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Promessa para Copa de 2014 ainda segue inacabada em 2022

Abandonadas desde o início do ano, as obras do corredor de transporte coletivo na Avenida Marechal Deodoro seguem sem prazo para retomada e conclusão

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Abandonadas há quase um ano, as obras do Corredor de Transporte Coletivo Sudoeste, na Avenida Marechal Deodoro, seguem sem previsão de retomada e conclusão. O projeto, lançado em 2012 e financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, tinha como objetivo garantir melhorias para a Copa do Mundo do Brasil, em 2014. 

Apesar da Capital não ter sido escolhida como sede do mundial, durante a gestão de Nelsinho Trad (PSD), o município recebeu o aporte de R$ 180 milhões do PAC Mobilidade Urbana para implantação de três corredores exclusivos para o transporte coletivo; construção de quatro terminais; reforma e ampliação do Terminal Morenão; construção de estações de embarque pré-pago; e modernização do Centro de Operação e Controle de Transporte Coletivo e Coordenação Semafórica.

As obras na Avenida Marechal Deodoro são o último braço do Corredor Sudoeste, que fará a ligação do terminal Aero Rancho ao centro da cidade, passando pelo Terminal Bandeirantes.

 De acordo com o Portal Mais Obras da prefeitura da Capital, a previsão inicial de conclusão do corredor era neste mês. As obras inicialmente orçadas em R$ 13 milhões já tiveram R$ 7 milhões empregados no projeto. 

IMPASSE NO CONTRATO

A retomada das obras no corredor da Avenida Marechal Deodoro depende de um impasse contratual. A empreiteira Engepar Engenharia – ganhadora da licitação – pediu à Prefeitura de Campo Grande o reequilíbrio no contrato, em razão do encarecimento do preço dos materiais usados no projeto.

Ao Correio do Estado, o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, afirmou que o pedido permanece em análise e que não há previsão para as obras serem retomadas.

“Estamos analisando o pedido da empresa responsável pelas obras. A empreiteira Engepar solicitou o reequilíbrio financeiro no contrato e, por ora, as obras continuam com todas as frentes paralisadas”, disse Fiorese.

Conforme o secretário, a Sisep pretende deliberar sobre o pedido da empreiteira de reequilíbrio do contrato ainda neste ano. A reportagem entrou em contato com a prefeitura da Capital e com a Engepar para questionar o acréscimo de valores que foram pedidos à secretaria, no entanto, até o fechamento desta edição, não obteve retorno. 

CORREDORES

O projeto do corredor de ônibus na Avenida Marechal Deodoro prevê a implantação de 1,1 km de drenagem e a execução de 5,5 km de recapeamento.

O corredor também terá quatro estações de pré-embarque, que serão implantadas na faixa exclusiva, entre as ruas Tabira e Visconde de Suassuna, entre a Avenida Panambi Vera e a Rua Guaraí e entre as ruas Roney Paim Malheiros e Tenente Antônio João Ribeiro. A última estação será entre as ruas Eduardo Contar e Túlio Alves Quito.

Iniciada há seis anos, além das obras no corredor de transporte coletivo da Avenida Marechal Deodoro, os trabalhos nos corredores da Avenida Bandeirantes e da Rua Bahia também estão parados. 

Conforme Fiorese, no caso das construções na Avenida Bandeirantes e na Rua Bahia, a implantação dos terminais de embarque/desembarque deve ser relicitada, mas ainda não há prazo para que isso aconteça. 

Os corredores de transporte estão previstos no Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana, e o investimento corresponde à implantação de quase 69 quilômetros de faixas exclusivas, o que reduzirá em até 20% o tempo de viagem dos ônibus, tanto centro/bairro quanto bairro/centro.

A redução do tempo de viagem é possível porque a velocidade média dos ônibus aumenta de 16 km/h para 25 km/h. 

Os ônibus vão circular em faixa exclusiva e terão trânsito livre, com semáforos funcionando de forma sincronizada nos cruzamentos onde haverá estações de pré-embarque.

Entretanto, dos corredores previstos, apenas o da Avenida Brilhante está finalizado e operando. Vale ressaltar que a prefeitura entregaria o corredor da Rui Barbosa em setembro, mas voltou atrás e adiou para o mês de dezembro.

O motivo do atraso, segundo a prefeitura da Capital, seria a mitigação de impactos ao comércio da região, que abrange mais de sete quilômetros de asfalto entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa e a Avenida Rachid Neder.

Saiba: Em 2012, a gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PSD) foi responsável por viabilizar 10 projetos do Ministério das Cidades para a Capital. À época, o aporte foi de R$ 456,6 milhões em investimentos nas áreas de saneamento básico, mobilidade urbana, urbanização de vales de córregos e habitação.

O maior valor foi destinado para as obras de mobilidade urbana, que totalizaram R$ 180 milhões, sendo R$ 56 milhões do governo federal e R$ 114 milhões em recursos de financiamento.

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disputa

Um ano após 100% de reprovação, MPMS aprova três por vaga

No concurso do ano passado, nenhum concorrente havia sido aprovado na bateria de cinco provas escritas. Agora, a relação dos aprovados tem 23 nomes e são apenas 8 vagas

24/10/2026 09h27

Abertura do resultado das provas escritas aconteceu durante sessão pública na última quinta-feira

Abertura do resultado das provas escritas aconteceu durante sessão pública na última quinta-feira

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Pouco mais de um ano depois de reprovar todos os concorrentes na prova escrita do trigésimo concurso para promotor substituto do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, os examinadores foram mais flexíveis desta vez e aprovaram três candidatos por vaga oferecida na edição de 2026 do concurso da instituição, conforme resultado preliminar publicado no diário oficial de segunda-feira (26) e que já está disponível neste sábado (24).

No total, 23 candidatos foram aprovados. Porém, este número ainda pode sofrer alterações, uma vez que os reprovados podem recorrer, entre os dias 26 e 30 de outubro. No ano passado, quando todos havia sido reprovados na divulgação do resultado preliminar, nove candidatos conseguiram melhorar suas notas e todos acabaram sendo aprovados e já estão trabalhando na instituição. Naquele ano haviam sido oferecidas dez vagas.

Na atual edição, a trigésima primeira, o número de vagas caiu para oito. Uma é reservada a pessoa com de deficiência e duas, para negros. Somente um candidato que disputava a vaga destinada a PCD segue na disputa. Mas, mesmo que não estivesse disputando vaga especial o candidato estaria na lista dos aprovados, já que obteve média superior a seis. Dentre os demais aprovados, a publicação não especifica quais ou quantos seguem no páreo para as vagas destinados a negros.

No começo da disputa houve 1.364 inscrições, uma redução de 32% na comparação com as 2003 participações do concurso do ano anterior. Uma das possíveis explicações para a queda no interesse é a determinação do STF que limitou o pagamento de supersalários a juízes e promotores.

Conforme esta determinação, promotor nenhum pode receber acima de R$ 71,2 mil mensais em Mato Grosso do sul, já incluídos os chamados penduricalhos. Antes disso, em média, a categoria recebia R$ 150 mil mensais, mesmo valor médio dos magistrados estaduais.

Conforme o edital, o salário inicial daqueles que forem chamados para assumir o cargo será de R$ 33.988,99. Após os descontos, o rendimento líquido cai para R$ 25,5 mil. Mas, ele já passa a ter direito a R$ 3,4 mil relativos à chamada Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira e outros R$ 11,9 mil de gratificação por acúmulo de função.

Alguns deles, conforme o site da transparência do Ministério Público, ainda recebem R$ 6,8 mil a título de remuneração eventual. Ou seja, praticamente todos eles obtém salário líquido da ordem de R$ 45 mil mensais já no início da carreira.

As chamas provas preambulares do concurso foram realizadas no dia 17 de maio e somente 214 dos 1,3 mil inscritos conseguiram passar para as fases seguintes.

Agora, os 23 que seguem na disputa precisam fazer uma nova inscrição, de 26 de outubro a 10 de novembro, e passar por avaliação psicotécnica; investigação social sigilosa; provas orais; prova de títulos; e exame de sanidade física e mental, o que ainda pode alterar a sequência da classificação e garantir uma possível convocação, já que o número de aprovados é superior à quantidade de vagas. 

Na classificação atual, o primeiro colocado é João Victor de Jesus Leite, que atua como delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, na região de Brumadinho. Em segundo lugar nesta relação aparece Melina Mie Moreira Suga, que atua como servidora concursada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Mato Grosso do Sul.

Para serem aprovados, a média das cinco provas necessariamente previsava estar acima de seis. Porém, se o candidato recebeu nota inferior a cinco em alguma das provas, automaticamente era eliminado, como foi o caso de três dos concorrentes. E são justamente estes que têm maior chance de reverter a classificação e entrar para a lista dos aprovados. 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

A divulgação das notas ocorreu durante a sessão pública no auditório Doutor Nereu Aristides Marques, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Campo Grande, na última quinta-feira (22)

Na abertura dos trabalhos, o Procurador-Geral de Justiça e presidente da Comissão de Concurso, Romão Avila Milhan Junior, agradeceu aos examinadores, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec) e a todos os profissionais envolvidos na organização do certame, destacando o trabalho realizado para a realização da etapa de identificação das provas.

O Procurador-Geral também explicou os procedimentos adotados durante a sessão. Conforme previsto, a identificação seguiu a ordem dos grupos de provas. Inicialmente, a Comissão de Concurso verificou a inviolabilidade dos lacres dos malotes.

Na sequência, os volumes foram abertos para a identificação das provas. O procedimento foi conduzido pela comissão, com acompanhamento da assessoria de cerimonial da instituição, enquanto os envolvidos realizaram a leitura dos códigos e dos nomes dos candidatos.

Acidente Fatal

Motociclista morre após bater em caçamba e árvore em MS

Mulher de 38 anos perdeu o controle da motocicleta ao passar por um quebra-molas; vítima chegou a ser socorrida, mas morreu durante a madrugada no Hospital da Vida

24/10/2026 09h10

Letícia da Silva Machuca, de 38 anos, morreu após sofrer um acidente de motocicleta na noite de sexta-feira (23), em Dourados.

Letícia da Silva Machuca, de 38 anos, morreu após sofrer um acidente de motocicleta na noite de sexta-feira (23), em Dourados. Foto: Reprodução Dourados Agora.

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Uma mulher de 38 anos morreu na madrugada deste sábado (24), após sofrer um grave acidente de motocicleta em Dourados. A vítima, identificada como Letícia da Silva Machuca, chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (23) por volta das 23h, nas proximidades da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). Conforme as informações, Letícia conduzia uma motocicleta quando perdeu o controle da direção ao passar por um quebra-molas.

Na sequência, a motociclista acabou atingindo uma caçamba utilizada para o depósito de entulhos e, posteriormente, colidiu contra uma árvore. Com o impacto, a mulher sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrida.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e prestou os primeiros socorros à vítima, que foi encaminhada ao Hospital da Vida, unidade de referência no atendimento de urgência e emergência em Dourados.

Apesar dos esforços da equipe médica, a motociclista não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada durante a madrugada deste sábado.

As circunstâncias que levaram à perda de controle da motocicleta e à sequência de colisões deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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