Cidades

INVESTIGAÇÃO

Proposta de CPI para investigar a Santa Casa já tem apoio de 14 vereadores

Em meio a crise enfrentada pelo maior hospital de Mato Grosso do Sul, parlamentares querem explicações

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Na terça-feira (10), o vereador Rafael Tavares (PL) entregou para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Grande, o requerimento que propõe a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Santa Casa de Campo Grande, que já conta com a assinatura e apoio total de 14 parlamentares.

A iniciativa surge em meio à grave crise enfrentada pelo maior hospital de Mato Grosso do Sul, que vem sofrendo com dificuldades financeiras, suspensão de atendimentos, falta de clareza na gestão dos recursos, além de ser alvo de denúncias de negligência médica.

Diante disso, a CPI pretende apurar em detalhes os problemas administrativos e financeiros que envolvem o hospital, identificar possíveis irregularidades e propor soluções concretas para reverter o atual quadro.

Conforme o autor da prposta, vereador Rafael Tavares, a investigação é necessária para garantir transparência à população e fornecer subsídios que permitam ao poder público agir com mais eficácia frente ao colapso da saúde na capital.

Com o requerimento protocolado, o próximo passo será a análise jurídica da proposta, que ficará a cargo da Procuradoria da Câmara.

CASO SOPHIE

Um caso recente que chamou a atenção dos parlamentares, e aconteceu na Santa Casa de Campo Grande, foi o da pequena Sophie Emanuelle Viana Rochete, de 5 anos, que sofreu um acidente doméstico, foi encaminhada para o hospital, recebeu alta no mesmo dia, mas veio a falecer três dias depois com traumatismo craniano.

Extremamente abalada e buscando por justiça, a mãe da menina, Maria Aparecida Viana, de 26 anos, foi até a Câmara Municipal de Campo Grande, e em uma manifestação emocionante usou a Tribuna para cobrar justiça pela morte da menina, ocorrida no dia 29 de maio. Tia e mãe da criança relataram o sofrimento e pediram apoio dos vereadores para que os fatos sejam investigados com rigor.

Sophie foi atingida na cabeça por um portão, no dia 25 de maio, e foi levada à Unidade de Pronto Atendimento - (UPA) da Vila Almeida. De lá, foi encaminhada à Santa Casa devido à gravidade do trauma. Após realizar um raio-x, a menina foi liberada em poucas horas, mas seu estado se agravou, apresentando febre e vômito.

No dia seguinte, ela retornou à Santa Casa, onde permaneceu em observação e recebeu medicamentos, mas somente no dia 29 de maio, após a realização de uma tomografia, foi constatada uma fratura na cabeça. Apesar de a cirurgia ter sido indicada, Sophie não resistiu e faleceu, levantando questionamentos sobre possível negligência médica.

UNIÃO DE ESQUERDA E DIREITA

O requerimento que pede abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Santa Casa já conta com 14 assinaturas e une esquerda e direita na Câmara Municipal de Campo Grande. 

A proposta do vereador Rafael Tavares (PL) é investigar o colapso financeiro da atual gestão e a qualidade do atendimento ofertado à população. A principal alegação de Tavares é a falta de transparência da entidade filantrópica, que afirma operar com um déficit de R$13 milhões mensais nos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS), conforme noticiado pelo Correio do Estado, em março deste ano.

“Apresentamos o requerimento em março (junto à Santa Casa). Não responderam, nos pediram para estender o prazo para mais 40 dias, cedidos pelo presidente da Casa, e mais uma vez não nos responderam, então só vimos uma saída, o pedido de CPI”, disse o vereador.

Além dele, assinaram o requerimento: Ana Portela (PL); André Salineiro (PL); Dr Livio (União); Fabio Rocha (União); Cabo Almi (PSDB); Professor Juari (PSDB); Leinha (Avante); Wilson Lands (Avante); Junior Coringa (PDT); Marquinhos Trad (PDT); Neto Santos (Republicanos); Maicon Nogueira (PP) e Jean Ferreira (PT).

POSICIONAMENTO

Em nota enviada ao Correio do Estado, a Santa Casa considerou legítimo o pedido de abertura da CPI, contudo, destacou que o contrato junto a prefeitura não recebe atualização financeira há mais de dois anos. Abaixo, segue o documento na íntegra. 

"A Santa Casa de Campo Grande considera legítima e pertinente a proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar a contratualização do terceiro setor, em especial as entidades filantrópicas, como é o caso desta instituição.

Entre as atribuições fundamentais do Poder Legislativo, destaca-se a fiscalização das ações do Executivo municipal, por meio da solicitação de esclarecimentos, investigações e denúncias, sempre que necessário. Nesse contexto, entendemos que o exame detalhado do contrato de prestação de serviços firmado entre a Santa Casa de Campo Grande e o gestor pleno da saúde municipal se faz oportuno.

Ressaltamos que esse contrato não recebe atualização financeira há mais de dois anos, razão pela qual consideramos pertinente que os parlamentares estabeleçam critérios para compreender os impactos dessa defasagem na assistência à saúde da população que os elegeu, conforme amplamente noticiado.

A análise aprofundada dos vereadores certamente contribuirá para solucionar a questão do desequilíbrio econômico-financeiro da contratualização.

Reforçamos que a documentação solicitada anteriormente é extensa e envolve diversas unidades da instituição, abrangendo áreas assistenciais e administrativas. Para garantir uma análise clara e objetiva, organizamos as informações de forma segmentada, visando facilitar o entendimento por parte dos requerentes.

A Santa Casa de Campo Grande reitera seu compromisso com a transparência e permanece à disposição para fornecer informações que possam contribuir com o esclarecimento dos fatos".

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MATO GROSSO DO SUL

Servidores do Detran-MS aprovam estado de greve e não descartam paralisação

Categoria aponta precarização, falhas em sistemas e avanço da terceirização

26/03/2026 11h00

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos Divulgação

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Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aprovaram, por unanimidade, a instauração de estado de greve durante Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (25). A medida é considerada um alerta e pode resultar na paralisação das atividades a qualquer momento, caso não haja avanço nas negociações com o Governo do Estado.

Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran-MS (Sindetran-MS), a assembleia registrou ampla participação da categoria, evidenciando o nível de insatisfação com a forma como os trabalhadores vêm sendo tratados pela atual gestão. A entidade afirma que, ao longo dos últimos meses, as reivindicações não têm sido atendidas, o que motivou o endurecimento do movimento.

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos. Os servidores também criticam o avanço da terceirização em áreas consideradas estratégicas, o que, segundo eles, pode comprometer tanto o atendimento à população quanto a segurança viária.

Outro ponto que tem gerado preocupação é a digitalização dos serviços. De acordo com o sindicato, o processo vem sendo feito sem a segurança necessária, o que teria facilitado fraudes e o uso indevido do nome do Detran-MS. Servidores também relatam falhas frequentes nos sistemas.

Além do estado de greve, a assembleia definiu a intensificação das mobilizações. Entre as medidas está a ampliação do movimento de não recebimento de guias em máquinas de cartão, como forma de pressionar a gestão.

O Presidente do Sindetran MS e da Federação Nacional dos Servidores de Detrans e Agentes de Trânsito Estaduais, Municipais e do Distrito Federal (Fetran), Bruno Alves afirma que a decisão foi tomada diante da falta de respostas do poder público.

“Não por escolha, mas por necessidade. Por dignidade. Por respeito. O movimento busca dar visibilidade à realidade enfrentada pelos servidores, pais e mães de família, agentes de trânsito e profissionais que atuam diretamente na segurança viária, sob condições inadequadas e com impactos à saúde física e mental”, explica.

O estado de greve funciona como uma etapa anterior à paralisação total. Com isso, os servidores permanecem mobilizados e podem interromper as atividades caso não haja avanço no diálogo com o governo.

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ACESSO À CULTURA

Espaços culturais de Campo Grande terão novos horários

Ampliação do funcionamento é para garantir maior acesso da população durante e aos finais de semana, além de feriados

26/03/2026 10h40

Foto: Marcelo Victor

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A partir desta quinta-feira, as unidades culturais de Campo Grande irão ter novos horários de funcionamento. Com objetivo de equilibrar a oferta das atividades na Capital, os horários em sua maioria vão de segunda à sábado.

Por meio do Diário Oficial (Diogrande) de hoje, a Fundação Municipal de Cultura (FUNDAC) divulgou os novos horários de seis locais e busca atender o público em regime de escala com variações entre dias úteis e finais de semana.

Entre as unidades que atualizaram os horários estão a Casa de Cultura, o Memorial da Cultura Indígena, a Morada dos Baís, o Museu José Antônio Pereira, a Plataforma Cultural e a Praça Ary Coelho.

A novidade é com base no Decreto nº 16.556/2026, que estabelece diretrizes para adequação dos horários de funcionamento dos serviços públicos municipais. Além de alguns aderirem os sábados, outros ampliaram durante a semana, para que o público tenha mais opções de acesso e também para obter padronização das atividades culturais.

A proposta é manter o sistema regular dentro das diretrizes de economia e organização dos serviços municipais da categoria.

Confira os horários:

> Casa de Cultura

  • Segunda a sexta-feira: 9h às 18h
  • Sábado: 9h às 12h

> Memorial da Cultura Indígena

  • Segunda, quarta e sexta: 7h30 às 13h30
  • Terça e quinta: 7h30 às 17h30
  • Sábado: 8h às 12h

> Morada dos Baís

  • Terça a sexta-feira: 7h às 17h
  • Sábado: 8h às 12h

> Museu José Antônio Pereira

  • Terça a sexta-feira: 9h às 17h
  • Sábado e domingo: 13h às 17h

> Plataforma Cultural

  • Segunda a sexta-feira: 6h às 18h
  • Sábado: 14h às 18h

> Praça Ary Coelho

  • Segunda a sábado: 7h às 18h
  • Domingos e feriados: fechado

Os horários podem ser ajustados conforme a necessidade.

 

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