Cidades

TRÁFICO DE DROGAS

PRF encontra segunda ambulância carregada com maconha em uma semana em MS

Apreensões feitas no intervalo de sete dias tirou quase 2,2 toneladas de entorpecentes de circulação no interior de Mato Grosso do Sul

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No intervalo de apenas sete dias após retirar uma tonelada e meia de maconha de circulação, droga essa que foi localizada em uma ambulância, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou na noite de ontem (11) outra viatura desse tipo usada no tráfico de drogas pelo interior de Mato Grosso do Sul, em trecho da BR-262. 

Vale lembrar que, na primeira segunda-feira de agosto, a PRF encontrou 1,5 tonelada de maconha em uma ambulância falsa, como acompanhou o Correio do Estado, que seguia de Ponta Porã para a Capital de Mato Grosso do Sul.

Agora, segundo repassado pela Polícia Rodoviária Federal, um novo carregamento dessa mesma substância foi encontrado em um outro veículo caracterizado como ambulância, o qual o motorista, por sua vez, desobedeceu ordem de parada dada pelos agentes no trecho da BR-262 em Água Clara.

Conforme a PRF, esse caso aconteceu durante uma fiscalização na unidade operacional que fica na BR-262, onde o motorista da suposta ambulância teria iniciado a fuga assim que recebeu a ordem de parada. 

Feito o acompanhamento tático, os agentes observaram que o condutor abandonou seu veículo ainda em movimento, correndo rumo a uma área de vegetação e conseguindo despistar os membros da força de segurança. 

Na ambulância abandonada, os policiais rodoviários federais localizaram mais de quinze caixas identificadas como da Cooperativa Agrícola Mista de Várzea Alegre (Camva), conhecida pela produção de ovos. 

Porém, aquilo que eclodiu de dentro tratava-se de um carregamento de maconha que totalizou 681,45 kg dessa substância, que logo em seguida foi encaminhado junto da ambulância até a unidade da Polícia Civil no município de Água Clara. 

Tráfico com ambulâncias

Exatos sete dias antes desse caso, um veículo Fiat Doblo disfarçado de ambulância em alta velocidade pelo km 375 da BR-060 chamou a atenção dos agentes da PRF. 

Diante das ultrapassagens proibidas no trecho, feitas sem uso das sirenes obrigatórias em atendimentos de emergência, os policiais abordaram o motorista da dita ambulância. 

Com um nítido nervosismo excessivo, segundo a PRF, foi feita vistoria na ambulância e o carregamento apreendido somou 1,5 mil quilos, além de uma antena de internet via satélite (Starlink). 

Aos agentes, o condutor confessou que tal equipamento serviria para a comunicação com os dois batedores que seguiam à frente do veículo.

Nessa modalidade do uso de supostas viaturas oficiais empregadas pelo tráfico de drogas, vale lembrar que o ano de 2024 teve início com a apreensão de um carregamento de 62 kg de cocaína transportados em ambulância também pela BR-262, próximo ao município de Miranda. 

Na ambulância, estavam duas médicas, uma enfermeira, um paciente e o motorista, enquanto que o entorpecente estava acondicionado em uma mala preta, próximo ao banco do motorista que, questionado, disse que na mala haveria uma peça de motor e que fazia o transporte sem receber nada para uma pessoa que não sabia identificar.

Desconfiada, a equipe policial abriu a mala e encontrou tabletes de cocaína, divididos em 45 kg de cloridrato e 17 kg de pasta base.
**(Colaborou Tamires Santana)

 

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POLÍCIA

PF e Interpol prendem em Dubai hacker do caso Banco Master

Victor Lima Sedlmaier é um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro

16/05/2026 19h00

O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Reprodução/Redes Sociais

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Neste sábado (16) a Polícia Federal (PF) prendeu o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro. 

O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi capturado em Dubai, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.

Em nota, a PF disse que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos onde o hacker tentava entrar.

"A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil", disse a PF em nota.

Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Desencadeada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro. 

Os principais alvos da última fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao STF, ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro. 

No caso de Seldmaier, ele é suspeito de integrar o grupo Os meninos, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro.

“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão. 

A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro.

As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que foi preso no dia 4 de março na 3ª fase na Operação Compliance Zero, em Belo Horizonte. Por determinação da Justiça, ele foi transferido do sistema prisional em Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma. 

 

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MATO GROSSO DO SUL

Ministério assina R$1 milhão contra agrotóxicos após morte de bebês em MS

Acordo assinado neste sábado para combater a contaminação terá duração de um ano três áreas já aparecem como candidatas naturais graças à gravidade dos casos locais

16/05/2026 18h00

Gabinete de Crise Guarani Kaiowá elaborou relatório recente que aponta para uma

Gabinete de Crise Guarani Kaiowá elaborou relatório recente que aponta para uma "rotina de contaminação" em 51 territórios indígenas.  Reprodução/Divulgação

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Durante agenda na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o chefe do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Luiz Henrique Eloy Amado, assinou hoje (16) um Termo de Execução Descentralizada (TED) com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em uma investida contra agrotóxicos após serem constatadas mortes de bebês por contaminação em Mato Grosso do Sul.

Essa parceria em acordo de cerca de um milhão de reais é voltada para combater a contaminação por agrotóxicos em terras Guarani e Kaiowá, institucionalizando um monitoramento técnico e vigilância popular no Estado. 

Com a terceira maior população indígena do Brasil, Mato Grosso do Sul é lar de oito etnias principais: 

  • Guarani Kaiowá,
  • Guarani Ñandeva,
  • Terena,
  • Kadiwéu,
  • Kinikinau,
  • Guató,
  • Ofaié e
  • Atikum.

Somando um valor total de R$1.146.880, o acordo assinado neste sábado na Faculdade Intercultural Indígena (FAIND) terá duração de um ano e deve ser encerrado apenas em maio de 2027. 

O objetivo da parceria é justamente focar no apoio técnico-científico e operacional para enfrentar os danos ambientais que já são considerados graves em Terras Indígenas (TIs, ou "tekohas") do MS, bem como os agravos de saúde que são decorrentes da contaminação por agrotóxicos. 

Esses cenários estão sendo observados em territórios Guarani e Kaiowá, mais ao sul do Estado, com os óbitos de bebês de três meses registrados na tekoha Jopara, em Coronel Sapucaia, município localizado a quase 400 quilômetros da Capital.

Conforme relatos, ambas as mortes foram resultados de um mesmo quadro clínico, em que os moradores relataram episódios de "vômitos, diarreia e cefaleia imediatamente após pulverização em lavouras vizinhas". 

Com todos esses sintomas compatíveis com um diagnóstico de intoxicação aguda por agrotóxicos, vale lembrar que ainda em abril de 2025 houve o registro de uma morte na Terra Indígena Guassuty, em Aral Moreira-MS. 

Nesse caso, diante da falta de oferta de água potável, a vítima em questão ingeriu a bebida que estaria armazenada em galão de agrotóxico, o que ainda é considerado uma "prática comum". 

Poder público

Coordenado pelo MPI, o chamado Gabinete de Crise Guarani Kaiowá elaborou relatório recente que aponta para uma "rotina de contaminação" em 51 territórios indígenas. 

Conforme os números, mais de sessenta por cento (60,8%) das áreas registram moradores apresentando sintomas de intoxicação, com crianças e gestantes sendo as principais vítimas. 

Denúncias apontam que agrotóxicos são usados contra as comunidades em pelo menos cinco territórios distintos, nesse caso intencionalmente como arma química. Pelo menos 64,7% das áreas recebem agrotóxicos diretamente no solo, enquanto a pulverização aérea é diagnosticada em 27,5% do território.

Quanto ao plano de trabalho, as frentes de ação devem se organizar entre: 

  1. Capacitação em Vigilância Popular em Saúde
  2. Planos de Supressão da Exposição

Na capacitação, que terá o investimento de 795 mil reais, o foco estará no treinamento dos povos originários por profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI/MS) e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O intuito seria justamente oferecer a expertise para que eles reconheçam os sinais de intoxicação ainda em um estágio precoce, estabelecendo além disso o chamado Nexo Epidemiológico (ou NTEP - Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário), metodologia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que usa dados estatísticos para mapear quais doenças tendem a ser mais frequentes em determinados setores econômicos.

Já para os Planos de Supressão da Exposição serão voltados R$451.880, para desenvolver estratégias em pelo menos três territórios críticos, objetivando a redução ou eliminação do contato com agrotóxicos. 

"As ações incluem diagnóstico de rotas de exposição, pulverização aérea/terrestre, contaminação de águas e solo, mapeamento de áreas vulneráveis e definição de medidas emergenciais e estruturantes", cita nota enviada pela assessoria do chefe do MPI.

Cabe frisar que ainda é necessário um mapeamento final da situação, que por sua vez é feito através de seminários participativos com lideranças. Ainda assim, três áreas já aparecem como candidatas naturais graças à gravidade dos casos locais, sendo: 

  • Tekoha Jopara (Coronel Sapucaia/MS)| local dos dois óbitos de bebês.
  • TI Guassuty (Aral Moreira/MS)| do falecimento por ingestão acidental, onde há galões de agrotóxicos próximos a poços d’água.
  • TI Guyraroká (Caarapó/MS)| que têm Medida Cautelar nº 458-19 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que obriga o Estado brasileiro a mitigar riscos de pulverização.

Caberá ao Ministério a tarefa do suporte financeiro e da fiscalização administrativa, enquanto a Fiocruz, por sua vez, ficará encarregada pela execução das metas técnicas. 

Esse termo autoriza ainda a "sub descentralização" para fundações de apoio (Lei nº 8.958/94), ou seja, permitindo o repasse de recursos a instituições parceiras por parte da Fiocruz, sem precisar de novos instrumentos junto ao Ministério dos Povos Indígenas, garantindo uma execução agilizada. 

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