.



