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Pulso de inundação no Pantanal tem recuperação parcial, aponta Embrapa

Pantaneiros estão otimistas com a distribuição dessas águas e estimam que os riscos de incêndios florestais serão menores

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O movimento das águas no Pantanal nos últimos meses, com um reforço de chuvas na chegada do inverno, não indica uma cheia mais intensa, porém, está havendo uma recuperação parcial na dinâmica hidrológica da Bacia do Alto Paraguai, segundo levantamentos da Embrapa Pantanal, com sede em Corumbá.

Os pantaneiros estão otimistas com a distribuição dessas águas e estimam que os riscos de incêndios florestais serão menores, como no ano passado.

O nível do Rio Paraguai em Ladário – onde fica a principal régua de monitoramento da planície – não deve atingir a marca de 2025 (3,31m, em julho). Segue em elevação lenta e registrou 2,23m nesta quarta-feira (na mesma data, no ano passado, marcou 2,70m).

Segundo o último boletim do Serviço Geológico do Brasil, que também monitora a bacia, da nascente (Barra dos Bugres, MT) a Porto Murtinho o nível do rio está dentro da normalidade, mas abaixo da média.

Embora o volume de chuvas tenha revertido o déficit acumulado desde 2019, “a distribuição temporal entre outubro de 2025 e março de 2026 foi cerca de 10% a 12% inferior à média histórica para toda a bacia”, aponta a Embrapa Pantanal.

As águas chegaram aos campos,com maior intensidade em algumas regiões (como no Abobral, na Nhecolândia, em Corumbá), sem causar alagamentos prolongados, ressurgindo, contudo, os corixos (pequenos cursos).

Favorece a pecuária

Segundo o pesquisador Carlos Padovani, da Embrapa Pantanal, a análise das chuvas de toda a bacia, baseada em dados estimados por sensores em satélites, mostra forte irregularidade intra-sazonal, com destaque para janeiro de 2026.

“Este mês apresentou nível expressivo de pouca chuva, contrastando com fevereiro, quando houve recuperação pontual”, avaliou. A distribuição da chuva – aponta - não sustentou um pulso de inundação contínuo e espacial.

O comportamento das águas não deverá prejudicar a navegação (cargas e o turismo), sendo a pecuária bovina praticada nas áreas próximas ao Rio Paraguai a atividade socioeconômica mais beneficiada.

"Nessas áreas, os solos mais férteis e a boa disponibilidade de água favorecem o desenvolvimento das pastagens nativas, principal fonte de alimento dos animais. Por outro lado, uma cheia pequena é desfavorável à produção pesqueira”, cita o pesquisador.

DE MS

Favorável ao adiamento do fim da escala 6x1, deputado propõe que trabalhador pague FGTS e IR

Projeto é de autoria do deputado federal Marcos Pollon

20/05/2026 15h00

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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Favorável à emenda parlamentar que amplia as possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52h semanais e adia o fim da escala 6x1 por dez anos, o deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon (PL) conta com um projeto de lei que transfere ao trabalhador a responsailidade sobre os pagamentos de Fundo de Garantia do Trabalhador Social (FGTS) e Imposto de Renda.

Conforme o texto proposto (PL 894/2025), o recolhimento desses encargos passaria a ser feito pelo próprio trabalhador, por meio de um documento de arrecadação trabalhista unificado (DATU) a ser emitido mensalmente pela Receita Federal. Conforme Pollon, a simplificação da arrecadação pelo boleto único reduziria a burocracia enfrentada pelas empresas. 

Se aprovada, a proposta irá alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei do FGTS e a Lei Orgânica da Seguridade Social.

Marcos Pollon sustentou que a medida busca desobrigar o empregador de “encargos operacionais excessivos” e incentivar a “consciência fiscal” do trabalhador.

“Com a medida, o empregado visualizará de maneira clara todos os encargos que incidem sobre sua remuneração, promovendo maior conscientização e permitindo um planejamento financeiro mais preciso”, argumenta o deputado em sua justificativa. 

O boleto unificado a ser pago pelo trabalhador teria vencimento até o dia 20 do mês subsequente ao pagamento do salário.

Neste momento, a proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação, além da Constituição e Justiça e de Cidadania, onde o texto está neste momento. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Alternativa 

Outra alternativa também em trâmite na Câmara dos Deputados, o PL 4385/2024, também de Pollon, visa reorganizar as relações de trabalho e de encargos gerados na iniciativa privada e no funcionalismo público, bem como das empresas publicas, proposta que prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso. 

O projeto prevê que todo e qualquer encargo trabalhista e tributário ficam diminuídos à 50% sejam eles da relação de trabalho quanto da tributação da renda do trabalhador, com a outra metade revertida ao trabalhador.

Se aprovado, será proibido qualquer desconto compulsório nos salarios de trabalhadores regidos pela CLT, principalmente imposto ou contribuição sindical. O texto prevê aumento do período de férias a 60 dias, regra também estendida aos servidores públicos.

Em razão da proposta, o texto, se aprovado, prevê a extinção do Fundo Especial de Campanha Eleitoral, verba utilizada justamente para equiparar a arrecadação. O projeto segue remetido à Comissão de Administração e Serviço Público.

*Saiba

Além de Pollon, Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Beto Pereira (Republicanos) também votaram para adiar o fim da escala 6X1. 

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600 vagas

Assembleia Legislativa inaugura estacionamento vertical de R$ 38 milhões

Obra começou em 7 de maio de 2024 e a previsão é que seria entregue em dezembro de 2025, mas, atrasou cinco meses e foi entregue hoje

20/05/2026 14h30

Governador e Presidente da Assembleia visitaram o novo estacionamento

Governador e Presidente da Assembleia visitaram o novo estacionamento Foto: Wagner Guimarães

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Estacionamento vertical foi inaugurado, na manhã desta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Com isso, servidores e visitantes não precisarão mais deixar o carro na rua e nem caminhar quilômetros e quilômetros até a Casa de Leis: já é possível usufruir o estacionamento que tem três pisos. O local dispõe de 600 vagas. O investimento é de R$ 38 milhões.

A obra começou em 7 de maio de 2024 e a previsão é que fosse entregue em dezembro de 2025, mas, atrasou cinco meses e foi entregue em 20 de maio de 2026. A primeira etapa da obra foi concluída em setembro de 2025, com liberação de 140 vagas no piso inferior. A obra foi executada pela empresa Concrelaje, vencedora da licitação.

O estacionamento ganhou o nome de “Amarildo Cruz”, homenagem ao ex-deputado que faleceu aos 60 anos, vítima de parada cardiorrespiratória, em 17 de março de 2023, em Campo Grande. Ele pertencia ao Partido dos Trabalhadores (PT) e exerceu cinco mandatos na ALEMS.

A obra foi alvo de polêmicas, pois a ideia era que o local fosse construído de forma vertical para não derrubar nenhuma árvore da área, buscando o "cuidado ambiental", como afirmou o presidente da Casa, Gerson Claro (PP) na época.

Mas, mesmo assim, nos arredores da Casa de Leis foram identificados 50 pontos de plantio de árvores para recompor a vegetação. O Parque dos Poderes foi construído com preservação de parte da mata nativa local, ou seja, as árvores que foram retiradas, precisariam ser replantadas.

De acordo com o presinte da ALEMS, Gerson Claro, o impacto ambiental da obra foi zero.

"As únicas árvores que tinham, as árvores dos dos canteiros que foram removidos já aqui no parque mesmo. Não tem área a ser replantada porque não tem remoção de grandes árvores nenhuma. Tirou-se o estacionamento que tinha e sobre ele fez três pisos justamente nessa ideia de sustentabilidade, até porque já tem resolução nacional que todos os prédios públicos têm que ir nessa linha de energia, de sustentabilidade e a Assembleia já teve essa preocupação. Isso aqui é um novo conceito e vai servir de exemplo, vai puxar a corrente para que outros prédios aqui no Parque dos Poderes possam ter sem derrubar nenhuma árvore", disse.

O objetivo do estacionamento vertical é otimizar o uso do espaço: em vez de espalhar veículos horizontalmente, eles crescem para cima ou para baixo, permitindo guardar dezenas de carros em uma área que antes caberiam apenas alguns.

Na agenda, o presidente da ALEMS, Gerson Claro, ainda anunciou a construção de um novo plenário com inestimento de R$ 1000 milhões. A obra deve durar dois anos e será entregue no aniversário de 50 anos de Mato Grosso do Sul.

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