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Presidente da Santa Casa está entre presos em operação contra fraudes

Alir Terra preside o hospital desde o começo de 2023 e, conforme investigação do Ministério Público, somente em um ano os desvios foram da ordem de R$ 4,9 milhões

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Presidente da Santa Casa de Campo Grande desde janeiro de 2023, Alir Terra Lima é uma das seis pessoas presas durante a operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) desta sexta-feira (11) para combater supostas fraudes milionárias no maior hospital de Mato Grosso do Sul. Somente no último ano teriam sido desviados R$ 4,9 milhões em dois contratos.

Além dela, segundo apuração do Correio do Estado, também foram presos Alessandro Dias Junqueira e Rinaldo Halme Romano, diretores administrativo e financeiro, respectivamente.

Também teria sido presa Monique Gregório, reposponsável pelos serviços de digitalização de todo estoque de prontuários,  que, segundo ela, era de quase 2 milhões de documentos. A previsão é que o processo fosse concluído entre três e quatro anos.

E o contratado para fazer esta digitalização é com uma empresa controlada Maurício Benitez, que foi levado à delegacia, mas não existe confirmação de que tenha tido a prisão decretada.

 Conforme o Ministério Público, esta digitalização custaria R$ 5,4 milhões em três anos. Já no primeiro ano, segundo o MPMS, o desvio de recursos totalizou R$ 1,4 milhão, já que os serviços não teriam sido executados e mesmo assim, pagos. 

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico, Duarte & Cruz.

Essas empresas, cujo proprietário, Paulo Duarte da Cruz, tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

Conforme o MPMS, somente no ano de 2025, a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.

O advogado Paulo Duarte Cruz é outro que que foi preso, assim como Beatriz Lemes da Silva, diretora do plano de saúde da Santa Casa.  

Durante as apurações, constatou-se que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande permanece sob apuração no curso das investigações.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

Apesar da operação, o atendimento dos pacientes agendados para esta sexta-feira e daqueles que estão internados foi mantido normalmente. 

PROMESSA CAMPO-GRANDENSE

Após ser convocado para Seleção, campo-grandense faz 1º gol em clássico

Arthur Dias marca primeiro gol pelo Athlético PR em clássico, dois dias depois de ser convocado por Carlos Ancelotti para amistosos do Brasil em setembro e outubro

12/09/2026 11h15

Foto: Reprodução

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Promessa do futebol sul-mato-grossense e recém-convocado para a Seleção Brasileira, Arthur Dias entrou em campo no clássico Athletiba, entre Athlético PR e Coritiba, na noite de ontem (11) e marcou seu primeiro gol pelo Furacão.

O jogador atua como zagueiro no time principal do Athlético PR desde julho do ano passado e em uma semana mágica, recebeu sua convocação na última quarta-feira (09), dois dias antes do jogo em que marcou pela primeira vez.

Natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o jovem atleta de 19 anos, foi convocado ao lado de outros 26 jogadores para os confrontos de amistosos do Brasil contra Austrália e Índia, nos dias 25 de setembro e 3 de outubro, respectivamente.

Em partida fora da casa do Furacão, onde o campo-grandense foi revelado ainda em 2023, quando assinou seu primeiro contrato profissional com o Athlético PR, o clássico paranaense foi agitado, com reviravoltas, defesas surpreendentes e gol inédito do garoto.

O campo-grandense marcou o segundo do gol do time, e ainda evitou um lance perigoso na defesa durante uma boa chance do adversário. No entanto, apesar da noite brilhante para Arhtur Dias, o jogo terminou empatado em 3 a 3, após reação do Coritiba no final.

 O jogo

Com campo alagado e clima de clássico, a partida iniciou favorável para o Athletico PR, que com apenas seis minutos pressionava a defesa do Coritiba. Em uma das grandes defesas do confronto, o zagueiro do Coxa, Jacy, tirou a bola praticamente em cima da linha do gol, e conseguiu retardar o primeiro gol do Furacão.

Mas aos 13 minutos, em cobrança de falta direto para dentro da área, o goleiro Morisco saiu adiantado e Luiz Gustavo subiu para abrir o placar, com um a zero para o Atlhetico PR.

Aos 29 minutos, João Cruz cobrou escanteio para o Furacão e Arthur Dias, campo-grandense récem-convocado por Ancelotti, dominou com a perna esquerda e chutou com a direita no canto esquerdo do goleiro adversário para ampliar a diferença no placar.

O jogo seguiu com chances perdidas para ambos os times, mas as emoções do primeiro tempo ainda não haviam acabado. Aos 42 minutos, o Coritiba conseguiu uma falta próxima da área e o atacante Breno Lopes, do Coxa, utilizou a mão na boca para falar com o adversário.

O juiz então foi ao assistente de vídeo, o VAR, e confirmou a expulsão do jogador, sob aplicação da Lei Vini Jr. que proíbe que jogadores escondam a boca ao falarem com adversários durante a partida. 

Com um a menos e um pouco de "sorte", ainda no primeiro minuto dos acréscimos, o Coritiba marcou seu primeiro gol. Aos 46, Josué cobrou a falta que explodiu no travessão, e sem querer, Tiago Cóser de peito colocou a bola para balançar a rede.

O primeiro tempo foi marcado por pausas para cartões amarelos e faltas, além de duas pequenas confusões entre os jogadores e a ida até o árbrito de vídeo que fez com que o juiz Wagner do Nascimento Magalhães deixou a bola rolar até os 60 minutos.

Com o campo ainda encharcado, o segundo tempo retornou com diversas alterações em ambos os times.

Após cobrança lateral para dentro da área e chute de Luiz Gustavo em cima da marcação, Aguirre, zagueiro athleticano tentou aproveitar a sobra e sofreu a falta. Na cobrança do pênalti, o artilheiro do Brasileirão, Viveros, marcou o terceiro do Furacão aos 15 minutos.

Porém, apesar do placar marcar 3 a 1, o jogo estava em aberto. Com substituições certeiras e sem desistir até o fim, o Coritiba reagiu ao final da partida, dentro dos oito minutos de acréscimos que o juiz deu.

Aos 46, mais uma vez Josué cobrou o escanteio, mas dessa vez com precisão e Moledo subiu sozinho, com cabeceio direto para o gol. E em cinco minutos, mais uma atuação da dupla não deu chance para o goleiro Mycael.

Josué cobrou falta dentro da área e com desvio de cabeça de Moledo, o Coxa marcou seu terceiro gol e empatou o clássico em casa, no Estádio Couto Pereira.

Com três gols para cada lado, virada no acréscimo e gol inédito de Arthur Dias, Athlético PR e Coritiba fecharam o placar em 3 a 3.

O Athlético PR ocupa a terceira posição no Campeonato Brasileiro, na zona de classificação direta para a fase de grupos da Conmebol Libertadores e o Coritiba está em sétimo, na zona de classificação para a fase de Grupos da Conmebol Sudamericana.

CHUVA

Após 42 horas, árvores ainda interditam vias de Campo Grande

Na Euler de Azevedo com a 13 de Maio, árvore caída ocupa parte da pista neste sábado (12)

12/09/2026 11h00

Árvore caída ocupa aproximadamente metade da pista na Avenida Euler de Azevedo, próximo ao cruzamento com a Rua 13 de Maio, na manhã deste sábado (12)

Árvore caída ocupa aproximadamente metade da pista na Avenida Euler de Azevedo, próximo ao cruzamento com a Rua 13 de Maio, na manhã deste sábado (12) Alicia Miyashiro

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande, árvores derrubadas pela força dos ventos ainda fazem parte do cenário da Capital neste sábado (12) e chegam a comprometer o trânsito em algumas vias.

Em levantamento feito pelo Correio do Estado nesta manhã, foram encontrados pontos onde os galhos ainda avançam sobre a pista e exigem atenção dos motoristas.

Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permanecem sobre parte da via mesmo em meio à chuva registrada neste sábado. A situação reduz o espaço disponível para circulação dos veículos e exige cautela de quem passa pelo trecho.

Já na região central, no cruzamento da Rua 13 de Maio com a Barão do Rio Branco, em frente ao Hotel Jandaia, os galhos já foram cortados, mas permaneciam acumulados no local durante a manhã. Cavaletes e cones da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) sinalizavam o trecho.

Outro ponto é registrado na Avenida Euler de Azevedo, nas proximidades da Rua 13 de Maio, onde uma árvore ainda ocupa aproximadamente metade da via.

A situação é um dos reflexos que ainda permanecem pela cidade desde o vendaval de quinta-feira (10), quando rajadas de vento de até 86 quilômetros por hora derrubaram árvores, atingiram veículos, destelharam prédios e provocaram uma série de ocorrências.

Até a manhã de sexta-feira (11), mais de 100 registros de árvores caídas já haviam sido contabilizados pela Prefeitura de Campo Grande. Além disso, 26 escolas foram destelhadas e três unidades de assistência social sofreram danos. 

Desde quinta-feira, equipes trabalham na retirada de árvores e galhos e na desobstrução das vias. Inicialmente, a Prefeitura mobilizou 15 equipes e, com o apoio da Defesa Civil do Governo de Mato Grosso do Sul, o número de frentes de trabalho chegou a 20.

Mesmo com a força-tarefa, a quantidade de ocorrências faz com que os trabalhos avancem pelo terceiro dia.

Na sexta-feira, a prefeita Adriane Lopes afirmou que as equipes municipais estavam nas ruas desde o temporal e que o gabinete de situação do município foi mobilizado para atender às demandas.

Segundo a chefe do Executivo municipal, não havia indícios de problemas em parte das árvores que foram derrubadas. A intensidade das rajadas teria sido determinante para as quedas registradas em diferentes regiões da cidade.

O temporal deixou árvores de diferentes portes espalhadas por Campo Grande. Algumas caíram sobre veículos, enquanto outras bloquearam parcial ou totalmente ruas e avenidas.

Uma figueira de grande porte, por exemplo, caiu na Avenida Mato Grosso durante a tempestade e chegou a interromper o trânsito no trecho.

Os estragos não ficaram restritos às vias. Conforme o balanço divulgado pela Prefeitura na sexta-feira, 26 escolas municipais tiveram danos no telhado e outras três unidades de assistência social também foram atingidas.

Na Esplanada Ferroviária, os prejuízos levaram a Defesa Civil a iniciar o registro da ocorrência no sistema de informações sobre desastres do Governo Federal. O levantamento poderá subsidiar eventuais medidas para obtenção de recursos destinados à recuperação dos danos.

A Prefeitura informou que mantém equipes mobilizadas para atender às ocorrências e retirar árvores e galhos que ainda estejam comprometendo vias ou oferecendo risco à população.

O coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Enéas Netto, afirmou na sexta-feira que diferentes setores da administração municipal foram colocados em prontidão após a tempestade.

 

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