Cidades

Padroeira do Brasil

Procissão de Nossa Senhora Aparecida reúne fieis em Campo Grande

Tradicional romaria das Paróquias Palotinas celebra, neste domingo (12), a Padroeira do Brasil

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No dia 12 de outubro, data em que se celebra Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, fiéis de diversas paróquias realizaram a procissão que atravessou a Avenida Gury Marques até o Centro de Formação São Vicente Pallotti, em Campo Grande.

Esta é a 35ª edição da romaria das Paróquias Palotinas, que reúne as comunidades Santa Rita de Cássia, São Martinho de Lima e Divino Espírito Santo. Os grupos saem de suas respectivas igrejas e se encontram ao longo do percurso, em oração.

Por volta das 6h30 da manhã, os fiéis saíram da Paróquia Santa Rita de Cássia (Rua João Maiolino, 306,  Universitário) e da Paróquia Divino Espírito Santo (Rua Galeão, 34  - Aero Rancho). Durante o trajeto, encontraram os fiéis da Paróquia São Martinho de Lima na Rua Ana Luiza de Souza, no bairro Pioneiros.

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

Mãe Aparecida

A tradição de amor a Maria, devoção de quem pratica a fé Católica Apostólica Romana, manifesta-se no agradecimento, como no caso do senhor Vilson Miguel Vizelo, de 67 anos, que, emocionado, testemunhou a graça de ter a saúde restaurada.

“A nossa mãe é Nossa Senhora Aparecida. No final do mês, irei até Aparecida do Norte, em São Paulo, cumprir uma promessa que tenho há 30 anos, porque eu não estava bem de saúde e fiz essa promessa. Então, não pude cumprir até hoje, e agora, no final do mês, irei lá”, relatou, emocionado.

Irmã Pastorinha, Glória Cardoso / Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

Concentração

Na Paróquia Santa Rita de Cássia, enquanto os fiéis aguardavam a chegada dos irmãos de outras comunidades, a freira Glória Cardoso, de 78 anos, das Irmãs Pastorinhas, que auxiliam nas atividades da igreja, destacou que a celebração é um dos eventos mais importantes para o catolicismo.

“Nossa Senhora é a mãe, a mãe de todos os filhos, porque Jesus disse: ‘Eis aí a tua mãe, eis aí o teu filho’. Na procissão, as pessoas buscam Nossa Senhora por vários motivos: para agradecer, pedir, louvar, bem-dizer. Então, a procissão é um momento em que as pessoas expressam a sua fé. É muito bonito isso. A gente vê crianças, jovens, adultos, pessoas idosas caminhando. É uma maravilha, porque as pessoas, do seu jeito, expressam a fé que têm, né?”, disse a irmã Glória.

O momento da chegada da comunidade Jesus Bom Pastor, puxada por um carro de som, marcou a concentração em frente à Paróquia Santa Rita de Cássia, onde os fiéis permaneceram aguardando a chegada dos demais.

 

 

Maria Aparecida, de 62 anos, da comunidade Divino Espírito Santo, participa todos os anos para manter viva a tradição em homenagem à Padroeira, pelas bênçãos alcançadas.

“A gente tem que agradecer, porque passa o ano inteiro pedindo a graça, e você recebe”, pontuou Maria Aparecida.

No Centro de Formação, o padre Tobias Grando, de 30 anos, com um balde de água e um ramo, abençoava os fiéis que iam se reunindo no espaço de celebração da Santa Missa.

 

 

 

Em entrevista ao Correio do Estado, ele relatou que a estimativa era receber cerca de 5 mil fiéis.

“Estamos celebrando Nossa Senhora Aparecida, e nós, aqui do Centro de Formação São Vicente Pallotti, fazemos a nossa romaria das paróquias palotinas. Para nós, Nossa Senhora tem importância fundamental. A imagem de Maria sempre nos acompanha, a presença da mãe que intercede, como a liturgia de hoje recorda, nas Bodas de Caná. Ela intercede também por nós, seus filhos, que recorremos em nossas necessidades. A mãe está sempre atenta a tudo o que o filho precisa. Então, para nós, é a celebração da festa junto com a nossa mãe”, frisou o padre.

Após a chegada das comunidades, os fiéis assistiram à celebração da Santa Missa em homenagem à Padroeira do Brasil.

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Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

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Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

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Campo Grande

Prefeitura monta plano para privatizar unidades 24 horas

Proposta apresentada pela Sesau para o Conselho Municipal de Saúde foi rejeitada pela maioria; ideia seria conceder a parte administrativa dos CRSs

26/03/2026 08h35

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital Gerson Oliveira

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), montou um plano para privatizar duas Unidades de Saúde com atendimento 24 horas da Capital e apresentou a proposta para o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal.

Ontem, membros da Sesau se reuniram com representantes do CMS para apresentar uma proposta de terceirização dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. O plano é alterar o modelo de gestão dessas unidades para Organizações Sociais de Saúde (OSSs), sem mudanças estruturais previstas inicialmente.

A ideia seria entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada, o que, segundo a Sesau em sua apresentação, daria celeridade a processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

Em nota enviada à reportagem, o CMS se posicionou contrário à intenção da Sesau de privatizar ambos os Centros de Saúde, por entender que a alteração no modelo de gestão não vai resolver os principais problemas das unidades, podendo, inclusive, piorar a situação dos gargalos que hoje elas enfrentam.

“O Conselho Municipal de Saúde não se opõe a essa proposta por mero posicionamento político circunstancial. O conselho se opõe porque compreende, à luz de sua história, de suas atribuições legais e da experiência acumulada no SUS, que a terceirização da gestão das Unidades Públicas de Saúde não enfrenta os principais problemas hoje vividos pela população de Campo Grande e ainda pode agravar fragilidades já existentes”, pontua.

“Transferir a gestão administrativa dessas unidades não cria leitos hospitalares, não reorganiza de forma automática a retaguarda assistencial e não elimina, por si só, os fatores que produzem superlotação e desassistência”, completa o CMS.

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, disse que as duas Unidades de Saúde não recebem financiamento do Ministério da Saúde e, por isso, viraram alvo de privatização por parte da Sesau.

Durante a tarde, foi a vez dos vereadores da Comissão Permanente de Saúde receberem os representantes da Sesau para debater a proposta de terceirização. 

O vereador Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio (União Brasil), que integra a comissão, disse que não esperava esta atitude do Município, além de esclarecer que é contrário ao plano.

“Fomos pegos de surpresa. Não sabíamos nada disso e fomos alertados pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje [quarta-feira] a reunião é um pedido da Comissão de Saúde para estes esclarecimentos. Eu, pessoalmente, sou contrário a essa terceirização”, afirma o vereador.

Cabe ressaltar que as OSSs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em conjunto com o poder público no gerenciamento de Unidades de Saúde via contratos de gestão. Focadas em eficiência e agilidade, buscam maior produtividade no SUS, mas enfrentam desafios de transparência.

A conversão de administração pública para OSS já foi feita no âmbito estadual. A ideia começou em 2016, quando o secretário de Estado de Saúde era Nelson Tavares. Algumas das empresas que ingressaram naquela época, no entanto, foram retiradas posteriormente por problemas na gestão dos hospitais.

PLANO INICIAL

Em contato com a Sesau para mais informações sobre esse plano, a secretaria limitou-se a declarar que se trata de uma ideia inicial, ainda em análise, que será amplamente debatida com outros órgãos.

“Uma ideia de proposta para implementação de OSS na Remus [Rede Municipal de Saúde], que será amplamente discutida com o Conselho Municipal de Saúde, Câmara Municipal, Tribunal de Contas, entre outros”, afirma a Sesau.

A reportagem também questionou o gasto mensal da prefeitura para gerir as CRSs Aero Rancho e Tiradentes. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

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