Cidades

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Promotor é suspenso após suposto assédio sexual

Promotor é suspenso após suposto assédio sexual

Redação

15/09/2010 - 18h30
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                O promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, de Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, foi punido com suspensão de 22 dias pela Corregedoria do Ministério Público Estadual depois de uma denúncia de assédio feita por Suzane von Richthofen O(foto). Condenada, a jovem cumpre pena por matar os pais em 2002.

                Em depoimento no ano passado à juíza da Vara de Execuções da Comarca de Taubaté, a 120 km de São Paulo, Suzane declarou que o promotor da Vara do Júri e de Execuções Criminais se apaixonou por ela e a levou duas vezes para seu gabinete quando esteve presa na Penitenciária de Ribeirão Preto. Ao G1 ele admitiu: ?Alguns fatos são verdadeiros. Outros foram distorcidos. Não me apaixonei por ela. Nego com veemência?.

                A decisão da Corregedoria saiu no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (14), mas Gonçalves disse na tarde desta quarta-feira (15) que ainda não tinha sido informado da decisão do corregedor. Ele afirmou estar ?triste? e ?surpreso? com a punição. E jurou não guardar mágoa ou ódio de Suzane, apesar de as declarações dela terem afetado sua vida pessoal.

                ?Esse episódio acabou com meu relacionamento?, revelou o promotor, que tinha uma ?união estável? com uma mulher. ?Sempre ficou uma dúvida por parte dela", completou ele, sobre a desconfiança da então parceira depois das denúncias de Suzane. ?Nunca mais quero ouvir falar dessa moça, mas não sinto raiva?, afirmou Gonçalves, sempre se referindo à presa como ?moça.?

                Sobre os ?fatos verdadeiros?, o promotor admitiu que, em janeiro de 2007, Suzane ficou muito tempo em seu gabinete e que, por isso, comprou lanche para ela. A jovem tinha ido depor sobre denúncias de supostos maus-tratos na prisão. Também contou que deu ?beijinho no rosto" na hora de se despedir de Suzane e de outras presas em uma das duas visitas que disse ter feito à Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto, onde a condenada estava. ?Foram fatos provados que eu mesmo admiti (à Corregedoria)?, disse Gonçalves.

                O caso
                Atualmente, Suzane está presa em Tremembé, a 147 km de São Paulo. O Ministério Público não quis comentar a punição. Informou apenas que o processo corre em segredo de Justiça e que os corregedores não devem se pronunciar sobre o caso.

                Mas Gonçalves deu sua versão. Contou que tudo começou em setembro de 2006, quando detentas da Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto enviaram cartas denunciando possíveis maus-tratos na cadeia. ?Elas disseram que ficavam trancafiadas 22 horas por dia, que não podiam fazer trabalhos manuais na cela. Investiguei, instaurei um inquérito civil. Era meu dever.?

                Em dezembro do mesmo ano, o promotor contou ter ido à penitenciária duas vezes para averiguar as denúncias. Lá, disse ter visto Suzane uma vez. ?Ela foi a que mais reclamou (das condições), chorou.? Em 5 de janeiro de 2007, segundo Gonçalves, a presa foi à Promotoria dar um depoimento formal sobre o caso. No dia 15 do mesmo mês, ocorreu ?o problema?.

                ?Ela ficou no meu gabinete umas nove, dez horas. Tive que pedir um lanche para ela porque a penitenciária não trouxe comida?, disse o promotor, que tem 19 anos de carreira. Segundo ele, a permanência da presa foi longa porque ela chorou e queria voltar atrás nas suas declarações.

                Versão de Suzane
                De acordo com o depoimento de Suzane sobre o suposto assédio, Gonçalves fez indagações sobre a vida pessoal da moça. Após dez dias, a presa disse que foi novamente levada ao gabinete dele, de ambulância e sem algemas. Ela disse que o promotor providenciou música ambiente, com CDs românticos, e disse que havia se apaixonado por ela.

                ?Eu nem tenho aparelho de som aqui?, afirmou ele, que também negou ter escrito poesia à Suzane. ?Poesia? Não sou poeta. Essa história da música e da poesia são inverdades.? Gonçalves informou não ter ideia do que motivou Suzane a denunciá-lo por assédio. ?Muito me surpreendeu a conduta dela. Em momento algum fiz algo para prejudicá-la. Elas (presas) me pediram para regularizar a situação, para investigar.?

                Defesa de Suzane
                O advogado de Suzane, Denivaldo Barni, disse ao G1 na manhã desta quarta que não teve acesso à decisão nem aos autos, apesar de ter feito o pedido ao Ministério Público. ?O processo tramitou em sigilo, dentro do Ministério Público. A única coisa que eu posso tecer, de acordo com o que está sendo noticiado, é que ficou constatado que ela foi vítima, tanto é que ele [o promotor] foi punido?, disse o defensor.

                Barni ainda ressaltou que na época do relato de sua cliente ele só soube dos encontros dela com o promotor em seu gabinete por meio da imprensa. Atualmente, Suzane está presa em Tremembé, a 147 km de São Paulo.

                A decisão do corregedor
                Gonçalves não escondeu a decepção ao saber que ficará 22 dias suspenso. ?Não achei que eu fosse ser absolvido por causa da história do beijinho, do lanche que eu comprei, mas não pensei que a pena fosse ser tão severa.? Quando questionado sobre o que tomou de lição desse episódio, o promotor ficou em silêncio e depois disse: ?Vejo que só tenho um, dois, três amigos. E que as pessoas te condenam sem saber, mas não falo da Corregedoria?.

                Apesar do mau momento, Gonçalves contou estar ?com a consciência tranquila? e ter a certeza de que ?agiu de boa fé.? ?As pessoas que fazem coisas para te prejudicar vão encontrar a justiça divina. Não que eu deseje isso, mas vai acontecer?, profetizou.

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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