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De 8°C a 32°C: veja como o tempo muda em Mato Grosso do Sul nesta semana

Semana será de extremos no Estado, com amplitude térmica chegando a 15ºC em algumas regiões

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Mato Grosso do Sul deve ter uma semana de extremos nas temperaturas, com mínimas chegando a 10ºC e máximas ultrapassando os 30ºC. 

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica deve favorecer o clima mais seco no Estado, fator que já vem sendo observado desde a última semana, com valores entre 20% e 40%. 

As temperaturas aumentam gradativamente até a segunda-feira (6), com mínimas entre 12ºC e 14ºC e máximas variando entre 28ºC e 32ºC, causando uma combinação de manhãs mais frias e tardes quentes. Essa variação pode resultar em uma elevada amplitude térmica, que é a diferença entre a temperatura mínima e máxima durante o dia, podendo superar 15ºC em algumas localidades. 

Entre a terça-feira (7) e a quarta-feira (8), uma nova frente fria deve avançar, especialmente na região centro-sul do Estado, onde as mínimas podem atingir 7ºC, voltando a causar grande amplitude térmica. 

Mesmo com baixa probabilidade de chuva durante a passagem da frente fria, não são descartadas chances de pancadas isoladas e de fraca intensidade, com baixos acumulados. 

Em Campo Grande, a "mini frente fria" derruba a máxima para 24ºC na terça-feira e mínima de 15ºC, com sol e muitas nuvens durante o dia e noite limpa. 

A partir de quarta-feira (8), as temperaturas aumentam gradualmente, com máxima de 26ºC e muitas nuvens. Na quinta-feira (9), a máxima sobe para 29ºC, chegando a 30ºC no próximo sábado. Não chove na Capital durante a semana. 

Já em Ponta Porã, as temperaturas começam a cair já a partir de segunda-feira, com as máximas chegando a 21ºC. Na terça-feira, as mínimas esperadas são de 10ºC e máximas até 20ºC, com céu nublado e nevoeiro ao amanhecer. 

Durante a madrugada de quarta-feira (8), a temperatura chega a 8ºC na cidade. Mesmo o dia iniciando com sol, a nebulosidade aumenta no decorrer da tarde. Até sexta-feira (10), as máximas sobem para 28ºC e só é esperada chuva no próximo final de semana. 

As mesmas condições são esperadas em Ivinhema, com mínimas de 9ºC na quarta-feira (8) e chuvas a partir do próximo sábado. 

No outro extremo do Estado, a semana começa com temperaturas altas, com as máximas chegando a 28ºC nesta segunda-feira (6). A mini frente fria derruba as temperaturas para 25ºC na terça-feira em um dia de céu nublado. 

A partir de quarta-feira, as temperaturas voltam a subir, chegando a 33ºC até sexta-feira (10). Não são esperadas chuvas. 

Na região do Bolsão, em Três Lagoas, a máxima de terça-feira chega a 24ºC, subindo gradativamente até a sexta-feira, onde alcança 33ºC. A nebulosidade também varia, mas as chances de chuva rápida só aparecem no próximo domingo (12).

Em Corumbá, a máxima desta segunda-feira é de 21ºC, em um dia de muitas nuvens. Na terça-feira, a mínima chega a 12ºC e as máximas não passam de 20ºC. A partir de quarta-feira, as temperaturas aumentam, chegando a 32ºC até o final da semana. São esperadas pancadas de chuva apenas no sabado.

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

São esperadas três frentes frias no País durante o inverno: uma que já aconteceu no final do mês de junho, esta prevista para o início de julho e, possivelmente, mais uma até o final do mês. Mesmo assim, a tendência da estação é de ser quente e seca. 

Trânsito Fatal

Três acidentes matam três pessoas e deixam duas feridas em MS

Ocorrências na BR-158, BR-376 e na área urbana do Estado envolveram carros, caminhonetes, motocicleta e bicicleta; vítimas tinham entre 30 e 51 anos.

12/09/2026 08h38

Acidentes registrados em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul deixaram três mortos e dois feridos entre sexta-feira (11) e sábado (12).

Acidentes registrados em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul deixaram três mortos e dois feridos entre sexta-feira (11) e sábado (12). Foto: Divulgação/Montagem Correio do Estado

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Três acidentes de trânsito terminaram com três pessoas mortas e outras duas feridas entre sexta-feira (11) e este sábado (12), em Mato Grosso do Sul. Duas das ocorrências aconteceram em rodovias federais, enquanto a terceira foi registrada em área urbana.

As vítimas são Adriano Ribeiro de Souza, de 40 anos, morto em uma colisão frontal na BR-158; Vanderlei Batista de Souza, de 51 anos, que morreu após um acidente entre uma motocicleta e uma caminhonete na BR-376; e o ciclista Edinei Machado Cavalcante, de 30 anos, atingido por uma Toyota SW4 em Dourados.

Além das três mortes, duas pessoas ficaram feridas no acidente ocorrido na BR-158 e precisaram ser encaminhadas para atendimento médico.

Colisão frontal deixa um morto e dois feridos na BR-158

Adriano Ribeiro de Souza, de 40 anos, morreu em um grave acidente no km 133 da BR-158, entre Paranaíba e Aparecida do Taboado.

Ele dirigia um Chevrolet Cobalt que se envolveu em uma colisão frontal com uma Toyota Hilux ocupada por duas pessoas.

Segundo informações repassadas por testemunhas à polícia, o Cobalt teria avançado sobre a pista contrária antes de atingir a caminhonete. A dinâmica e as circunstâncias que antecederam a batida fazem parte da apuração.

Adriano sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local. Já os dois ocupantes da Hilux sobreviveram e foram socorridos para o Pronto-Socorro de Aparecida do Taboado.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Perícia Criminal e da Polícia Civil trabalharam no atendimento da ocorrência. Após os procedimentos periciais, o corpo da vítima foi encaminhado à Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI) de Paranaíba.

Informações que circularam inicialmente chegaram a apontar duas mortes. Posteriormente, a PRF confirmou oficialmente uma vítima fatal e duas pessoas feridas.

O caso foi registrado pela Polícia Civil de Aparecida do Taboado como sinistro de trânsito com óbito provocado pela própria vítima.

Motociclista morre quando voltava do trabalho

Outro acidente fatal aconteceu na BR-376, nas proximidades do distrito de Amandina, em Ivinhema. Vanderlei Batista de Souza, de 51 anos, conduzia uma motocicleta Honda vermelha quando se envolveu em uma colisão com uma Chevrolet S10. O motociclista não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no local.

Segundo informações apuradas após o acidente, Vanderlei retornava do trabalho em uma usina localizada em Ivinhema e seguia para casa, no distrito de Amandina.

Na direção contrária seguia a S10. O motorista estava acompanhado da esposa. O casal havia saído do Paraná e tinha Dourados como destino, onde visitaria familiares.

O condutor da caminhonete relatou que, no momento da colisão, percebeu uma explosão seguida pelo surgimento de chamas na parte dianteira do veículo.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Ivinhema foram mobilizadas para atender a ocorrência. Também estiveram no trecho policiais rodoviários federais da Base de Amandina, a Polícia Civil de Ivinhema e peritos de Nova Andradina.

As causas e a dinâmica exata da colisão deverão ser esclarecidas a partir da investigação e dos levantamentos realizados no local.

Ciclista de 30 anos morre após ser atingido por SW4

A terceira morte ocorreu na madrugada deste sábado (12), no cruzamento da Avenida Marcelino Pires com a Rua Natal, na Vila Industrial, em Dourados.

Edinei Machado Cavalcante, de 30 anos, estava de bicicleta quando foi atingido por uma Toyota SW4.

Conforme o registro policial, a caminhonete era conduzida por Fabio Pinto Raitman e seguia pela Avenida Marcelino Pires no sentido oeste-leste. O ciclista trafegava pela Rua Natal no sentido norte-sul.

Em relato à polícia, o motorista afirmou ter visto o ciclista e tentado frear e desviar quando a bicicleta entrou na avenida, mas não conseguiu impedir a colisão.

Com o impacto, Edinei sofreu ferimentos graves. A SW4 ainda percorreu alguns metros antes de parar.

O motorista e uma passageira permaneceram no local e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as autoridades. Quando os socorristas chegaram, porém, o ciclista já estava morto.

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da Perícia Criminal e da Polícia Científica.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) como homicídio culposo na direção de veículo automotor. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

TEMPO

Capital deve decidir na segunda-feira se decreta situação de emergência após vendaval deixar estrago

Ventos de quase 90 km/h causaram inúmeros estragos na quinta-feira e há previsão de novos temporais

12/09/2026 08h30

Paulo Ribas / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande deve decidir na segunda-feira se decreta ou não emergência em razão da chuva e dos fortes ventos que atingiram a Capital durante o fim da tarde de quinta-feira. A possibilidade de novas tempestades neste fim de semana é um dos motivos que levam a Administração a esperar para decidir sobre isso.

Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), está sendo feito um relatório pela equipe técnica da Administração e só após este documento ser entregue é que a decisão será tomada.

“Está sendo avaliado pela nossa equipe técnica e jurídica se há necessidade de decretar emergência ou calamidade, mas até o momento, como a gente não tem um fechamento de todos os danos causados pelo vendaval, a gente está com bastante cautela”, afirmou a chefe do Executivo municipal durante a manhã desta sexta-feira.

Ao Correio do Estado a prefeita ainda afirmou que deve conversar neste fim de semana com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) sobre um possível decreto de emergência.

A medida pode ser adotada quando os impactos, como alagamentos, enchentes, deslizamentos, danos a imóveis e à infraestrutura ou interrupção de serviços essenciais, comprometem parcialmente a capacidade de resposta do município e exigem medidas excepcionais.

VENDAVAL

Segundo o meteorologista do Laboratório de Ciências Atmosféricas do Instituto de Física (LCA/Infi) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Diego Silva, a Capital teve rajadas de ventos de aproximadamente 87 km/h durante a tempestade de quinta-feira.

“A assinatura é compatível com frente de rajada associada à convecção profunda e explica a ocorrência de danos por vento reportada na Capital, incluindo quedas de árvores e estruturas leves”, afirmou o meteorologista.

Os ventos foram tão fortes que os estragos foram semelhantes ao que foi registrado no dia 15 de outubro de 2021, quando a Capital foi atingida por uma nuvem de areia, que veio acompanhada de rajadas de 94,5 km/h.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Enéas Netto, foram feitos mais de 100 chamados para o órgão, que ainda não conseguiu contabilizar a totalidade. Ainda conforme o coordenador, a quantidade de chamadas se assemelha muito a de 2021, ou é ainda maior.

Ávore de grande porte caiu na Avenida Mato Grosso na quinta-feira - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Dados da Prefeitura de Campo Grande apontam que houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, além de 26 escolas destelhadas, três unidades de Assistência Social danificadas e o desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Hospital Universitário.

A quantidade de problemas foi tamanha que ainda na tarde de sexta-feira era possível encontrar árvores e postes fechando ruas e impedindo a passagem de pedestres, como na Avenida Mato Grosso e na Rua 1º de Maio.

Já na Esplanada Ferroviária, possivelmente o lugar mais danificado da cidade, esquipes da prefeitura e da Energisa trabalharam para retirar a estrutura de metal retorcida que voou do local e reconectar a energia elétrica.

Equipe da prefeitura trabalhava em estrutura de metal retorcida que voou da Esplanada Ferroviária, no Centro de Campo Grande - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Na sexta-feira, após 24 horas do vendaval, ainda haviam bairros onde a energia elétrica não tinha sido retomada, tamanha a quantidade de chamados que a concessionária que presta o serviço recebeu.

A Prefeitura de Campo Grande também anunciou que mobilizou 15 equipes para tentar solucionar as inúmeras chamadas, com isso, o número de frentes de trabalho subiu para 20 com o apoio da Defesa Civil do Mato Grosso do Sul.

Poste de energia desabou e bloqueou trânsito na Rua 1º de Maio - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

“Nós temos em torno de 15 equipes nas ruas e estão desde ontem [quinta-feira] trabalhando. Nós temos um gabinete de situação que existe há mais de um ano e está posto para atender às demandas. Esse novo El Niño vêm trazendo novas possibilidades, então a cidade está preparada”, disse Adriane. 

Além das centenas de estragos, a prefeitura também cancelou as aulas dos estudantes no período da tarde desta sexta-feira em função de um alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que reforçava o risco de tempestade até às 22h59min de sexta-feira.

Segundo nota do governo do Estado, a gestão acompanhou os estragos causados pelo temporal e se colocou à disposição da Prefeitura Municipal de Campo Grande para atender chamados e ajudar a restabelecer os serviços. A Defesa Civil Estadual promete auxiliar a prefeitura.

ÁGUA

Além da falta de energia elétrica em algumas localidades, a concessionária de abastecimento de água de Campo Grande, Águas Guariroba, emitiu um comunicado avisando que moradores de, pelo menos, nove bairros poderiam enfrentar interrupções ou alterações no abastecimento nesta sexta-feira em razão dos impactos da falta de energia provocada pelo temporal.

Os Bairros São Conrado, Caiobá, Moreninhas, Estrela Dalva, Carandá Bosque, Chácara dos Poderes, Novos Estados, Vila Nasser e Universitário poderiam ser afetados, segundo boletim.

*SAIBA

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste sábado há alerta de perigo para tempestades com chuva de até 50 mm/dia e ventos intensos (40km/h a 60 km/h) na maior parte de Mato Grosso do Sul.

(Colaborou Naiara Camargo e Leo Ribeiro)

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