Cidades

tempo indeterminado

Protesto irá bloquear caminhões com carga de grãos por tempo indeterminado

Um acampamento foi montado no "Trevo da Bandeira", em Dourados

DOURADOS AGORA

23/02/2015 - 18h36
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Caminhoneiros que iniciaram protesto contra o constante aumento do diesel nesta segunda-feira em Dourados (MS) vão bloquear a passagem apenas de veículos carregados com carga de grãos. Um acampamento foi montado na região conhecida como “Trevo da Bandeira”, entroncamento entre a BR-163 e BR-463, rodovias que dão acesso a todas as regiões do país.

Jorge Souza, representante do Grupo GS, é um dos líderes do manifesto. De acordo com ele, o protesto é pacífico, por tempo indeterminado e somente os caminhões com carga a granel serão parados nas rodovias. “Não queremos prejudicar as pessoas que utilizam as rodovias, queremos solidariedade e apoio dos caminhoneiros para que unamos força para lutar contra as burocracias que emperram o setor”, explica.

Uma carta de protesto foi criada em Dourados pelos caminhoneiros e empresários do setor de transportes. A redução do aumento do diesel é considerada principal bandeira de luta, no entanto, eles também pedem que seja criada uma tabela mínima do valor do frete, baseada no preço do diesel. Hoje, cada empresa ou caminhoneiro autônomo dá o seu preço e transporta a carga aquele que é submetido a aceitar o menor frete.

Outras reivindicações da categoria são a redução da alíquota do ICMS do diesel no Estado, de 17% para 12%. Esse assunto seria uma das prioridades do governador Reinaldo Azambuja durante campanha, mas até agora, depois de eleito, ele não anunciou se será possível conceder essa redução. A diminuição do preço do pedágio nas rodovias brasileiras também é outra reivindicação, bem como a sanção da lei 4246/12, que altera regras da jornada de trabalho de motoristas profissionais. Basicamente, a proposta reduz períodos de descanso e aumenta as prorrogações das horas trabalhadas atualmente. A atual lei, segundo a categoria, estaria onerando as empresas e prejudicando os caminhoneiros que são obrigados a levar mais tempo para entregar a carga.

Dificuldade

Em 212 o governo federal reduziu os juros de financiamento para a compra de caminhões por transportadores autônomos ou para a renovação da frota das empresas. Isso fez com que muitas pessoas que nunca atuaram no setor de transporte de cargas passagem a migrar para o setor, provocando um aumento consideravelmente de empresas e de caminhoneiros autônomos. Com tanta concorrência no mercado, a lei do frete pelo baixo preço tornou-se acirrado. José Xavier é dono da transportadora Rodomaster em Dourados. Ele foi uma das pessoas atraídas pelos juros baixos, adquiriu mais veículos e renovou a frota, acreditando que o setor seria promissor. No entanto, tudo se inverteu. "Hoje, podemos dizer que há mais caminhões do que carga no mercado e as empresas passaram a se endividar”, explica.

Cassio Basália, dono da transportadora Rosa dos Ventos, também renovou a frota e adquiriu mais caminhões. Segundo ele, há 12 anos o diesel representava 40% do valor do frete e hoje chegou a 60%. “Com o aumento de insumos como pneu, mão de obra para conserto dos veículos e de demais itens, está tornando-se impossível colocar um veículo para rodar”, disse ele, referindo-se ao valor do baixo frete que os donos das cargas querem impor para as transportadoras. Por conta desses problemas, Cássio teve que demitir 20 dos 40 caminhoneiros de sua empresa e 50% de seus caminhões estão parados. Ele ainda não tem para quem vender os veículos, pois o mercado está cheio de caminhões para venda e não há compradores.

André Pagani é presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário em Dourados. Segundo ele, somente nos últimos dois meses cerca de 300 caminhoneiros foram demitidos na cidade e a tendência é aumentar. “Estamos preocupados porque a situação econômica atinge em cheio às transportadoras e os caminhoneiros são atingidos também”, reclamou.

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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